sábado, 21 de julho de 2012

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ


TESTEMUNHAS DE JEOVÁ


Seu fundador foi Charles Taze Russel (1852 – 1916). Porém após sua morte o “juiz” J. F. Rutherford assumiu o controle da organização e introduziu mudanças radicais causando uma rachadura no movimento, o cisma de 1917. Desde então, os remanescentes deste grupo, chamado de “Estudantes da Bíblia”, primeiro nome desta organização, permanecem até hoje e garantem que as Testemunhas de Jeová se originaram a partir das distorções doutrinárias de J.F. Rutherford.
O nome “Testemunhas de Jeová” foi criado e estabelecido por Rutherford em 1931.
Afirmam que “Jeová” é o nome de Deus, conforme Ex 3.15 “E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR (YHWH) Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração”.
Para se auto proclamarem “testemunhas”, utilizam o texto de Isaías 43:10 "Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR (YHWH), e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá."
Também citam Mateus 24:45 "Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?"  Em Lucas 12:42 diz mordomo fiel e prudente.
É interessante notarmos que o Novo Testamento, que é a realização do Antigo, faz diversas referências as “Testemunhas de Jesus”, e não de Jeová, como podemos ver, por ex., nestas passagens:
¾     Atos 1:8 "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra."  ( Neste versículo é Jesus que fala aos discípulos, conforme vs. 3 e 4)

¾     Atos 2:32 "Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas."

¾     Atos 3:15 "E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas."

¾     Atos 4:17,18 "Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus."

¾     Apocalipse 17:6 "E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração."


Antes da conversão do apóstolo Paulo ele acreditava ser um seguidor fiel de Deus, ou seja, uma testemunha de Deus ou, como querem alguns, de Jeová. Nesta época ele perseguia as “testemunhas de Jesus”, como aprendemos nestes versículos:
¾     Atos 26:9 – 11 "Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui."

Porém, depois de seu encontro com o próprio Jesus, vejamos o que aconteceu com ele, conforme relatado nesta passagem:
¾     Atos 9:15,16 "Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome."

Entendemos por estas passagens que o próprio apóstolo Paulo, que até então não reconhecia Jesus como sendo o Messias prometido, continuava fiel à revelação de Deus presente na antiga aliança, e como tal, fiel ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, revelado a Moisés conforme Ex 3:15, acreditando estar servindo a Deus perseguindo e exterminando os hereges que seguiam ao falso messias chamado Jesus. Mas após Jesus se revelar a ele como o verdadeiro Messias, o próprio apóstolo Paulo se tornou uma “testemunha de Jesus”.

E ainda não sendo suficiente esta argumentação, vejamos o que o próprio Deus, chamado por alguns de “Jeová”, disse sobre Jesus:
¾     I João 5:9,10 "Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu."

Vemos aqui que o próprio Deus (Jeová), é declarado como sendo uma testemunha de Jesus pelo apóstolo João. Isto também pode ser verificado no episódio do batismo ( Mt 3:16,17) e da transfiguração (Mt 17:5).


Por que esta organização escolheu ser chamada de “Testemunhas de Jeová”?
Eles se utilizam de alguns textos para tentar demonstrar a importância que este nome teria para o próprio Deus, como por exemplo:
¾     Salmos 83:18 "Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de SENHOR (YHWH), és o Altíssimo sobre toda a terra."

¾     Atos 4:12 "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos."

Não podemos deixar de analisar a maneira como Jesus tratou este nome específico de Deus, tomemos como exemplo estes versículos:
¾     João 12:28 "Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei."

¾     João 17:5,6 "E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra."

¾     João 17:26 "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja."

¾     Mateus 6:9 "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”.

Como podemos perceber, nestas e em inúmeras outras passagens Jesus não mencionou o nome “Jeová”. Será que Jesus estaria menosprezando o nome santo de Deus?
Na verdade, entendemos que o nome que Cristo revelou de Deus para a humanidade foi um nome muito mais intimo: “Pai”. Se para nos dirigirmos a Deus em nossas orações devêssemos usar o nome “Jeová”, por que Jesus teria nos ensinado a iniciar nossas orações utilizando este nome tão intimo de “Pai”, e não o nome revelado a Moisés, transcrito por esta organização como sendo “Jeová”?


O NOME “JEOVÁ”

As Testemunhas de Jeová fazem grande publicidade em torno do nome Jeová, considerando isto como um dos sinais identificadores de que elas são a única religião verdadeira. Da mesma maneira, usam alguns outros textos para afirmarem que são o povo escolhido por Deus para usarem seu nome, como por exemplo:
¾     Atos 15:14 "Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome."

Eles acreditam ser este povo escolhido por Deus.
¾     Mateus 24:45 "Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?"

As testemunhas de Jeová aplicam a sua liderança, o corpo governante, esta passagem, dizendo serem eles a representação do servo fiel e prudente (mordomo fiel em Lc 12:42). Esta organização está sediada no Brooklyn, EUA e eles afirmam que estes lideres estão encarregados, desde 1914, de transmitirem as doutrinas verdadeiras e afirmam o seguinte:
¾     “Se não estivermos em contato com este canal de comunicação com Deus, não conseguiremos entender nada da Bíblia...”.

