sexta-feira, 24 de abril de 2020

TIAGO CAPÍTULO 2

TIAGO 2

● Tg 2:1 Meus irmãos, como crentes
em nosso glorioso Senhor Jesus
Cristo, não façam diferença entre as
pessoas, tratando-as com
parcialidade.
2 Suponham que na reunião de
vocês entre um homem com anel de
ouro e roupas finas, e também entre
um pobre com roupas velhas e sujas.
3 Se vocês derem atenção especial
ao homem que está vestido com
roupas finas e disserem: “Aqui está
um lugar apropriado para o senhor”,
mas disserem ao pobre: “Você, fique
em pé ali”, ou: “Sente-se no chão,
junto ao estrado onde ponho os
meus pés”,
4 não estarão fazendo discriminação,
fazendo julgamentos com critérios
errados?

V. 4 ARA 4 não fizestes distinção
entre vós mesmos e não vos
tornastes juízes tomados de
perversos pensamentos?

V. 4 Tiago 2: 4. Porventura não
fizestes distinção entre vós mesmos,
e não vos fizestes juízes de maus
pensamentos?

A ideia dessa passagem é: "Deus não
faz acepção de pessoas, por que
vocês deveriam fazer?

● Atos dos Apóstolos 10: 34. E,
abrindo Pedro a boca, disse:
Reconheço por verdade que Deus
não faz acepção de pessoas;

Não há muito o que dizer sobre essa
passagem, é algo bastante óbvio.

Vale a pena pensar um pouco no v.
4. O versículo fala de fazer
julgamento com critérios errados ou
nos tornarmos juízes tomados de
perversos ou maus pensamentos?

O julgamento errado seria olharmos
a aparência das pessoas, darmos
valor ao rico bem vestido com um
anel de ouro e tratarmos de
qualquer jeito um pobre e mau
vestido.

O que a Bíblia ensina para nós com
relação a julgarmos?

Mateus 7: 1. NÃO julgueis, para que
não sejais julgados. 2. Porque com o
juízo com que julgardes sereis
julgados, e com a medida com que
tiverdes medido vos tornarão a
medir.

Jesus nos adverte que se fizermos
julgamentos superficiais, com
critérios errados ou tomados por
maus pensamentos, seremos
julgados com o mesmo rigor.

E mais pra frente no sermão do
monte Jesus vai nos ensinar como
devemos julgar:

Mateus 7: 15. Acautelai-vos, porém,
dos falsos profetas, que vêm até vós
vestidos como ovelhas, mas,
interiormente, são lobos
devoradores.

Interessante que aqui Jesus mostra
que a vestimenta não revela o
caráter da pessoa, não devemos
julgar pela aparência, pois o que
importa é o interior da pessoa.

Mateus 7: 16. Por seus frutos os
conhecereis. Porventura colhem-se
uvas dos espinheiros, ou figos dos
abrolhos? 17. Assim, toda a árvore
boa produz bons frutos, e toda a
árvore má produz frutos maus. 18.
Não pode a árvore boa dar maus
frutos; nem a árvore má dar frutos
bons. 19. Toda a árvore que não dá
bom fruto corta-se e lança-se no
fogo. 20. Portanto, pelos seus frutos
os conhecereis.

É pelos frutos, ou seja, é conhecendo
a vida da pessoa, sabendo como ela
age, o que ela faz, o que essa pessoa
produz na vida dela.

O julgamento que a Bíblia ensina é
um julgamento cuidadoso, baseado
num conhecimento profundo da
pessoa, da situação, dos motivos.

É impossível fazer um julgamento
justo se for superficial.

Por isso eu não posso e não devo
fazer um julgamento de alguem que

acabou de entrar na igreja, baseado
apenas nas suas roupas.

E se eu faço isso tenho que ter
cuidado, pois Jesus disse que
aconteceria do mesmo jeito comigo.

E disse mais sobre pessoas que
julgam de qualquer jeito:

Mateus 7: 21. Nem todo o que me
diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino
dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos
céus. 22. Muitos me dirão naquele
dia: Senhor, Senhor, não
profetizamos nós em teu nome? E

em teu nome não expulsamos
demônios? E em teu nome não
fizemos muitas maravilhas? 23. E
então lhes direi abertamente: Nunca
vos conheci; apartai-vos de mim, vós
que praticais a iniquidade.

Cuidado, muito cuidado para não
ficarmos julgando o tempo todo.

