TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
Seu fundador foi
Charles Taze Russel (1852 – 1916). Porém após sua morte o “juiz” J. F.
Rutherford assumiu o controle da organização e introduziu mudanças radicais
causando uma rachadura no movimento, o cisma de 1917. Desde então, os
remanescentes deste grupo, chamado de “Estudantes da Bíblia”, primeiro nome
desta organização, permanecem até hoje e garantem que as Testemunhas de Jeová
se originaram a partir das distorções doutrinárias de J.F. Rutherford.
O nome “Testemunhas
de Jeová” foi criado e estabelecido por Rutherford em 1931.
Afirmam que “Jeová”
é o nome de Deus, conforme Ex 3.15 “E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos
filhos de Israel: O SENHOR (YHWH) Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus
de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e
este é meu memorial de geração em geração”.
Para se auto
proclamarem “testemunhas”, utilizam o texto de Isaías 43:10 "Vós sois as
minhas testemunhas, diz o SENHOR (YHWH), e meu servo, a quem escolhi; para que
o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim
deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá."
Também citam Mateus
24:45 "Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu
sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?" Em Lucas 12:42 diz mordomo fiel e prudente.
É interessante
notarmos que o Novo Testamento, que é a realização do Antigo, faz diversas
referências as “Testemunhas de Jesus”, e não de Jeová, como podemos ver, por
ex., nestas passagens:
¾
Atos 1:8 "Mas recebereis a virtude do
Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto
em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra."
( Neste versículo é Jesus que fala aos
discípulos, conforme vs. 3 e 4)
¾
Atos 2:32 "Deus ressuscitou a este Jesus,
do que todos nós somos testemunhas."
¾
Atos 3:15 "E matastes o Príncipe da vida,
ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas."
¾
Atos 4:17,18 "Mas, para que não se divulgue
mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a
homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem,
nem ensinassem, no nome de Jesus."
¾
Apocalipse 17:6 "E vi que a mulher estava
embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.
E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração."
Antes
da conversão do apóstolo Paulo ele acreditava ser um seguidor fiel de Deus, ou
seja, uma testemunha de Deus ou, como querem alguns, de Jeová. Nesta época ele
perseguia as “testemunhas de Jesus”, como aprendemos nestes versículos:
¾
Atos 26:9 – 11 "Bem tinha eu imaginado que
contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; O que também fiz
em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes,
encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto
contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei
a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades
estranhas os persegui."
Porém,
depois de seu encontro com o próprio Jesus, vejamos o que aconteceu com ele,
conforme relatado nesta passagem:
¾
Atos 9:15,16 "Disse-lhe, porém, o Senhor:
Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos
gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve
padecer pelo meu nome."
Entendemos
por estas passagens que o próprio apóstolo Paulo, que até então não reconhecia
Jesus como sendo o Messias prometido, continuava fiel à revelação de Deus
presente na antiga aliança, e como tal, fiel ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó,
revelado a Moisés conforme Ex 3:15, acreditando estar servindo a Deus
perseguindo e exterminando os hereges que seguiam ao falso messias chamado
Jesus. Mas após Jesus se revelar a ele como o verdadeiro Messias, o próprio
apóstolo Paulo se tornou uma “testemunha de Jesus”.
E
ainda não sendo suficiente esta argumentação, vejamos o que o próprio Deus,
chamado por alguns de “Jeová”, disse sobre Jesus:
¾
I João 5:9,10 "Se recebemos o testemunho
dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este,
que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o
testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no
testemunho que Deus de seu Filho deu."
Vemos
aqui que o próprio Deus (Jeová), é declarado como sendo uma testemunha de Jesus
pelo apóstolo João. Isto também pode ser verificado no episódio do batismo ( Mt
3:16,17) e da transfiguração (Mt 17:5).
Por
que esta organização escolheu ser chamada de “Testemunhas de Jeová”?
Eles
se utilizam de alguns textos para tentar demonstrar a importância que este nome
teria para o próprio Deus, como por exemplo:
¾
Salmos 83:18 "Para que saibam que tu, a
quem só pertence o nome de SENHOR (YHWH), és o Altíssimo sobre toda a
terra."
¾
Atos 4:12 "E em nenhum outro há salvação,
porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo
qual devamos ser salvos."
Não podemos deixar
de analisar a maneira como Jesus tratou este nome específico de Deus, tomemos
como exemplo estes versículos:
¾
João 12:28 "Pai, glorifica o teu nome.
Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o
glorificarei."
¾
João 17:5,6 "E agora glorifica-me tu, ó
Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo
existisse. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e
tu mos deste, e guardaram a tua palavra."
¾
João 17:26 "E eu lhes fiz conhecer o teu
nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja
neles, e eu neles esteja."
¾
Mateus 6:9 "Portanto, vós orareis assim:
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”.
Como
podemos perceber, nestas e em inúmeras outras passagens Jesus não mencionou o
nome “Jeová”. Será que Jesus estaria menosprezando o nome santo de Deus?
Na
verdade, entendemos que o nome que Cristo revelou de Deus para a humanidade foi
um nome muito mais intimo: “Pai”. Se para nos dirigirmos a Deus em nossas
orações devêssemos usar o nome “Jeová”, por que Jesus teria nos ensinado a
iniciar nossas orações utilizando este nome tão intimo de “Pai”, e não o nome
revelado a Moisés, transcrito por esta organização como sendo “Jeová”?
O NOME “JEOVÁ”
As Testemunhas de
Jeová fazem grande publicidade em torno do nome Jeová, considerando isto como
um dos sinais identificadores de que elas são a única religião verdadeira. Da
mesma maneira, usam alguns outros textos para afirmarem que são o povo
escolhido por Deus para usarem seu nome, como por exemplo:
¾
Atos 15:14 "Simão relatou como
primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu
nome."