As testemunhas de Jeová acreditam que esses lideres recebem uma orientação divina e que através dela interpretam corretamente as diversas doutrinas ensinadas por esta organização e usam textos para embasar esta afirmação, tais como:
¾     Atos 8:31 "E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.

Ensinam através desta passagem a necessidade da interpretação do corpo governante para que se possa entender a Bíblia.
Nesta afirmação, infelizmente como acontece em diversas seitas, o problema é não dar importância ao contexto histórico, bem como ao próprio processo textual. As testemunhas de Jeová deixam de levar em consideração o fato de que nesse episódio as Sagradas Escrituras ainda não estavam completas, pois o Novo Testamento ainda estava sendo escrito.
Com o encerramento da inspiração divina após a morte do ultimo apóstolo, não necessitamos de novas revelações, pois tudo o que precisamos saber esta presente em nossas Bíblias, que é perfeita e pode nos tornar perfeitos (2Tm 3:16). Desta maneira, entendemos que o eunuco, que neste episódio estava lendo uma passagem de Isaias 53 (Atos 8:32,33 "E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra."), poderia compreendê-la sem a necessidade de uma explicação vinda de terceiros, bastaria ler esta outra passagem:
¾     I Pedro 2:21-25 "Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas."



SERIAM AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ UMA SEITA?

Mas o que é uma seita? Como podemos definir uma seita?
Não existe um conceito único como definição do que é uma seita, mas de modo geral, podemos afirmar que uma seita é um grupo de pessoas que reconhecem a autoridade de um líder espiritual que tem em seus escritos e em suas palavras valor igual ou superior a Bíblia. Este líder seria o representante de Deus perante os homens, tendo a qualidade de profeta e seus ensinos de autoridade inquestionável, sendo dogmas.
Este grupo geralmente fundamenta suas doutrinas em torno de uma interpretação errada ou distorcida de alguma passagem bíblica, sendo que esta interpretação, ainda que pareça contrária aos demais ensinamentos, seriam uma revelação vinda diretamente da parte de Deus, sendo este líder, ou mesmo um grupo de pessoas que tenham o papel de interpretar a Bíblia, os únicos que foram escolhidos pelo próprio Deus para compreenderem corretamente o que as Sagradas Escrituras ensinam e qualquer um que discorde desta interpretação não teve acesso a compreensão desta revelação divina.



DIFERENÇAS ENTRE AS DOUTRINAS JEOVISTAS E CRISTÃS PRIMITIVAS

¾     Negam a Trindade
¾     Negam a divindade de Cristo
¾     Negam a personalidade do Espirito Santo
¾     Negam a salvação fora de seu grupo religioso
¾     Negam o inferno
¾     Negam a volta visível e corporal de Cristo
¾     Afirmam que apenas 144 mil “ungidos” irão para o céu
¾     Afirmam que a grande multidão viverá em um paraíso terrestre
¾      


VIVEREMOS EM UM PARAÍSO NA TERRA?

Nos ensinam as Sagradas Escrituras que viveremos eternamente em um paraíso na terra, como ensinam as Testemunhas de Jeová? Vejamos os seguintes versículos:
¾     Isaías 45:18 "Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro."
Neste versículo, ensinam as Testemunhas de Jeová, vemos que Deus tinha um propósito quando formou a Terra. Ele a formou para que fosse habitada por nós, seres humanos.
¾     Eclesiastes 1:4 "Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”.
E nesta outra passagem, segundo as Tj, aprendemos que a Terra existirá eternamente, e que após a instalação do paraíso terrestre, existirá para sempre em paz e harmonia.
¾     Salmos 37:29 "Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre."
¾     Salmos 104:5 "Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum”.
Ensinam que as Sagradas Escrituras são muito claras em falar da eternidade da Terra, que ela não será destruída, mas renovada e que existirá para sempre.
Eis dois textos que exemplificam perfeitamente a doutrina do paraíso terrestre:
¾     Isaías 11:6 "E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar”.


¾     Isaías 65:17-25 "Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo. E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR."

No esforço de compreendermos como será este paraíso na Terra, vejamos alguns ensinamentos presentes na literatura das próprias Testemunhas de Jeová:
¾     "Você disporá dos serviços dos melhores decoradores que há. Alguns deles costumavam ser agentes funerários; mas, visto que não há mais pessoas morrendo, eles terão sido obrigados a procurar uma nova ocupação. Sua experiência como agentes funerários os preparou para tornarem-se decoradores com pouquíssima dificuldade." - O Caminho para o Paraíso, 1924, p. 228 (em inglês)

¾     "Gravidade negativa... nova descoberta... Muitos ficam imaginando como os acidentes serão evitados durante o reinado de Cristo. A Maioria dos acidentes se deve à gravidade e seus efeitos. Cair de aviões pode ser evitado por um dispositivo individual de gravidade negativa." - A Idade de Ouro de 24/3/1926, p. 404 (em inglês)


¾     "No Novo Mundo, Abraão pode ser o governante da cidade de Nova Iorque. Isaque talvez seja o governante de Chicago e talvez Jacó seja colocado em Londres. Seu sogro, Labão, era um diplomata... Muito brevemente, nós cremos, Abraão retornará da sepultura."

