QUEM É JESUS?
Eu creio que Jesus é Deus, a segunda pessoa da Trindade, o
verbo encarnado conforme aprendemos em João 1:1 "No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus".
Eu creio que Jesus é Deus por que esta é uma doutrina bíblica
e quem quiser conhece-la, pode, por exemplo, procurar dentro do meu blog o artigo intitulado: "Jesus é Deus".
Neste artigo que apresento aqui, não quero usar apenas argumentos bíblicos, mas quero apelar para a inteligência e razão humanas para chegarmos a uma conclusão lógica sobre quem é Jesus.
Existem apenas cinco respostas possíveis para quem ou o que Jesus de fato é:
Existem apenas cinco respostas possíveis para quem ou o que Jesus de fato é:
1.
Jesus é Deus, o Senhor.
2.
Jesus era um mentiroso.
3.
Jesus era louco.
4.
Jesus é um mito.
5.
Jesus era um guru.
Vamos analisar cada um destes pontos, através de uma maneira
lógica e racional e assim chegarmos a uma conclusão sobre quem Jesus é.
1.
Jesus é o Senhor ou um mentiroso?
¾
Aut Deus aut homo malus (ou Deus ou um homem
mau).
Desenvolvendo
este argumento, chegamos ao seguinte raciocínio:
a)
Ou Jesus era Deus encarnado (se não mentiu a
respeito de quem era), ou então ele era um homem mau (se ele mentiu).
b)
Entretanto, Jesus não era um homem mau.
c)
Portanto, Jesus era Deus.
Parece um raciocínio bobo? Quero adverti-los que a
complexidade aumentará conforme os pontos forem sendo expostos. Somente aqueles
que acompanharem o desenrolar das argumentações compreenderão como não é tão
simples fugir deste "aparentemente" tolo raciocínio.
Mesmo aqueles que não acreditam na divindade de Jesus ou em
sua importância para nossa realidade aceitam que Jesus ou o que se diz sobre
Jesus transmite a ideia de que ele era uma pessoa boa. Era uma pessoa sábia,
importava-se com os pobres e necessitados, era um homem piedoso. Mesmo aqueles
que não acreditam em seus milagres ou sua ressurreição ou até mesmo os que nem
sequer acreditam que Jesus realmente tenha existido, reconhecem que Jesus ou o
que se diz sobre ele, fazem dele ou de sua história um homem bom.
Se Jesus fosse um mentiroso ele não poderia ser um homem
bom. Alguém que mente a respeito de sua identidade essencial, ainda mais
afirmando conscientemente ser Deus, estaria enganando as pessoas, e esta não é
uma qualidade que possamos atribuir a uma pessoa boa.
Deste modo, primeiramente uma pessoa teria que provar que
Jesus não era uma pessoa boa para só então afirmar que ele seria um mentiroso.
Isso vai contra um raciocínio lógico e contra tudo o que sabemos e conhecemos
sobre Jesus.
Jesus não era egoísta, era amoroso, demonstrava
consideração, compaixão. Os mentirosos contam mentiras por motivos egoístas,
para conseguir dinheiro, fama, prazer ou poder. Jesus desistiu de todos os bens
terrenos e da própria vida. Não existe nenhum motivo para que Jesus estivesse
mentindo, suas palavras atraíram para ele ódio, rejeição, má compreensão,
perseguição, tortura e morte.
Portanto, Jesus não era um mentiroso.
2.
Jesus era louco?
Talvez Jesus não
fosse nem Deus nem mentiroso, talvez ele acreditasse sinceramente que era Deus.
Neste caso, Jesus
seria louco e tão pouco digno de confiança como um mentiroso, pois apesar de
não enganar as pessoas deliberadamente realmente acreditando ser Deus, seria
mentalmente incapacitado e estaria enganando a si próprio.
No Novo
Testamento o próprio Jesus assume sua divindade. Ou ele realmente acreditava
ser Deus ou não acreditava. Se acreditava e não era, era louco. Se não
acreditava, mas afirmou era mentiroso. Ou isso, ou então Jesus é realmente
Deus.
É possível
encontrar em hospícios pessoas que realmente acreditam ser Deus. Quais são os
traços de caráter dessas pessoas? Geralmente são egoístas, narcisistas,
inflexíveis, indiferentes, previsíveis, incapacitados de compreender e amar aos
outros e de se relacionar de uma maneira saudável.
Isto é o extremo
oposto da personalidade de Jesus.