Eles
acreditam ser este povo escolhido por Deus.
¾
Mateus 24:45 "Quem é, pois, o servo fiel e
prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a
seu tempo?"
As
testemunhas de Jeová aplicam a sua liderança, o corpo governante, esta
passagem, dizendo serem eles a representação do servo fiel e prudente (mordomo
fiel em Lc 12:42). Esta organização está sediada no Brooklyn, EUA e eles
afirmam que estes lideres estão encarregados, desde 1914, de transmitirem as
doutrinas verdadeiras e afirmam o seguinte:
¾
“Se não estivermos em contato com este canal de
comunicação com Deus, não conseguiremos entender nada da Bíblia...”.
As
testemunhas de Jeová acreditam que esses lideres recebem uma orientação divina
e que através dela interpretam corretamente as diversas doutrinas ensinadas por
esta organização e usam textos para embasar esta afirmação, tais como:
¾
Atos 8:31 "E ele disse: Como poderei
entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se
assentasse.
Ensinam
através desta passagem a necessidade da interpretação do corpo governante para
que se possa entender a Bíblia.
Nesta
afirmação, infelizmente como acontece em diversas seitas, o problema é não dar
importância ao contexto histórico, bem como ao próprio processo textual. As
testemunhas de Jeová deixam de levar em consideração o fato de que nesse
episódio as Sagradas Escrituras ainda não estavam completas, pois o Novo
Testamento ainda estava sendo escrito.
Com
o encerramento da inspiração divina após a morte do ultimo apóstolo, não
necessitamos de novas revelações, pois tudo o que precisamos saber esta
presente em nossas Bíblias, que é perfeita e pode nos tornar perfeitos (2Tm
3:16). Desta maneira, entendemos que o eunuco, que neste episódio estava lendo
uma passagem de Isaias 53 (Atos 8:32,33 "E o lugar da Escritura que lia
era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o
cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação
foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é
tirada da terra."), poderia compreendê-la sem a necessidade de uma
explicação vinda de terceiros, bastaria ler esta outra passagem:
¾
I Pedro 2:21-25 "Porque para isto sois
chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que
sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou
engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava,
mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os
nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos
viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como
ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas
almas."
SERIAM AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ UMA SEITA?
Mas
o que é uma seita? Como podemos definir uma seita?
Não
existe um conceito único como definição do que é uma seita, mas de modo geral,
podemos afirmar que uma seita é um grupo de pessoas que reconhecem a autoridade
de um líder espiritual que tem em seus escritos e em suas palavras valor igual
ou superior a Bíblia. Este líder seria o representante de Deus perante os
homens, tendo a qualidade de profeta e seus ensinos de autoridade
inquestionável, sendo dogmas.
Este
grupo geralmente fundamenta suas doutrinas em torno de uma interpretação errada
ou distorcida de alguma passagem bíblica, sendo que esta interpretação, ainda
que pareça contrária aos demais ensinamentos, seriam uma revelação vinda
diretamente da parte de Deus, sendo este líder, ou mesmo um grupo de pessoas
que tenham o papel de interpretar a Bíblia, os únicos que foram escolhidos pelo
próprio Deus para compreenderem corretamente o que as Sagradas Escrituras
ensinam e qualquer um que discorde desta interpretação não teve acesso a
compreensão desta revelação divina.
DIFERENÇAS ENTRE AS DOUTRINAS JEOVISTAS E CRISTÃS
PRIMITIVAS
¾
Negam a Trindade
¾
Negam a divindade de Cristo
¾
Negam a personalidade do Espirito Santo
¾
Negam a salvação fora de seu grupo religioso
¾
Negam o inferno
¾
Negam a volta visível e corporal de Cristo
¾
Afirmam que apenas 144 mil “ungidos” irão para o
céu
¾
Afirmam que a grande multidão viverá em um
paraíso terrestre
¾
VIVEREMOS EM UM PARAÍSO NA TERRA?
Nos ensinam as
Sagradas Escrituras que viveremos eternamente em um paraíso na terra, como
ensinam as Testemunhas de Jeová? Vejamos os seguintes versículos:
¾
Isaías 45:18 "Porque assim diz o SENHOR que
tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a
criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há
outro."
Neste versículo, ensinam as
Testemunhas de Jeová, vemos que Deus tinha um propósito quando formou a Terra.
Ele a formou para que fosse habitada por nós, seres humanos.
¾
Eclesiastes 1:4 "Uma geração vai, e outra
geração vem; mas a terra para sempre permanece”.
E nesta outra passagem, segundo as
Tj, aprendemos que a Terra existirá eternamente, e que após a instalação do
paraíso terrestre, existirá para sempre em paz e harmonia.
¾
Salmos 37:29 "Os justos herdarão a terra e
habitarão nela para sempre."
¾
Salmos 104:5 "Lançou os fundamentos da
terra; ela não vacilará em tempo algum”.
Ensinam que as
Sagradas Escrituras são muito claras em falar da eternidade da Terra, que ela
não será destruída, mas renovada e que existirá para sempre.
Eis dois textos que
exemplificam perfeitamente a doutrina do paraíso terrestre:
¾
Isaías 11:6 "E morará o lobo com o
cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão
e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a
ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como
o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada
colocará a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo
o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as
águas cobrem o mar”.
¾
Isaías 65:17-25 "Porque, eis que eu crio
novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem
mais se recordarão. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu
crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo. E
exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela
voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias,
nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém
o pecador de cem anos será amaldiçoado. Não edificarão para que outros habitem;
não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os
dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. Não
trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a
posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. E será
que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.