Estas são algumas informações que podem ser acrescentadas para compreendermos com maior precisão como será o paraíso terrestre ou o reino milenar de Cristo que antecederá este.
Como é possível perceber, as TJ’s não se prendem apenas aos relatos bíblicos, mas acrescentam muitas informações (tiradas não se sabe de onde) para que possamos visualizar como será este paraíso terrestre.
Depois destas argumentações, como devemos proceder? Devemos acreditar que este ensinamento está correto e que as Sagradas Escrituras nos ensinam realmente que haverá um paraíso na Terra e que a grande multidão dos salvos viverá nela e, conforme veremos a seguir, apenas 144 mil ungidos terão o privilégio de ir para o céu?


ANALISANDO ESTES VERSÍCULOS CITADOS PELAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ:
¾     Isaías 45:18 "Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro."

 As Tj’s têm razão ao afirmarem que Deus tinha um propósito quando formou a Terra, para que fosse habitada por nós, seres humanos. Aprendemos isto nesta passagem, mas ela apenas fala sobre este propósito de Deus, mas não diz nada sobre o fato de o propósito de Deus ser que habitássemos nela para sempre, eternamente em um paraíso na qual ela se transformaria.


¾     Eclesiastes 1:4 "Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”.

Não podemos nunca nos esquecer de que devemos tomar muito cuidado em utilizar versículos isoladamente para que não sejam usados fora de seu contexto. Se este versículo for usado desta maneira, teremos a impressão que estaria sendo ensinado sobre a eternidade da Terra, que ela permaneceria para sempre. Dentro do contexto, porém, percebemos que o pregador está nos ensinando sobre a futilidade da vida humana, em que as gerações vão se sucedendo enquanto a Terra permanece. O destaque aqui não é com relação à eternidade da Terra, mas a brevidade da vida humana, que permanece enquanto gerações de pessoas morrem. De qualquer forma, o próprio versículo entra em conflito com os ensinamentos das Tj’s, pois se ele fosse atribuído à vida eterna em um paraíso terrestre, de acordo com o que eles mesmos ensinam, todos viveriam eternamente, mas o próprio versículo fala das gerações que se sucedem umas as outras, o que seria impossível se todos vivessem para sempre.


¾     Salmos 37:29 "Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre."

As Tj’s também utilizam os versículo 9 e 11 deste capítulo, que dizem que aqueles que esperam no Senhor e também os mansos herdarão a terra em suas pregações de casa em casa para ensinarem sobre o paraíso terrestre. Novamente, de acordo com o contexto, entendemos que este Salmo fala de eventos que aconteceram ainda durante a vida de Davi, e não em um futuro distante. O que está em destaque neste texto não é sobre aqueles que herdarão a terra, e muito menos que isto significa que viverão eternamente nela. O versículo 18 diz: “Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios”. Este texto nos ensina que devemos confiar em Deus e não nos preocuparmos com a aparente prosperidade dos ímpios. Deus não nos promete uma vida sem tribulações, mas promete que jamais abandonará aqueles que confiarem nEle e que estes é quem serão verdadeiramente felizes, enquanto o caminho dos ímpios é o do sofrimento, apesar de muitas vezes termos a impressão de que suas vidas são melhores e mais fáceis do que a de muitos justos. Isto é o que nos ensina este capítulo, que os mansos, os justos, os que esperam no Senhor serão abençoados por Ele, enquanto os ímpios, os injustos, ainda que com todas as suas riquezas, terão do Senhor apenas a Sua ira, caso não se arrependam. Falando objetivamente sobre a herança da terra citada no texto, aqui se fala ao povo de Israel e da terra que fora prometida a eles, a terra de Canaã. Aqueles que fossem obedientes e submissos a Deus entrariam e permaneceriam nesta terra sob os cuidados de Deus, mas caso não fossem obedientes, perderiam sua herança (Deuteronômio 28).


¾     Salmos 104:5 "Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum”.

O foco desta passagem também não é a suposta eternidade da Terra, mas a glória de Deus, o criador dos céus e da Terra. Fala do poder de Deus e que nada em Sua criação pode ser minimamente abalado se esta não for Sua vontade. A Terra não vacilará em tempo algum porque é mantida pelo poder supremo de Deus, e somente Sua vontade, sendo plenamente soberana, é que dará o destino que quiser a ela e nada, em tempo algum mudará isso. Esta passagem exalta o poder de Deus e não ensina sobre esta suposta eternidade do planeta. Aprendemos que o destino da Terra está nas mãos de Deus e que apenas Ele pode decidir o que, como e quando acontecerá com ela. Esta passagem não ensina sobre a eternidade do planeta, mas que ela não vacilará, até que Ele decida, conforme Sua vontade, qual será o seu destino.