Jesus conseguia
perceber de maneira sábia e cuidadosa o que ia no íntimo das pessoas, discernia
a intenção por trás das palavras delas, resolvia problemas insolúveis e
doava-se totalmente aos outros, ao ponto de entregar a própria vida. Foi o
homem mais criativo, interessante e imprevisível que já existiu, a pessoa mais
maravilhosa da história. Loucos podem ser imprevisíveis, mas não maravilhosos.
Jesus não tinha o
perfil psicológico de um louco, pelo contrário, um louco tem carência das
qualidades que se destacavam em Jesus: sabedoria, amor e criatividade
imprevisível.
Portanto, Jesus
não era louco.
3.
Jesus era um mito?
As hipóteses de Jesus
ser o Senhor, um mentiroso ou louco, baseiam-se em Jesus ter declarado sua
divindade. Mas e se ele nunca tiver afirmado isso? Digamos que essa afirmação
seja um mito, uma ficção, que a mentira não tenha partido de Jesus, mas dos
textos do Novo Testamento. E se os cristãos dos primeiros séculos, vendo Jesus
com excessiva adoração, praticamente transformando-o num herói, contando e
recontado suas histórias passaram a acrescentar elementos fantásticos como seus
milagres e até mesmo sua ressurreição, o que acabou por fim tornado divino um
homem bom que apenas teria sido crucificado injustamente?
Esta é a razão
intelectual mais defendida no século XX, com a erudição textual, o método
histórico critico e a alta crítica tentando reduzir os textos do Novo Testamento
a uma mistura deturpada de mito e misticismo. Os evangelhos conteriam apenas
alguns poucos elementos verdadeiros sobre o homem real Jesus e todo o restante
seriam acréscimos feitos ao longo da história, talvez em uma tentativa de
manter viva a figura do Messias prometido no Antigo Testamento.
Vejamos como os
próprios dados históricos tornam a história do mito impossível.
·
O estado dos manuscritos do Novo Testamento é
muito bom. Além de serem muito velhos, também são mutuamente consistentes,
reforçando a validade uns dos outros. Existem pouquíssimas discrepâncias e
nenhuma delas é realmente importante. Todas as descobertas posteriores de
documentos, como os manuscritos do mar Morto, confirmaram a coerência dos
manuscritos mais antigos.
·
Se a divindade de Jesus tivesse sido um mito
inventado por gerações posteriores, então deveria existir pelo menos duas ou
três gerações entre as testemunhas originais do Jesus histórico e a crença
universal sobre o Jesus novo, mítico e divinizado, caso contrário, ninguém teria
crido nesse mito como sendo fato, porque teria sido refutado por testemunhas
oculares, que conviveram com o verdadeiro Jesus. Tanto seus discípulos como os
inimigos dele teriam tido motivos para se oporem a esse novo mito. Mas não
existe nenhum indício de alguém que tenha se oposto ao chamado mito do Jesus
divino a favor de um Jesus mais antigo meramente humano. Os textos do Novo
Testamento teriam de ter sido escritos após o ano 150, pelo menos, para que se
conseguisse sustentar o mito. Nenhum estudioso competente da atualidade nega
que praticamente todo o Novo Testamento data do primeiro século.
·
As declarações de Jesus de que ele era Deus
encarnado são o motivo de sua crucificação. Jesus não tinha ambições políticas.
Suas atitudes civis não servem para explicar sua crucificação. Politicamente,
Jesus desapontou tanto seus amigos como seus inimigos. Os Judeus queriam que
Jesus, como o Messias, se declarasse o libertador do povo judeu da opressão
política romana, ao invés disso, ele disse que seu reino não era deste mundo. Os
judeus inventaram uma desculpa política de que Cristo seria um rival de Cezar
para justificar sua execução, pois afirmar apenas que Jesus blasfemara
afirmando ser Deus não era motivo para punição entre os romanos, que possuíam
muitos deuses e até mesmo muitos imperadores se declararam deuses. Como os
judeus não podiam condenar ninguém a morte por suas próprias leis, visto que
estavam sob o controle do império romano, inventaram esta mentira que que Jesus
fosse condenado.