O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e
pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo
monte, diz o SENHOR."
No esforço de
compreendermos como será este paraíso na Terra, vejamos alguns ensinamentos
presentes na literatura das próprias Testemunhas de Jeová:
¾
"Você disporá dos serviços dos melhores
decoradores que há. Alguns deles costumavam ser agentes funerários; mas, visto
que não há mais pessoas morrendo, eles terão sido obrigados a procurar uma nova
ocupação. Sua experiência como agentes funerários os preparou para tornarem-se
decoradores com pouquíssima dificuldade." - O Caminho para o Paraíso,
1924, p. 228 (em inglês)
¾
"Gravidade negativa... nova descoberta...
Muitos ficam imaginando como os acidentes serão evitados durante o reinado de
Cristo. A Maioria dos acidentes se deve à gravidade e seus efeitos. Cair de
aviões pode ser evitado por um dispositivo individual de gravidade
negativa." - A Idade de Ouro de 24/3/1926, p. 404 (em inglês)
¾
"No Novo Mundo, Abraão pode ser o governante
da cidade de Nova Iorque. Isaque talvez seja o governante de Chicago e talvez
Jacó seja colocado em Londres. Seu sogro, Labão, era um diplomata... Muito
brevemente, nós cremos, Abraão retornará da sepultura."
Estas são algumas
informações que podem ser acrescentadas para compreendermos com maior precisão
como será o paraíso terrestre ou o reino milenar de Cristo que antecederá este.
Como é possível
perceber, as TJ’s não se prendem apenas aos relatos bíblicos, mas acrescentam
muitas informações (tiradas não se sabe de onde) para que possamos visualizar
como será este paraíso terrestre.
Depois destas
argumentações, como devemos proceder? Devemos acreditar que este ensinamento
está correto e que as Sagradas Escrituras nos ensinam realmente que haverá um
paraíso na Terra e que a grande multidão dos salvos viverá nela e, conforme
veremos a seguir, apenas 144 mil ungidos terão o privilégio de ir para o céu?
ANALISANDO ESTES
VERSÍCULOS CITADOS PELAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ:
¾
Isaías 45:18 "Porque assim diz o SENHOR que
tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a
criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há
outro."
As Tj’s têm razão ao afirmarem que Deus tinha
um propósito quando formou a Terra, para que fosse habitada por nós, seres
humanos. Aprendemos isto nesta passagem, mas ela apenas fala sobre este
propósito de Deus, mas não diz nada sobre o fato de o propósito de Deus ser que
habitássemos nela para sempre, eternamente em um paraíso na qual ela se
transformaria.
¾
Eclesiastes 1:4 "Uma geração vai, e outra
geração vem; mas a terra para sempre permanece”.
Não
podemos nunca nos esquecer de que devemos tomar muito cuidado em utilizar
versículos isoladamente para que não sejam usados fora de seu contexto. Se este
versículo for usado desta maneira, teremos a impressão que estaria sendo
ensinado sobre a eternidade da Terra, que ela permaneceria para sempre. Dentro
do contexto, porém, percebemos que o pregador está nos ensinando sobre a futilidade
da vida humana, em que as gerações vão se sucedendo enquanto a Terra permanece.
O destaque aqui não é com relação à eternidade da Terra, mas a brevidade da
vida humana, que permanece enquanto gerações de pessoas morrem. De qualquer
forma, o próprio versículo entra em conflito com os ensinamentos das Tj’s, pois
se ele fosse atribuído à vida eterna em um paraíso terrestre, de acordo com o
que eles mesmos ensinam, todos viveriam eternamente, mas o próprio versículo
fala das gerações que se sucedem umas as outras, o que seria impossível se
todos vivessem para sempre.
¾
Salmos 37:29 "Os justos herdarão a terra e
habitarão nela para sempre."
As
Tj’s também utilizam os versículo 9 e 11 deste capítulo, que dizem que aqueles
que esperam no Senhor e também os mansos herdarão a terra em suas pregações de
casa em casa para ensinarem sobre o paraíso terrestre. Novamente, de acordo com
o contexto, entendemos que este Salmo fala de eventos que aconteceram ainda
durante a vida de Davi, e não em um futuro distante. O que está em destaque
neste texto não é sobre aqueles que herdarão a terra, e muito menos que isto
significa que viverão eternamente nela. O versículo 18 diz: “Vale mais o pouco
que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios”. Este texto nos ensina que
devemos confiar em Deus e não nos preocuparmos com a aparente prosperidade dos
ímpios. Deus não nos promete uma vida sem tribulações, mas promete que jamais
abandonará aqueles que confiarem nEle e que estes é quem serão verdadeiramente
felizes, enquanto o caminho dos ímpios é o do sofrimento, apesar de muitas
vezes termos a impressão de que suas vidas são melhores e mais fáceis do que a
de muitos justos. Isto é o que nos ensina este capítulo, que os mansos, os
justos, os que esperam no Senhor serão abençoados por Ele, enquanto os ímpios,
os injustos, ainda que com todas as suas riquezas, terão do Senhor apenas a Sua
ira, caso não se arrependam. Falando objetivamente sobre a herança da terra
citada no texto, aqui se fala ao povo de Israel e da terra que fora prometida a
eles, a terra de Canaã. Aqueles que fossem obedientes e submissos a Deus
entrariam e permaneceriam nesta terra sob os cuidados de Deus, mas caso não
fossem obedientes, perderiam sua herança (Deuteronômio 28).
¾
Salmos 104:5 "Lançou os fundamentos da
terra; ela não vacilará em tempo algum”.