¾     Is 65:17-25

Toda esta passagem de Isaías usa os aspectos da vida presente para criar impressões da vida que ainda está para vir. Será uma vida de total provisão (v. 13), total felicidade (19cd), total segurança (v. 22-23) e totalmente de paz (v. 24-25). Coisas que nós não temos uma capacidade real para entender só podem ser expressas através de coisas que sabemos e experimentamos. Assim é que, na presente ordem das coisas a morte eliminou a vida antes que esta começasse, ou antes que estivesse totalmente amadurecida. Mas isso não será assim depois”. Em outras palavras, as metáforas são usadas para coisas que nós não podemos, nem Isaías pôde compreender completamente. A estrutura poética certamente aponta nessa direção.
Este mundo novo não surgirá por uma transformação gradual, muito menos por uma transformação “advinda de uma mudança ética de uma grande parcela da humanidade”, como explica North. Em linguagem simples, o novo mundo de Isaías 65 não virá a existir pelos esforços da Igreja em dominar a cultura, nem como resultado da obediência dos homens à lei.
Mas Deus “criará” um novo mundo. A palavra em hebraico é bârâ’, que descreve a ação exclusivamente divina de chamar à existência as coisas que não são como se fossem. Por um milagre do poder, sabedoria e bondade de Deus, comparável e superando a maravilha da criação original dos céus e da terra, um novo mundo irá substituir o antigo. Esta maravilha será um ato de pura graça, não algo que os santos mereçam por manter a lei.
A interpretação de North não faz justiça ao claro sentido do pensamento principal desta importante profecia, e explicá-la literalmente muito menos.
Isaías 65:17-25 não fala sobre o mundo atual, Jerusalém, judeus, vida longa e livre de problemas, belas casas, boas fazendas, abundância de recursos, momentos felizes e lobos mansos.
Trata-se de Jesus Cristo, Sua Igreja, salvação, vida eterna e um novo e diferente mundo.
Trata-se do Cristo espiritual, de um povo espiritual, da salvação espiritual, bênçãos espirituais, vida espiritual e um mundo espiritual.

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” (1ª Coríntios 2:9)

Sobre isso o que podemos entender? Casas, vinhas frutíferas, o trabalho bem sucedido, dias livres de problemas e sem pranto, viver centenas de anos e Jerusalém, são todas as coisas que os olhos viram e ouvidos ouviram, penetrando no coração do homem apenas para que pudesse imaginar. Por isso, essas não são as coisas que Deus preparou para os israelitas espirituais que o amavam.

Porém, nós amilenistas não vamos pular de alegria. Por que deveríamos? Ora, ainda haverá morte neste mundo. Cedo ou tarde, ainda vamos ter que sentir a amarga angústia da separação da esposa amada, dos filhos, pais e amigos. Que diferença faz passar por essa tristeza depois de quinhentos anos, e não depois de cinquenta anos? Na verdade, a dor depois de quinhentos anos deve ser pior que a dor após cinquenta anos.

Somente por estas razões, nós amilenistas não estaríamos entusiasmados com este reino reconstrucionista. Na verdade, estaríamos gemendo, como fazemos hoje, esperando pela redenção do nosso corpo (Rm 8:23). Nós estaríamos chorando noite e dia pela vingança divina de Cristo sobre seus inimigos (Lucas 18:1-8). Nós estaríamos orando com fervor: “Senhor, ponha um fim neste negócio pós-milenista o mais rápido possível, e venha depressa.”

Compreensivelmente, Isaías 65:17-25 profetiza a totalidade da obra redentora de Deus em Jesus Cristo. Como de costume entre os profetas, Isaías vê esta obra como um grande evento, da mesma forma como se vê as montanhas distantes em grande escala. Estão incluídos igualmente a perfeição da salvação (e do reino Messiânico) no Dia de Cristo e o início da salvação (e do reino Messiânico) em toda a era presente entre o Pentecostes e a última vinda de Cristo. Tudo na salvação, é claro, tem sua base na morte e ressurreição de Jesus pelos eleitos de Deus.
Que este é, de fato, o conteúdo da profecia de Isaías é provado pelo comentário do N.T. sobre essa passagem. Em 2ª Pedro 3:13, o Apóstolo aplica a profecia de Isaías 65:17 à obra de Deus em Jesus Cristo no dia da Sua segunda vinda. No contexto do ensinamento que a presente criação será destruída pelo fogo, Pedro diz:
“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.”

Essa é a explicação do Novo Testamento, tanto em 2ª Pedro 3:13, já citado, quanto em Apocalipse 21:1:
“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”



APENAS 144.000 UNGIDOS IRÃO PARA O CÉU?


¾     Ap 7:4 E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.

¾     Ap 14:1 E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.

As Testemunhas de Jeová usam estes em associação com outros textos para ensinarem que apenas 144.000 ungidos, separados por Deus, entrarão no reino dos céus e em Sua presença, enquanto os demais crentes, a grande multidão, viverá em um paraíso terrestre.