·
Se o Jesus divino do evangelho era um mito, quem
o teria inventado? Se tivessem sido os primeiros discípulos ou alguém de uma
geração posterior, nenhum motivo razoável para tal invenção poderia ser
apresentado. Até o edito de Milão, no ano 303 d.C., os cristãos sofriam perseguição,
geralmente sendo torturados e martirizados, odiados e oprimidos por suas
crenças. Por que alguém inventaria uma mentira que só poderia lhe render ser
crucificado, apedrejado ou decapitado? Quem mente, o faz procurando algum tipo
de benefício próprio, algum favorecimento e claramente não era este o caso. E
se eles não soubessem que esta mentira lhes traria tantos problemas, teriam
desistido dela assim que começassem a enfrentar problemas. No entanto, não
existe nenhum registro de alguém que tenha confessado ter inventado uma
história dessas, nem mesmo quando estavam sendo martirizados. Alguns evitaram a
morte, rejeitando a Cristo e adorando o imperador para poupar a vida, mas
ninguém jamais disse que o Cristo era um mito elaborado pelos discípulos. Desde
o tempo da crucificação existem pessoas tentando desmerecer a pessoa de Cristo,
como muitos judeus em sua época. Qualquer testemunho ou prova de que o Cristo
divino seria um mito teria sido de grande valia para seus perseguidores. No
entanto, como podemos verificar, não existe nenhum registro, nada que possa ser
usado como prova para validar este argumento.
Desta forma,
podemos afirmar que Jesus não é um mito.
4.
Jesus era um guru?
Talvez os
evangelhos tenham dito a verdade sobre Jesus e como ele não poderia ser nem
mentiroso nem louco, sua declaração era verdadeira, mas quando ele afirmou ser
Deus, não seria de uma forma literal, mas mística. Muitas religiões orientais
afirmam que o homem é divino, mas que ainda não atingiu esta consciência.
Jesus poderia ser
um místico iluminado, um guru, e apenas ter compreendido sua divindade
interior. Milhares de pessoas no passado e no presente afirmaram ser deus,
embora não fossem nem mentirosas nem loucas. Elas eram gurus (mestres da vida
interior), yogis (praticantes da yoga), roshis (professores mais velhos no
Zen-budismo), mestres espirituais e místicos iluminados.
Mas por que Jesus
não poderia enquadrar-se nessa classe?
Um motivo muito
simples é que Jesus era judeu. Um judeu jamais foi guru e um guru jamais foi
judeu.
As diferenças e
contradições entre o judaísmo de Jesus e o ensinamento oriental de todos os
gurus, hinduístas, budistas, taoístas ou da Nova Era são tantas, tão grandes e
tão óbvias que teríamos de ser tolos para não perceber. Estaríamos contrariando
toralmente todas as evidências históricas se considerássemos Jesus como um
hindu ou um tipo genérico universal de “consciência iluminada”, e não como o
judeu que de fato ele era. Não há como ignorarmos sua ascendência judaica.
Se Jesus fosse um
guru ou um místico ele teria sido o pior mestre da história e fracassado
completamente em transmitir qualquer dos ensinamentos dos gurus.
Os místicos
orientais ou gurus acreditam num deus panteísta e imanente. A “iluminação”
consistiria na compreensão de que nós e tudo o mais seriamos todos, e em ultima
instância, deus. Deus é tudo e tudo é Deus, esta seria uma ótima definição para
isso.
A doutrina
judaica ensina que Deus difere de sua criação. Deus criou o mundo a partir do
nada e existe um abismo infinito entre Criador e criatura. Para um judeu,
confundir ou identificar a criatura com o Criador é idolatria, um pecado
terrível. A crença na transcendência de Deus claramente distingue o judaísmo
das religiões místicas, e separa Jesus dos gurus.
O que um guru
diria se você dissesse a ele: “Descobri que sou deus”? Ele diria: “Parabéns,
finalmente você descobriu”.
E o que
aconteceria se um judeu dissesse isso a dois mil anos atrás? Seria apedrejado
ou crucificado.
Para os judeus
Deus é uma pessoa, que se revelou a Moisés no episódio da sarça ardente, quando
lhe disse seu nome: “EU SOU”.
Veja o contraste.
Para os gurus, “Eu” é o nome da ilusão derradeira. A individualidade, a
personalidade e a unidade pessoal são a ilusão suprema e ser “iluminado” é se
desprender cada vez mais deste sentido de individualidade.
Os místicos
acreditam que Deus não pode ser conhecido, a não ser que seja sem palavras,
através de uma experiência mística. Os judeus creem que Deus se fez conhecido
publicamente por feitos, palavras e por escritos inspirados divinamente.
Para os místicos
orientais, deus seria passivo, nós poderíamos encontra-lo, mas ele não faria o
mesmo por nós. Para os judeus, Deus é o iniciador ativo, nossa busca por ele
está sempre destinada ao fracasso, mas a busca de Deus por nós é bem sucedida.
O Deus dos judeus
tem vontade própria, transmite ordenanças, faz distinção entre o bem e o mal,
na verdade, odeia o mal e ama o bem. O Deus panteísta dos gurus não tem
vontade, nenhuma lei e nenhuma preferência. Não faz distinção entre certo e
errado e está além do bem e do mal.