O
foco desta passagem também não é a suposta eternidade da Terra, mas a glória de
Deus, o criador dos céus e da Terra. Fala do poder de Deus e que nada em Sua
criação pode ser minimamente abalado se esta não for Sua vontade. A Terra não
vacilará em tempo algum porque é mantida pelo poder supremo de Deus, e somente
Sua vontade, sendo plenamente soberana, é que dará o destino que quiser a ela e
nada, em tempo algum mudará isso. Esta passagem exalta o poder de Deus e não
ensina sobre esta suposta eternidade do planeta. Aprendemos que o destino da
Terra está nas mãos de Deus e que apenas Ele pode decidir o que, como e quando
acontecerá com ela. Esta passagem não ensina sobre a eternidade do planeta, mas
que ela não vacilará, até que Ele decida, conforme Sua vontade, qual será o seu
destino.
¾
Is 65:17-25
Toda
esta passagem de Isaías usa os aspectos da vida presente para criar impressões
da vida que ainda está para vir. Será uma vida de total provisão (v. 13), total
felicidade (19cd), total segurança (v. 22-23) e totalmente de paz (v. 24-25).
Coisas que nós não temos uma capacidade real para entender só podem ser
expressas através de coisas que sabemos e experimentamos. Assim é que, na
presente ordem das coisas a morte eliminou a vida antes que esta começasse, ou
antes que estivesse totalmente amadurecida. Mas isso não será assim depois”. Em
outras palavras, as metáforas são usadas para coisas que nós não podemos, nem
Isaías pôde compreender completamente. A estrutura poética certamente aponta
nessa direção.
Este
mundo novo não surgirá por uma transformação gradual, muito menos por uma
transformação “advinda de uma mudança ética de uma grande parcela da
humanidade”, como explica North. Em linguagem simples, o novo mundo de Isaías
65 não virá a existir pelos esforços da Igreja em dominar a cultura, nem como resultado
da obediência dos homens à lei.
Mas
Deus “criará” um novo mundo. A palavra em hebraico é bârâ’, que descreve a ação
exclusivamente divina de chamar à existência as coisas que não são como se
fossem. Por um milagre do poder, sabedoria e bondade de Deus, comparável e
superando a maravilha da criação original dos céus e da terra, um novo mundo
irá substituir o antigo. Esta maravilha será um ato de pura graça, não algo que
os santos mereçam por manter a lei.
A
interpretação de North não faz justiça ao claro sentido do pensamento principal
desta importante profecia, e explicá-la literalmente muito menos.
Isaías
65:17-25 não fala sobre o mundo atual, Jerusalém, judeus, vida longa e livre de
problemas, belas casas, boas fazendas, abundância de recursos, momentos felizes
e lobos mansos.
Trata-se
de Jesus Cristo, Sua Igreja, salvação, vida eterna e um novo e diferente mundo.
Trata-se
do Cristo espiritual, de um povo espiritual, da salvação espiritual, bênçãos
espirituais, vida espiritual e um mundo espiritual.
“Mas,
como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não
subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” (1ª
Coríntios 2:9)
Sobre isso o que podemos entender? Casas,
vinhas frutíferas, o trabalho bem sucedido, dias livres de problemas e sem
pranto, viver centenas de anos e Jerusalém, são todas as coisas que os olhos
viram e ouvidos ouviram, penetrando no coração do homem apenas para que pudesse
imaginar. Por isso, essas não são as coisas que Deus preparou para os
israelitas espirituais que o amavam.
Porém,
nós amilenistas não vamos pular de alegria. Por que deveríamos? Ora, ainda
haverá morte neste mundo. Cedo ou tarde, ainda vamos ter que sentir a amarga
angústia da separação da esposa amada, dos filhos, pais e amigos. Que diferença
faz passar por essa tristeza depois de quinhentos anos, e não depois de cinquenta
anos? Na verdade, a dor depois de quinhentos anos deve ser pior que a dor após cinquenta
anos.
Somente
por estas razões, nós amilenistas não estaríamos entusiasmados com este reino
reconstrucionista. Na verdade, estaríamos gemendo, como fazemos hoje, esperando
pela redenção do nosso corpo (Rm 8:23). Nós estaríamos chorando noite e dia
pela vingança divina de Cristo sobre seus inimigos (Lucas 18:1-8). Nós
estaríamos orando com fervor: “Senhor, ponha um fim neste negócio pós-milenista
o mais rápido possível, e venha depressa.”
Compreensivelmente,
Isaías 65:17-25 profetiza a totalidade da obra redentora de Deus em Jesus
Cristo. Como de costume entre os profetas, Isaías vê esta obra como um grande
evento, da mesma forma como se vê as montanhas distantes em grande escala.
Estão incluídos igualmente a perfeição da salvação (e do reino Messiânico) no
Dia de Cristo e o início da salvação (e do reino Messiânico) em toda a era
presente entre o Pentecostes e a última vinda de Cristo. Tudo na salvação, é
claro, tem sua base na morte e ressurreição de Jesus pelos eleitos de Deus.
Que
este é, de fato, o conteúdo da profecia de Isaías é provado pelo comentário do
N.T. sobre essa passagem. Em 2ª Pedro 3:13, o Apóstolo aplica a profecia de
Isaías 65:17 à obra de Deus em Jesus Cristo no dia da Sua segunda vinda. No
contexto do ensinamento que a presente criação será destruída pelo fogo, Pedro
diz:
“Mas
nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita
a justiça.”
Essa
é a explicação do Novo Testamento, tanto em 2ª Pedro 3:13, já citado, quanto em
Apocalipse 21:1:
“E
vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra
passaram, e o mar já não existe.”