O que quer dizer estes 144.000 em Apocalipse? Para entender o que significa este número, precisamos conhecer um pouco sobre a simbologia presente no livro de apocalipse, principalmente com relação aos números.

A maioria dos símbolos numéricos utilizados em Apocalipse são derivados de apenas três números: “três”, “quatro” e “dez”. Faremos uma rápida análise de alguns destes números:

“Três” era considerado por muitos o número da Divindade. Alguns especulam que este conceito tinha a ver com o amor entre pai, mãe e filho. Talvez esse também fosse um vislumbre primitivo do conceito de “Trindade”: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Considerando seu uso por toda a Bíblia, três parece ‘simbolizar um todo completo e ordenado’.

“Quatro”, o segundo número chave, era considerado “o número cósmico” — o número da criação. Talvez isto se deva aos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste. Em Apocalipse, “quatro” geralmente se refere a toda a humanidade.

Antes de prosseguirmos para o número “dez”, avaliemos as fusões de três e quatro, começando por “sete” (três mais quatro).

“Sete” — “o número mais sagrado dos hebreus” — representava perfeição. (Divindade mais o universo [3 + 4] é igual a tudo o que existe.)

“Doze” (três vezes quatro). “Doze” é frequentemente usado nas Escrituras: doze tribos de Israel, doze apóstolos e assim por diante. “Doze” e múltiplos de doze (como “144”) ocorrem com frequência em Apocalipse. Visto que doze também agregava os números da Divindade e da criação (tudo o que existe), ele carregava a ideia de inteireza. No pensamento hebraico, ele era geralmente associado à inteireza ou completitude religiosa.

“Dez” também era um número que significava inteireza, completitude, plenitude ou poder — é provável que tenha se originado no fato de o ser humano possuir dez dedos. Uma vez que “dez” estava intimamente relacionado à humanidade, o número carregava, sobretudo, a ideia de completitude humana. Quando “dez” era multiplicado por si mesmo (totalizando 100 ou 1000), assumia uma relevância ainda maior.

Em sua maioria, os demais números citados em Apocalipse são simples combinações destes números.

“Seis”. É uma parte de sete; uma vez que “sete” significava perfeição, “seis” denotava imperfeição ou mal. Sendo quase sete, “seis” também implicava fraude. Enfim, “seis” era usado para predizer catástrofes.


Do que esta passagem de Apocalipse 7 está falando? O  versículo 3 nos diz sobre grandes aflições que viriam por toda a Terra. Percebendo que estas aflições viriam por toda a Terra, qual a atitude que esta passagem nos ensina que Deus teve? Vemos que um anjo clama para que nenhum mal seja feito ainda. Mas até quando, e por que? Até que os servos de Deus tivessem sido marcados com o selo do Deus vivo!
Esta passagem nos ensina que Deus iria proteger o Seu povo destes terríveis males, e que apenas os ímpios receberiam o pior de suas consequências.
Isso quer dizer que o povo de Deus não sofreria nenhuma tribulação ou sofrimento? É claro que não! Os cristãos estão sujeito as mesmas adversidades que todos os outros. Este selo de Deus não torna nenhum homem um super homem, a prova de problemas. A grande diferença é que todos estão sujeitos á problemas físicos, mas o cristão verdadeiro está livre das enfermidades da alma!
A alma do cristão, que é eterna como todas as outras, não sofrerá nenhum dano e será preservada para toda a eternidade.
Mas o que significa o número 144.000?
O texto diz que estes 144.000 são de todas as tribos de Israel, 12.000 de cada uma das tribos. Então isto que dizer que apenas os judeus serão protegidos por Deus?
É evidente que este texto é simbólico e isto está demonstrado no próprio texto. Existem algumas diferenças entre as 12 tribos citadas aqui e no restante da Bíblia. Por exemplo, a lista começa com Judá, mas normalmente ela começa com Rúben, pois ele era o primogênito.

Judá, Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José e Benjamim.

Ainda mais incomuns são a inclusão de Levi e José e a exclusão de Efraim e Dã. Levi era um dos doze filhos de Jacó, mas seus descendentes eram “a tribo dos sacerdotes” e normalmente não eram incluídos numa lista das doze tribos.
Percebam que Levi está incluso, enquanto Dã, outro filho de Jacó, está excluso. Além disso, José é citado no lugar de Efraim. Tudo isso pode ser entendido como um telegrama divino para sabermos que a passagem não se refere aos
judeus no sentido literal.

De qualquer forma, se fossemos seguir estes ensinamentos de forma literal teríamos que acreditar que estes 144.000 seriam todos judeus, homens e virgens (Ap 14:4).

Mas, então, como devemos interpretar o número 144.000 em apocalipse 7 e 14?

Lembremos que os números em apocalipse derivam normalmente dos números 3, 4 e 10. De onde viria então o número 144.000?

144 seria 12 x 12, sendo que 12 é 3 x 4. 
3 sendo o número da divindade e 4 o número cósmico que em apocalipse está relacionado a humanidade, doze dá a ideia de completitude religiosa, pois trata-se de Deus e de toda a sua criação, aqui especificamente representando todo o povo de Deus.