E se eu não conheço bem a pessoa e
a situação, saber os frutos que a
pessoa produz em sua vida e qual o
fruto que levou até a situação que
estou julgando, muito cuidado...

Podemos estar colocando nossa
salvação em risco agindo assim.

E nos próximos versículos, Tiago vai
apresentar três argumentos para não
favorecermos os ricos.

1) Ele vai dizer que os ricos
perseguem os pobres (crentes) v. 5-7

2) Que o favoritismo é uma violação
a lei do amor e por isso é pecado v.
8-11

3) E por fim, que o favoritismo será
condenado. V. 12,13

Tiago 2: 5. Ouvi, meus amados
irmãos: Porventura não escolheu
Deus aos pobres deste mundo para
serem ricos na fé, e herdeiros do
reino que prometeu aos que o
amam?

Tiago continua demonstrando os
erros de julgar pela aparência. Você
vai favorecer o rico e desprezar o
pobre?

Pois Deus faz exatamente o
contrário, Ele escolhe os pobres para
serem ricos em fé.

Novamente um ensinamento
presente no sermão do monte.

● Lucas 6: 20. E, levantando ele os
olhos para os seus discípulos, dizia:
Bem-aventurados vós, os pobres,
porque vosso é o reino de Deus.

Os versículos 7 e 8 completam a
ideia de que os ricos perseguem os
pobres. É como se Deus perguntasse,
o que é que vocês estão usando para
basear seus julgamentos?

Demonstra o julgamento errado do
v. 4, só mesmo julgando com
critérios errados ou se tornando juiz

tomados de pensamentos maus ou
perversos:

● Tg 2:6 Mas vocês têm desprezado
o pobre. Não são os ricos que
oprimem vocês? Não são eles os que
os arrastam para os tribunais?
7 Não são eles que difamam o bom
nome que sobre vocês foi invocado?

Então Tiago vai dizer que o
favoritismo é uma violação a lei do
amor e por isso é pecado, v. 8-11.

● Tg 2:8 Se vocês de fato
obedecerem à lei do Reino
encontrada na Escritura que diz:

“Ame o seu próximo como a si
mesmo”, estarão agindo
corretamente.
9 Mas se tratarem os outros com
parcialidade, estarão cometendo
pecado e serão condenados pela Lei
como transgressores.
10 Pois quem obedece a toda a Lei,
mas tropeça em apenas um ponto,
torna-se culpado de quebrá-la
inteiramente.
11 Pois aquele que disse: “Não
adulterarás”, também disse: “Não
matarás”. Se você não comete
adultério, mas comete assassinato,
torna-se transgressor da Lei.

Nos v. 8 e 9 Tiago está tentando
demonstrar como deveria ser
simples para nós obedecermos. Se
eu amasse o próximo como a mim
mesmo, eu não faria esse tipo de
julgamento superficial, pois eu sei
que é injusto e eu jamais seria
injusto comigo mesmo.

E nos v. 10 & 11 ele mostra que o
problema do homem pecador não é
com um determinado pecado de
forma individual.

A Lei do reino no v. 8 é a lei do amor.
Deus é amor.

Violar essa lei de Deus, seja a menor
parte possível, é renegar a vontade
de Deus, é rejeitar a própria pessoa
de Deus.

Por isso quebrar um mandamento ou
todos eles não faz diferença, por que
ao fazer isso você está rejeitando
Deus.

Por isso é impossível o homem salvar
a si mesmo, pois não somos capazes
de obedecer tudo e uma única
desobediência nos torna rebeldes e
se estamos rejeitando Deus
abandonamos e somos expulsos de
sua presença.

● Tg 2:12 Falem e ajam como quem
vai ser julgado pela lei da liberdade;
13 porque será exercido juízo sem
misericórdia sobre quem não foi
misericordioso. A misericórdia
triunfa sobre o juízo!

Esse julgamento do v. 12 não deve
ser o julgamento no juízo final,
determinando se a pessoa será salva
ou não, pois Tiago está falando a
crentes, conf. V. 1. e o destino dos
crentes já está determinado,
conforme:

● Jo 5:24 Eu lhes asseguro: Quem
ouve a minha palavra e crê naquele
que me enviou, tem a vida eterna e
não será condenado, mas já passou
da morte para a vida.

Então, esse julgamento dos cristãos
aqui é aquele que definirá a
recompensa que cada um terá no
céu, o seu galardão. Isso será
conforme as nossas ações, nossas
obras aqui na terra.