APENAS 144.000 UNGIDOS IRÃO PARA O CÉU?
¾
Ap 7:4 E ouvi o número dos assinalados, e eram
cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de
Israel.
¾
Ap 14:1 E olhei, e eis que estava o Cordeiro
sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas
tinham escrito o nome de seu Pai.
As
Testemunhas de Jeová usam estes em associação com outros textos para ensinarem
que apenas 144.000 ungidos, separados por Deus, entrarão no reino dos céus e em
Sua presença, enquanto os demais crentes, a grande multidão, viverá em um
paraíso terrestre.
O
que quer dizer estes 144.000 em Apocalipse? Para entender o que significa este
número, precisamos conhecer um pouco sobre a simbologia presente no livro de
apocalipse, principalmente com relação aos números.
A
maioria dos símbolos numéricos utilizados em Apocalipse são derivados de apenas
três números: “três”, “quatro” e “dez”. Faremos uma rápida análise de alguns
destes números:
“Três”
era considerado por muitos o número da Divindade. Alguns especulam que este
conceito tinha a ver com o amor entre pai, mãe e filho. Talvez esse também
fosse um vislumbre primitivo do conceito de “Trindade”: o Pai, o Filho e o
Espírito Santo. Considerando seu uso por toda a Bíblia, três parece ‘simbolizar
um todo completo e ordenado’.
“Quatro”,
o segundo número chave, era considerado “o número cósmico” — o número da
criação. Talvez isto se deva aos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste,
oeste. Em Apocalipse, “quatro” geralmente se refere a toda a humanidade.
Antes
de prosseguirmos para o número “dez”, avaliemos as fusões de três e quatro,
começando por “sete” (três mais quatro).
“Sete”
— “o número mais sagrado dos hebreus” — representava perfeição. (Divindade mais
o universo [3 + 4] é igual a tudo o que existe.)
“Doze”
(três vezes quatro). “Doze” é frequentemente usado nas Escrituras: doze tribos
de Israel, doze apóstolos e assim por diante. “Doze” e múltiplos de doze (como
“144”) ocorrem com frequência em Apocalipse. Visto que doze também agregava os
números da Divindade e da criação (tudo o que existe), ele carregava a ideia de
inteireza. No pensamento hebraico, ele era geralmente associado à inteireza ou
completitude religiosa.
“Dez”
também era um número que significava inteireza, completitude, plenitude ou
poder — é provável que tenha se originado no fato de o ser humano possuir dez
dedos. Uma vez que “dez” estava intimamente relacionado à humanidade, o número
carregava, sobretudo, a ideia de completitude humana. Quando “dez” era
multiplicado por si mesmo (totalizando 100 ou 1000), assumia uma relevância
ainda maior.
Em
sua maioria, os demais números citados em Apocalipse são simples combinações
destes números.
“Seis”.
É uma parte de sete; uma vez que “sete” significava perfeição, “seis” denotava
imperfeição ou mal. Sendo quase sete, “seis” também implicava fraude. Enfim,
“seis” era usado para predizer catástrofes.
Do
que esta passagem de Apocalipse 7 está falando? O versículo 3 nos diz sobre grandes aflições
que viriam por toda a Terra. Percebendo que estas aflições viriam por toda a
Terra, qual a atitude que esta passagem nos ensina que Deus teve? Vemos que um
anjo clama para que nenhum mal seja feito ainda. Mas até quando, e por que? Até
que os servos de Deus tivessem sido marcados com o selo do Deus vivo!
Esta
passagem nos ensina que Deus iria proteger o Seu povo destes terríveis males, e
que apenas os ímpios receberiam o pior de suas consequências.
Isso
quer dizer que o povo de Deus não sofreria nenhuma tribulação ou sofrimento? É
claro que não! Os cristãos estão sujeito as mesmas adversidades que todos os
outros. Este selo de Deus não torna nenhum homem um super homem, a prova de
problemas. A grande diferença é que todos estão sujeitos á problemas físicos,
mas o cristão verdadeiro está livre das enfermidades da alma!
A
alma do cristão, que é eterna como todas as outras, não sofrerá nenhum dano e
será preservada para toda a eternidade.
Mas
o que significa o número 144.000?
O
texto diz que estes 144.000 são de todas as tribos de Israel, 12.000 de cada
uma das tribos. Então isto que dizer que apenas os judeus serão protegidos por
Deus?
É
evidente que este texto é simbólico e isto está demonstrado no próprio texto.
Existem algumas diferenças entre as 12 tribos citadas aqui e no restante da
Bíblia. Por exemplo, a lista começa com Judá, mas normalmente ela começa com
Rúben, pois ele era o primogênito.
Judá,
Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José e
Benjamim.
Ainda
mais incomuns são a inclusão de Levi e José e a exclusão de Efraim e Dã. Levi
era um dos doze filhos de Jacó, mas seus descendentes eram “a tribo dos
sacerdotes” e normalmente não eram incluídos numa lista das doze tribos.
Percebam
que Levi está incluso, enquanto Dã, outro filho de Jacó, está excluso. Além
disso, José é citado no lugar de Efraim. Tudo isso pode ser entendido como um
telegrama divino para sabermos que a passagem não se refere aos
judeus
no sentido literal.
De
qualquer forma, se fossemos seguir estes ensinamentos de forma literal teríamos
que acreditar que estes 144.000 seriam todos judeus, homens e virgens (Ap
14:4).
Mas,
então, como devemos interpretar o número 144.000 em apocalipse 7 e 14?
Lembremos
que os números em apocalipse derivam normalmente dos números 3, 4 e 10. De onde
viria então o número 144.000?