144 representa a completitude da completitude (12 x 12, repetição comum no hebraico para dar ênfase).

1000 seria 10 x 10 x 10. Sendo 10 a representação da completitude humana, 1000 da a ideia de plena totalidade, o todo absoluto, sem faltar nenhum, devido a tripla repetição do número 10.

144.000 como podemos perceber então, refere-se a todo o povo de Deus, absolutamente todos os redimidos pelo sacrifício de Cristo, todos os nascidos, mortos e os que estão por vir, sem que nenhum fique de fora.

Toda esta complexidade de números serve para nos dar a total certeza de que todos aqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo possuem o selo de Deus e suas almas estão seguras e guardadas para a eternidade, independentemente do que possa lhe acontecer em vida. Isso tudo é para nos dar a certeza de que Deus está sempre conosco, e que se passamos por tribulações é por que esta é a realidade em que vivemos, decaída por causa do pecado. Mas todos aqueles que possuem o selo do Deus vivo tem a certeza de que o melhor ainda está por vir e que Deus está presente e cuidando de cada indivíduo, sem que nenhum fique sem receber estes cuidados.

Portanto, os 144.000 não representam de maneira nenhuma um número literal ou um grupo específico que entrará na presença de Deus, mas sim todos os crentes, todos os salvos, todos os remidos, todos temos o nome do Pai escrito em nossas testas!

Além de todo este raciocínio feito para explicar o que significa este número, 144.000, em apocalipse, será que a Bíblia nos fornece mais alguns indícios de que todos os que crerem irão para o céu? Ou será que os indícios nos fazem entender que apenas uma diminuta classe de escolhidos é que terão este privilégio?

Deixemos que a própria Bíblia fale conosco, através de alguns versículos:

¾     Mt 5:6 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

¾     Mt 5:10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

¾     Mt 5:12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

¾     Jo 14:1-3 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

¾     Mt 5:20 Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

¾     1Co 15:47 O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

¾     2Co 5:1-2 Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu.

¾     2Co 12:2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu.

¾     Fp 3:20 Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

¾     Cl 1:5 Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.

¾     Hb 12:23 À universal assembleia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados.




TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO

Acreditamos que a Palavra de Deus inspirada foi escrita somente pelos homens inspirados por Deus. A inspiração divina sessou com a morte do ultimo apóstolo, estando completo o livro que contém toda a revelação de Deus para a humanidade. Acreditamos na perfeição deste livro e de sua total eficiência para a salvação de todo aquele que crê, conforme 2Tm 3:16,17. E dentro da revelação divina, temos advertências para que não acrescentemos ou retiremos nenhuma palavra das Sagradas Escrituras, como por exemplo em Pv 30:6; Dt 4:2 e Ap 22:19.
Tendo esta certeza em nossos corações, vejamos algumas alterações e adulterações praticadas pelas Testemunhas de Jeová nas Sagradas e Perfeitas Escrituras:

— I João 5:7 "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um".
TNM - “Porque são três que dão testemunho: o espírito, e a água, e o sangue e os três estão de acordo”.


— João 8:58 "Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, EU SOU."

TNM - “Jesus disse-lhes: Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir a existência, eu tenho sido”.


— Mateus 2:11 "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram.

TNM - “E ao entrarem na casa, viram a criancinha com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, prestaram-lhe homenagem”.


— João 1:1 "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

TNM - “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era (um) deus”.


— Romanos 14:8-12 "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.

TNM - "pois quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Senhor tanto sobre mortos como [sobre] viventes. Mas por que julgas tu o teu irmão? Ou, por que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus; pois está escrito: 'Por minha vida', diz Jeová, 'todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua reconhecerá abertamente a Deus'. Assim, pois, cada um de nós preste contas de si mesmo a Deus."

OBS.: Aqui vemos que o comitê da TNM cometeu um dos maiores erros cardeais deste texto. Primeiro, no v.8 eles traduzem o grego kyrios (Senhor) como "Jeová", quando o v.9 diz que Cristo é o Senhor que morreu e ressucitou. Assim, eles ignoram o contexto e traduzem mal kyrios como "Jeová". Segundo, nos vv.10-12, eles dizem que "Jeová" (mesmo que no original se diga kyrios) é nosso juiz, quando a Bíblia claramente revela que Jesus Cristo será nosso único Juiz (Jo.8:22; 12:48; Tg. 4:12), que nós (cristãos) estaremos de pé diante do tribunal de Cristo - que é Deus (2 Cor. 5:10); e que diante de Cristo todo joelho se dobrará (Fl. 2:10).


— Colossenses 1:15-18 "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência."

TNM -  Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele. Também, ele é antes de todas as [outras] coisas e todas as [outras] coisas vieram a existir por meio dele, e ele é a cabeça do corpo, a congregação. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é primeiro em todas as coisas.


— Colossenses 2:9 "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade".

TNM - porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina.