O Deus dos gurus
não julga e não pune, não existe pecado nem inferno e nenhuma separação desse
deus, por que ele é tudo o que existe, inclusive os seres humanos. O que mais
se aproxima de uma punição seria a ideia de sucessivas reencarnações e a
continuidade do carma, mas um dia, todos chegariam aos estágios mais elevados
de iluminação estando todos os seres vivos envolvidos nesse processo.
Os judeus e
cristãos ensinam sobre a justiça e o julgamento eterno e derradeiro. O Criador
e a criatura estão separados por causa do pecado e se não houver reconciliação,
o inferno e a condenação eterna será o destino inevitável.
O que Jesus
ensinava? De maneira forte, clara e evidente, acreditava no inferno e falou
bastante nisso.
De qualquer
forma, do ponto de vista humano Jesus não tinha como conhecer as religiões
orientais, apesar de alguns afirmarem que ele teria feito viagens pela índia no
período dos doze aos trinta anos em que a Bíblia se cala sobre sua história.
Diferentemente do que vimos sobre a possibilidade das histórias sobre Jesus no
Novo Testamento serem um mito, as histórias que afirma que Jesus teria feito
essas viagens são mitos iniciados e difundidos séculos depois de sua vida. Não
existe documento algum dos primeiros séculos depois de Cristo que confirmem
esta ideia.
Por tudo isto,
Jesus não era guru.
O que nos resta
então?
Jesus é Deus, o
Senhor!
De acordo com
esta linha de raciocínio e argumentações lógicas baseadas na razão, esta é a
única explicação.
Esta explicação é
intrinsecamente possível. Não existe qualquer inconsistência interna ou
externa, nenhum fato histórico, científico, filosófico ou conhecimento comum
que a refuta.
Esta é a única
alternativa racional e sincera.
Se você não
acredita na divindade de Cristo não pode ser por questões racionais, pois não
há um motivo contra o cristianismo que não seja refutado racional e
logicamente. Se você não acredita, não pode ser por causa da razão, mas por
outros motivos, não por que possa confrontar os argumentos.
O alvo do ódio e
da rejeição não é Cristo, mas os cristãos. Comumente é o medo da Igreja, de
seus ensinamentos e de sua autoridade. O que a Igreja deve fazer não é manejar
um porrete, mas apresentar a cruz. Admitir que Jesus é divino é o mesmo que
aceitar sua autoridade absoluta sobre nossa vida.
Algumas pessoas
têm medo do sobrenatural, porque é misterioso e incontrolável. Se existe um
Deus sobrenatural, e se esse Deus fez algo tão estranho como tornar-se homem,
então essa realidade está muito além do nicho organizado e confortável em que
muitas pessoas gostam de se esconder.
Se Jesus é Deus,
temos que enterrar nosso orgulho e abrir mão do controle e da direção de nossa
vida, para ouvirmos o que o Deus criador e Todo Poderoso tem a nos dizer e orientar.
Se você não
acredita na divindade de Jesus, estou aberto para conhecer suas argumentações
que comprovem racional e logicamente suas crenças.
Se você não nunca
acreditou que Jesus é Deus, mas talvez tenha ficado em dúvida ao ler este
artigo, também estou aberto para discutir melhor o assunto, pois sei que estas
linhas que resumem este raciocínio não encerram todas as possibilidades e muito
ainda pode ser dito a favor e também contra esta ideia.
O que eu
sinceramente não gostaria, é que você continuasse indiferente ao ler este
artigo, pois ele é crucial para a eternidade de sua existência.
Se Jesus não é
Deus, você pode continuar com sua vida sem se importar com o que a Bíblia diz e
nem se existe céu ou inferno.
Mas se Jesus é
Deus, e como acabamos de ver não é tão simples afirmar o contrário, então é bom
você começar a se preocupar com a eternidade de sua alma, pois se você não se
reconciliar com o Criador irá certamente, inexoravelmente, indubitavelmente
passar toda a eternidade de sua existência em tormento, angustia e aflição, sem
a menor esperança ou possibilidade de alívio, eternamente afastado da presença
de Deus, fadado ao sofrimento eterno no inferno.
Pense nisso.
Raciocínio baseado no livro "Manual de defesa da Fé - Apologética cristã", de Peter Kfreeft e Ronald K. Tacelli.
Raciocínio baseado no livro "Manual de defesa da Fé - Apologética cristã", de Peter Kfreeft e Ronald K. Tacelli.