144
seria 12 x 12, sendo que 12 é 3 x 4.
3
sendo o número da divindade e 4 o número cósmico que em apocalipse está
relacionado a humanidade, doze dá a ideia de completitude religiosa, pois
trata-se de Deus e de toda a sua criação, aqui especificamente representando
todo o povo de Deus.
144
representa a completitude da completitude (12 x 12, repetição comum no hebraico
para dar ênfase).
1000
seria 10 x 10 x 10. Sendo 10 a representação da completitude humana, 1000 da a
ideia de plena totalidade, o todo absoluto, sem faltar nenhum, devido a tripla
repetição do número 10.
144.000
como podemos perceber então, refere-se a todo o povo de Deus, absolutamente
todos os redimidos pelo sacrifício de Cristo, todos os nascidos, mortos e os
que estão por vir, sem que nenhum fique de fora.
Toda
esta complexidade de números serve para nos dar a total certeza de que todos
aqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo possuem o selo de Deus e suas
almas estão seguras e guardadas para a eternidade, independentemente do que
possa lhe acontecer em vida. Isso tudo é para nos dar a certeza de que Deus
está sempre conosco, e que se passamos por tribulações é por que esta é a
realidade em que vivemos, decaída por causa do pecado. Mas todos aqueles que
possuem o selo do Deus vivo tem a certeza de que o melhor ainda está por vir e
que Deus está presente e cuidando de cada indivíduo, sem que nenhum fique sem
receber estes cuidados.
Portanto,
os 144.000 não representam de maneira nenhuma um número literal ou um grupo
específico que entrará na presença de Deus, mas sim todos os crentes, todos os
salvos, todos os remidos, todos temos o nome do Pai escrito em nossas testas!
Além
de todo este raciocínio feito para explicar o que significa este número,
144.000, em apocalipse, será que a Bíblia nos fornece mais alguns indícios de
que todos os que crerem irão para o céu? Ou será que os indícios nos fazem
entender que apenas uma diminuta classe de escolhidos é que terão este
privilégio?
Deixemos
que a própria Bíblia fale conosco, através de alguns versículos:
¾
Mt 5:6 Bem-aventurados os humildes de espírito,
porque deles é o reino dos céus.
¾
Mt 5:10 Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
¾
Mt 5:12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o
vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes
de vós.
¾
Jo 14:1-3 Não se turbe o vosso coração; credes
em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não
fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos
preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu
estiver estejais vós também.
¾
Mt 5:20 Pois eu vos digo que, se a vossa justiça
não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos
céus.
¾
1Co 15:47 O primeiro homem, sendo da terra, é
terreno; o segundo homem é do céu.
¾
2Co 5:1-2 Porque sabemos que, se a nossa casa
terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa
não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos,
desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu.
¾
2Co 12:2 Conheço um homem em Cristo que há
catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi
arrebatado até o terceiro céu.
¾
Fp 3:20 Mas a nossa pátria está nos céus, donde
também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
¾
Cl 1:5 Por causa da esperança que vos está
reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do
evangelho.
¾
Hb 12:23 À universal assembleia e igreja dos
primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos
justos aperfeiçoados.
TRADUÇÃO
DO NOVO MUNDO
Acreditamos
que a Palavra de Deus inspirada foi escrita somente pelos homens inspirados por
Deus. A inspiração divina sessou com a morte do ultimo apóstolo, estando
completo o livro que contém toda a revelação de Deus para a humanidade.
Acreditamos na perfeição deste livro e de sua total eficiência para a salvação
de todo aquele que crê, conforme 2Tm 3:16,17. E dentro da revelação divina,
temos advertências para que não acrescentemos ou retiremos nenhuma palavra das
Sagradas Escrituras, como por exemplo em Pv 30:6; Dt 4:2 e Ap 22:19.
Tendo
esta certeza em nossos corações, vejamos algumas alterações e adulterações
praticadas pelas Testemunhas de Jeová nas Sagradas e Perfeitas Escrituras:
— I
João 5:7 "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o
Espírito Santo; e estes três são um".
TNM
- “Porque são três que dão testemunho: o espírito, e a água, e o sangue e os
três estão de acordo”.
— João
8:58 "Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que
Abraão existisse, EU SOU."
TNM
- “Jesus disse-lhes: Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir a
existência, eu tenho sido”.
— Mateus
2:11 "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e,
prostrando-se, o adoraram.
TNM
- “E ao entrarem na casa, viram a criancinha com Maria, sua mãe, e,
prostrando-se, prestaram-lhe homenagem”.
— João
1:1 "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus."
TNM
- “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era
(um) deus”.
— Romanos
14:8-12 "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o
Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque
foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser
Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou
tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante
o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo
o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que
cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.
TNM
- "pois quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para
Jeová. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois para
este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Senhor tanto
sobre mortos como [sobre] viventes. Mas por que julgas tu o teu irmão? Ou, por
que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante
da cadeira de juiz de Deus; pois está escrito: 'Por minha vida', diz Jeová,
'todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua reconhecerá abertamente a
Deus'. Assim, pois, cada um de nós preste contas de si mesmo a Deus."
OBS.:
Aqui vemos que o comitê da TNM cometeu um dos maiores erros cardeais deste
texto. Primeiro, no v.8 eles traduzem o grego kyrios (Senhor) como
"Jeová", quando o v.9 diz que Cristo é o Senhor que morreu e
ressucitou. Assim, eles ignoram o contexto e traduzem mal kyrios como
"Jeová". Segundo, nos vv.10-12, eles dizem que "Jeová"
(mesmo que no original se diga kyrios) é nosso juiz, quando a Bíblia claramente
revela que Jesus Cristo será nosso único Juiz (Jo.8:22; 12:48; Tg. 4:12), que
nós (cristãos) estaremos de pé diante do tribunal de Cristo - que é Deus (2
Cor. 5:10); e que diante de Cristo todo joelho se dobrará (Fl. 2:10).