— II Coríntios 4:4 "nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus"

TNM - entre os quais o deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.

— Gênesis 1:2 "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas."

TNM - Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas.

— I Timóteo 4:1"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;"

TNM -No entanto, a pronunciação inspirada diz definitivamente que nos períodos posteriores de tempo alguns se desviarão da fé, prestando atenção a desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios, 2 pela

— Zacarias 12:10 "Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito."

TNM - E eu vou derramar sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o espírito de favor e de rogos, e eles certamente olharão para Aquele a quem traspassaram e certamente O lamentarão como no lamento por um [filho] único; e haverá lamentação amarga por ele como quando há lamentação amarga por um [filho] primogênito.

OBS.: As TJ mudam a palavra "Mim" para "Aquele", para que sua Bíblia diga: "...eles olharão para Aquele a quem transpassaram".  Já que as TJ negam que Jesus é Deus em carne, então Zc. 12.10 lhes daria grandes problemas - por isso o mudaram.










O uso de “Jeová” no Novo Testamento e os critérios usados pela Comissão de Tradução da Tradução do Novo Mundo para a sua inserção.

Para começar, vamos revisar o critério adotado pela Comissão de Tradução da TNM (CTTNM) para a inserção de “Jeová” no Novo Testamento. Na Tradução do Novo Mundo – Com Referências (TNMRef), lemos o seguinte: “Para saber onde o nome divino fora substituído pelas palavras gregas Κύριος [Kýrios] e Θεός [Theós], verificamos onde os inspirados escritores cristãos citaram versículos, passagens e expressões das Escrituras Hebraicas, e depois voltamos ao texto hebraico para ver se o nome divino aparecia ali. Assim, determinamos a identidade a dar a Kýrios e a Theós, e a personalidade com que revesti-los. Para não ultrapassar os limites da exegese, fomos muito cautelosos na tradução do nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs, sempre cuidadosos de tomar as Escrituras Hebraicas como fundo. Procuramos concordância das versões hebraicas para confirmar nossa tradução. Tal concordância das versões hebraicas foi encontrada em todos os 237 lugares onde o nome divino foi restabelecido nas Escrituras Gregas Cristãs.”
A justificativa acima, apesar da aparente erudição, induz o leitor desinformado ao erro, pois sugere que, em nome do princípio da suposta "restauração" do tetragrama, o tradutor seguiu sistematicamente a metodologia de procurar o tetragrama nos textos hebraicos citados pelos cristãos e restabelecê-lo nas escrituras gregas, o que não é verdade. E nem poderia ser, pois tal regra, se generalizada, teria o efeito, não de esclarecer, mas de confundir mais ainda o sentido que o escritor original tinha em mente, ORA PARECENDO ENDOSSAR A NOÇÃO DE TRINDADE, ORA NEGANDO-A - a depender do texto em questão. Como esta aplicação sistemática não pode ser feita, fica claro que o critério - não confesso pelos autores da TNM - não é de fidelidade ao texto hebraico, mas de fidelidade à doutrina anti-trinitarista. Dificilmente um tradutor deixaria escapar que suas preferências teológicas é que estão guiando seu trabalho. A comissão da TNM não foi exceção. Além disso, está sobejamente demonstrado que os escritores cristãos faziam adaptações do AT, omitindo ou acrescentando palavras a ele em suas citações. Nenhum erudito em documentos bíblicos questiona isso e a própria Sociedade Torre de Vigia admite, embora com relutância, que é assim (um artigo dela fala de desvios ocasionais e omissões por parte dos escritores cristãos ao citarem o AT). Com efeito, as alterações eram, às vezes, tão profundas que davam margem a questionamentos sobre a validade da aplicação. Precisamente em razão disso foi que judeus radicais acusaram os cristãos de distorcerem as escrituras hebraicas para adaptá-las ao seu movimento. Áquila, Teodósio e Símaco produziram traduções gregas bem literais do AT, justamente para 'sanar' aquilo que consideravam 'deturpações cristãs' das escrituras hebraicas, especialmente nos livros proféticos (Isaías, Jeremias etc.). Um exemplo notável encontra-se em Mateus 27: 9, onde o autor refere-se a Jeremias citando uma passagem que, na verdade, não se encontra no livro de Jeremias, mas corresponde a uma versão bastante alterada do trecho de Zacarias 11: 12-13. Alguns sugerem que Mateus errou, outros dizem que ele mencionou Jeremias pelo fato de este ser um dos profetas "maiores" (explicação pouco consistente). Esta e outras passagens de Mateus geraram ressentimento nos judeus conservadores. A polêmica nunca foi devidamente esclarecida. Uma nota de rodapé na Bíblia de Jerusalém esclarece que o autor referiu-se a Jeremias meramente por aproximação, visto que este profeta falou algumas vezes em "campos de oleiro", embora em outro contexto. Em todo caso, se lermos o livro de Zacarias, jamais encontraremos as palavras da forma que Mateus as representou - deveras, elas parecem um tanto 'forçadas'. Compare as passagens e verá que, em face da significativa diferença entre elas, somos obrigados a concluir que, de fato, os autores cristãos, a exemplo de Mateus, usavam de liberdade - às vezes, muita liberdade com o texto hebraico original. Outros exemplos poderiam ser citados, mas este ilustra de forma contundente o ponto em questão. Este fato, por si, torna a metodologia adotada pela comissão da TNM um procedimento excessivamente temerário e tendencioso, pois, mesmo que haja uma referência a um texto do AT que continha o tetragrama, NÃO SE PODE GARANTIR QUE O ESCRITOR CRISTÃO O REPRODUZIU EM SUA CITAÇÃO. Afirmar - como faz a comissão da TNM - que eles estavam "obrigados" a isto a isso é negar toda a evidência documental e fechar os olhos ao momento histórico em que nasceu o cristianismo. Desta forma, cai por terra a tese da Sociedade Torre de Vigia de "voltar ao texto hebraico para ver se o nome divino aparecia ali". Fazer isso é tentar reescrever o Novo Testamento. Ao que me consta, tal prerrogativa não cabe ao Corpo Governante nem a qualquer outro grupo de homens da atualidade. O procedimento imparcial é CURVAR-SE AOS DOCUMENTOS MAIS ANTIGOS E COMPLETOS do NT (que não incluem o tetragrama), e não tentar "reformá-los". Se o tetragrama estava nos escritos cristãos, NÃO É CORRETO RETIRÁ-LO, MAS SE NÃO ESTAVA, NÃO É CORRETO INSERI-LO. Onde procuraremos a resposta? Em especulações não comprovadas? Em preferências teológicas? Não. Devemos nos reportar às evidências históricas e arqueológicas. O que elas nos dizem ?  Ora, das cerca de 5 mil cópias existentes do NT, NENHUMA APRESENTA O TETRAGRAMA, QUER NO HEBRAICO ORIGINAL QUER TRADUZIDO PARA OUTRA LÍNGUA. Este fato puro e simples é reconhecido pela própria Torre de Vigia. Por outro lado, se as cerca de 7000 vezes em que o tetragrama, de fato, aparece nas escrituras hebraicas originais devem ser considerados como razão para reproduzi-lo no AT, creio que as mais de 5000 cópias existentes do NT, pelo mesmo princípio, devem ser consideradas como razão para NÃO inseri-lo nas citações dos cristãos. Todavia, não foi isso que a comissão da TNM fez. Ela arvorou-se em 'juíza' dos copistas das escrituras cristãs, apoiou-se em sua própria teologia e forçou os textos a endossarem-na, de modo que não foram as escrituras que guiaram a crença, mas a crença que guiou as escrituras, da forma como foram vertidas na TNM. Finalizando, a última declaração da TNM, de que a concordância com as traduções hebraicas foi obtida em todas as 237 inserções, novamente, induz o leitor desavisado a um erro de juízo, pois tais traduções NÃO TÊM AUTORIDADE para modificar os originais gregos que lhes serviram de base, sendo eles mais de mil anos mais antigos e não contendo, em qualquer trecho, o tetragrama. Os autores da TNM citam tais traduções como se elas fossem tão dignas de crédito quanto os manuscritos Alexandrino, Vaticano, Sinaítico (3o. ao 5o. século) e outros - isto não está nem perto de ser verdade. A mais antiga tradução hebraica data do século 14 e a mais recente data de cerca de 3 décadas atrás. Estranhamente, as notas da TNM omitem também  o fato de que as traduções hebraicas  (J), com exceção da de Shem-Tob, são alterações grosseiras do NT, criadas com o intuito de converter judeus ao cristianismo, endossando a trindade. Parece-me clara desonestidade intelectual omitir tais fatos relevantes do leitor e, ainda por cima, procurar apoio em tais traduções para inserir 'Jeová' 237 vezes nos escritos cristãos, contrariando o próprio propósito para o qual tais obras foram produzidas. Além disso, a alegada "concordância" foi totalmente SELETIVA e não uniforme. Primeiro, porque os autores das tais traduções inseriram este nome de forma generalizada, incluindo-o em trechos que os autores da TNM jamais ousariam alterar (por exemplo, em certas passagens, chama-se claramente Jesus Cristo de Jeová, contrariando a crença das Testemunhas). Segundo, por que os autores da TNM "escolheram" quais versões e quais trechos delas deveriam servir de apoio - isso se chama, em linguajar técnico,  supressão de evidência contrária, uma técnica nada ortodoxa nem erudita. Nem assim se conseguiu concordância com TODAS as traduções em TODOS os trechos que inseriram 'Jeová'. Uma consulta às notas de rodapé mostra claramente isso - em cada passagem, algumas traduções apoiam a inserção e outras, não. Agora, pergunto: deveria a comissão da TNM estar ocupada garimpando palavras em tais documentos tendenciosos ou melhor faria em se curvar ao simples fato de que, até esta data, nunca se achou uma única ponta de evidência do tetragrama no NT? A resposta me parece óbvia...

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