— Colossenses
1:15-18 "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a
criação; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; E
ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a
cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos,
para que em tudo tenha a preeminência."
TNM
- Ele é a imagem do Deus invisível, o
primogênito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as
[outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis,
quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as
[outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele. Também, ele é antes
de todas as [outras] coisas e todas as [outras] coisas vieram a existir por
meio dele, e ele é a cabeça do corpo, a congregação. Ele é o princípio, o
primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é primeiro em todas as
coisas.
— Colossenses
2:9 "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade".
TNM
- porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina.
— II
Coríntios 4:4 "nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos
incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de
Cristo, o qual é a imagem de Deus"
TNM
- entre os quais o deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos
incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas
novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.
— Gênesis
1:2 "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do
abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas."
TNM
- Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície
da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície
das águas.
— I
Timóteo 4:1"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos
apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas
de demônios;"
TNM
-No entanto, a pronunciação inspirada diz definitivamente que nos períodos
posteriores de tempo alguns se desviarão da fé, prestando atenção a
desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios, 2 pela
— Zacarias
12:10 "Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém,
derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem
traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho
unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo
primogênito."
TNM
- E eu vou derramar sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o
espírito de favor e de rogos, e eles certamente olharão para Aquele a quem
traspassaram e certamente O lamentarão como no lamento por um [filho] único; e
haverá lamentação amarga por ele como quando há lamentação amarga por um
[filho] primogênito.
OBS.:
As TJ mudam a palavra "Mim" para "Aquele", para que sua
Bíblia diga: "...eles olharão para Aquele a quem transpassaram". Já que as TJ negam que Jesus é Deus em carne,
então Zc. 12.10 lhes daria grandes problemas - por isso o mudaram.
O
uso de “Jeová” no Novo Testamento e os critérios usados pela Comissão de
Tradução da Tradução do Novo Mundo para a sua inserção.
Para
começar, vamos revisar o critério adotado pela Comissão de Tradução da TNM
(CTTNM) para a inserção de “Jeová” no Novo Testamento. Na Tradução do Novo
Mundo – Com Referências (TNMRef), lemos o seguinte: “Para saber onde o nome
divino fora substituído pelas palavras gregas Κύριος [Kýrios] e Θεός [Theós],
verificamos onde os inspirados escritores cristãos citaram versículos,
passagens e expressões das Escrituras Hebraicas, e depois voltamos ao texto
hebraico para ver se o nome divino aparecia ali. Assim, determinamos a
identidade a dar a Kýrios e a Theós, e a personalidade com que revesti-los.
Para não ultrapassar os limites da exegese, fomos muito cautelosos na tradução
do nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs, sempre cuidadosos de tomar as
Escrituras Hebraicas como fundo. Procuramos concordância das versões hebraicas
para confirmar nossa tradução. Tal concordância das versões hebraicas foi
encontrada em todos os 237 lugares onde o nome divino foi restabelecido nas
Escrituras Gregas Cristãs.”
A
justificativa acima, apesar da aparente erudição, induz o leitor desinformado
ao erro, pois sugere que, em nome do princípio da suposta
"restauração" do tetragrama, o tradutor seguiu sistematicamente a
metodologia de procurar o tetragrama nos textos hebraicos citados pelos cristãos
e restabelecê-lo nas escrituras gregas, o que não é verdade. E nem poderia ser,
pois tal regra, se generalizada, teria o efeito, não de esclarecer, mas de
confundir mais ainda o sentido que o escritor original tinha em mente, ORA
PARECENDO ENDOSSAR A NOÇÃO DE TRINDADE, ORA NEGANDO-A - a depender do texto em
questão. Como esta aplicação sistemática não pode ser feita, fica claro que o
critério - não confesso pelos autores da TNM - não é de fidelidade ao texto
hebraico, mas de fidelidade à doutrina anti-trinitarista. Dificilmente um
tradutor deixaria escapar que suas preferências teológicas é que estão guiando
seu trabalho. A comissão da TNM não foi exceção. Além disso, está sobejamente
demonstrado que os escritores cristãos faziam adaptações do AT, omitindo ou
acrescentando palavras a ele em suas citações. Nenhum erudito em documentos
bíblicos questiona isso e a própria Sociedade Torre de Vigia admite, embora com
relutância, que é assim (um artigo dela fala de desvios ocasionais e omissões
por parte dos escritores cristãos ao citarem o AT). Com efeito, as alterações
eram, às vezes, tão profundas que davam margem a questionamentos sobre a
validade da aplicação. Precisamente em razão disso foi que judeus radicais
acusaram os cristãos de distorcerem as escrituras hebraicas para adaptá-las ao
seu movimento. Áquila, Teodósio e Símaco produziram traduções gregas bem
literais do AT, justamente para 'sanar' aquilo que consideravam 'deturpações
cristãs' das escrituras hebraicas, especialmente nos livros proféticos (Isaías,
Jeremias etc.). Um exemplo notável encontra-se em Mateus 27: 9, onde o autor
refere-se a Jeremias citando uma passagem que, na verdade, não se encontra no
livro de Jeremias, mas corresponde a uma versão bastante alterada do trecho de
Zacarias 11: 12-13. Alguns sugerem que Mateus errou, outros dizem que ele
mencionou Jeremias pelo fato de este ser um dos profetas "maiores"
(explicação pouco consistente). Esta e outras passagens de Mateus geraram
ressentimento nos judeus conservadores. A polêmica nunca foi devidamente
esclarecida. Uma nota de rodapé na Bíblia de Jerusalém esclarece que o autor
referiu-se a Jeremias meramente por aproximação, visto que este profeta falou
algumas vezes em "campos de oleiro", embora em outro contexto. Em todo
caso, se lermos o livro de Zacarias, jamais encontraremos as palavras da forma
que Mateus as representou - deveras, elas parecem um tanto 'forçadas'. Compare
as passagens e verá que, em face da significativa diferença entre elas, somos
obrigados a concluir que, de fato, os autores cristãos, a exemplo de Mateus,
usavam de liberdade - às vezes, muita liberdade com o texto hebraico original.
Outros exemplos poderiam ser citados, mas este ilustra de forma contundente o
ponto em questão. Este fato, por si, torna a metodologia adotada pela comissão
da TNM um procedimento excessivamente temerário e tendencioso, pois, mesmo que
haja uma referência a um texto do AT que continha o tetragrama, NÃO SE PODE
GARANTIR QUE O ESCRITOR CRISTÃO O REPRODUZIU EM SUA CITAÇÃO. Afirmar - como faz
a comissão da TNM - que eles estavam "obrigados" a isto a isso é
negar toda a evidência documental e fechar os olhos ao momento histórico em que
nasceu o cristianismo. Desta forma, cai por terra a tese da Sociedade Torre de
Vigia de "voltar ao texto hebraico para ver se o nome divino aparecia
ali". Fazer isso é tentar reescrever o Novo Testamento. Ao que me consta,
tal prerrogativa não cabe ao Corpo Governante nem a qualquer outro grupo de
homens da atualidade. O procedimento imparcial é CURVAR-SE AOS DOCUMENTOS MAIS
ANTIGOS E COMPLETOS do NT (que não incluem o tetragrama), e não tentar
"reformá-los". Se o tetragrama estava nos escritos cristãos, NÃO É
CORRETO RETIRÁ-LO, MAS SE NÃO ESTAVA, NÃO É CORRETO INSERI-LO. Onde
procuraremos a resposta? Em especulações não comprovadas? Em preferências
teológicas? Não. Devemos nos reportar às evidências históricas e arqueológicas.
O que elas nos dizem ? Ora, das cerca de
5 mil cópias existentes do NT, NENHUMA APRESENTA O TETRAGRAMA, QUER NO HEBRAICO
ORIGINAL QUER TRADUZIDO PARA OUTRA LÍNGUA. Este fato puro e simples é
reconhecido pela própria Torre de Vigia. Por outro lado, se as cerca de 7000
vezes em que o tetragrama, de fato, aparece nas escrituras hebraicas originais
devem ser considerados como razão para reproduzi-lo no AT, creio que as mais de
5000 cópias existentes do NT, pelo mesmo princípio, devem ser consideradas como
razão para NÃO inseri-lo nas citações dos cristãos. Todavia, não foi isso que a
comissão da TNM fez. Ela arvorou-se em 'juíza' dos copistas das escrituras
cristãs, apoiou-se em sua própria teologia e forçou os textos a endossarem-na,
de modo que não foram as escrituras que guiaram a crença, mas a crença que
guiou as escrituras, da forma como foram vertidas na TNM. Finalizando, a última
declaração da TNM, de que a concordância com as traduções hebraicas foi obtida
em todas as 237 inserções, novamente, induz o leitor desavisado a um erro de
juízo, pois tais traduções NÃO TÊM AUTORIDADE para modificar os originais
gregos que lhes serviram de base, sendo eles mais de mil anos mais antigos e
não contendo, em qualquer trecho, o tetragrama. Os autores da TNM citam tais
traduções como se elas fossem tão dignas de crédito quanto os manuscritos
Alexandrino, Vaticano, Sinaítico (3o. ao 5o. século) e outros - isto não está
nem perto de ser verdade. A mais antiga tradução hebraica data do século 14 e a
mais recente data de cerca de 3 décadas atrás. Estranhamente, as notas da TNM
omitem também o fato de que as traduções
hebraicas (J), com exceção da de Shem-Tob,
são alterações grosseiras do NT, criadas com o intuito de converter judeus ao
cristianismo, endossando a trindade. Parece-me clara desonestidade intelectual
omitir tais fatos relevantes do leitor e, ainda por cima, procurar apoio em
tais traduções para inserir 'Jeová' 237 vezes nos escritos cristãos,
contrariando o próprio propósito para o qual tais obras foram produzidas. Além
disso, a alegada "concordância" foi totalmente SELETIVA e não
uniforme. Primeiro, porque os autores das tais traduções inseriram este nome de
forma generalizada, incluindo-o em trechos que os autores da TNM jamais
ousariam alterar (por exemplo, em certas passagens, chama-se claramente Jesus
Cristo de Jeová, contrariando a crença das Testemunhas). Segundo, por que os
autores da TNM "escolheram" quais versões e quais trechos delas
deveriam servir de apoio - isso se chama, em linguajar técnico, supressão de evidência contrária, uma técnica
nada ortodoxa nem erudita. Nem assim se conseguiu concordância com TODAS as
traduções em TODOS os trechos que inseriram 'Jeová'. Uma consulta às notas de
rodapé mostra claramente isso - em cada passagem, algumas traduções apoiam a
inserção e outras, não. Agora, pergunto: deveria a comissão da TNM estar
ocupada garimpando palavras em tais documentos tendenciosos ou melhor faria em
se curvar ao simples fato de que, até esta data, nunca se achou uma única ponta
de evidência do tetragrama no NT? A resposta me parece óbvia...
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