Vemos isso, por ex., em:

● 1 Coríntios 3: 13. A obra de cada
um se manifestará; na verdade o dia

a declarará, porque pelo fogo será
descoberta; e o fogo provará qual
seja a obra de cada um. 14. Se a obra
que alguém edificou nessa parte
permanecer, esse receberá galardão.
15. Se a obra de alguém se queimar,
sofrerá detrimento; mas o tal será
salvo, todavia como pelo fogo. (Ou
como alguém que escapa através do
fogo).

E o versículo de Tg 2:13 reforça a
ideia de que da mesma maneira que
agirmos com os outros, Deus agirá
conosco.

Se julgarmos de forma superficial,
como no caso do rico e do pobre,
Deus fará o mesmo conosco.

Se agirmos sem misericórdia, Deus
não terá misericórdia de nós.

Esse é um conceito ensinado até na
oração do Pai Nosso:

● Perdoai as nossas ofensas assim
como nós perdoamos a quem nos
tem ofendido Mt 6:12

Portanto, a misericórdia tem que
triunfar sobre o juízo.

Temos que lembrar disso quando
estivermos fazendo algum
julgamento.

É muito difícil nós sermos
plenamente justos, principalmente
quando não conhecemos direito a
situação ou a pessoa.

Por isso, se estivermos fazendo
algum julgamento, mas a gente
percebe que não sabe muita coisa
sobre o assunto, às vezes a gente só
ouviu um lado da história, dá pra
perceber que estamos julgando de
forma superficial.

Então temos que nos lembrar disso
aqui.

Mesmo se tivermos indícios
apontando que uma ou outra pessoa
esteja errada, é melhor não julgar e
tomar uma decisão, pois mesmo se a
gente estiver certo, a misericórdia
tem que triunfar sobre o juízo.

E se estivermos errados então?

Devemos sempre dar preferência a
misericórdia do que ao juízo e
lembrar que Deus fará o mesmo
conosco.

Tiago 2: 14. Meus irmãos, qual é o
proveito, se alguém disser que tem
fé, mas não tiver obras? Será que
essa fé pode salvá-lo?

(NVI) Tiago 2: 14. De que adianta,
meus irmãos, alguém dizer que tem
fé, se não tem obras? Acaso (ess)a fé
pode salvá-lo?

No v. 12 Tiago falou: “Falem e ajam
como quem vai ser julgado pela lei
da liberdade”.

Tiago está nos ensinando a
importância que nossas ações tem.

De que adianta alguém ter fé se essa
fé não motiva a pessoa a fazer nada?

Não adianta nada.

E essa fé pode salvar alguém?

É claro que não.

Tiago 2: 15. Se um irmão ou irmã
estiver necessitando de roupas e do
alimento de cada dia 16. e um de

vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-
se e alimente-se até satisfazer-se",

sem porém lhe dar nada, de que
adianta isso?

Tem tanta utilidade pra Deus você
dizer: “eu tenho fé em Jesus, eu
creio em Jesus”

E essa fé não motivar a gente a
levantar desses bancos e fazer
alguma coisa,

Do que um de nossos irmãos chegar
pra gente e disser, puxa, eu estou
com frio, eu estou com fome.

E você disser pra ele, vai meu irmão.
Então coma e se aqueça.

E vira as costas e vai embora.

Que utilidade isso teria pra essa
pessoa?

Nenhuma.

Pois é, Tiago está dizendo que se a
tua fé não estiver acompanhadas das
obras daqueles que tem Cristo como
seu senhor e salvador,

Essa tua fé também não serve pra
nada.

É o versículo 17:

Tiago 2: 17. Assim, também a fé, se
não tiver obras, por si só está morta.

A gente precisa aprender que a fé +
as nossas ações é que vão
determinar qual é o tipo de fé que
nós temos.

Fé + as ações que o evangelho
ensinam, é igual a uma fé genuína,
verdadeira e salvadora.

Fé + ações desobedientes ou ação
nenhuma, é igual a uma fé inútil e
morta.

Ou seja, é a mesma coisa que fé
nenhuma.

Tiago 2: 18. Mas alguém dirá: “Você

tem fé, e eu tenho obras.” Mostre-
me essa sua fé sem as obras, e eu,

com as obras, lhe mostrarei a minha
fé.

Tiago diz que é impossível separar a
fé das obras.

Ele está ensinando qual a maneira de
demonstrar se você tem fé ou não.

Mostre as suas obras e aí eu vou
saber que tipo de fé você tem.

Tiago 2: 19. Você crê que existe um
só Deus? Muito bem! Até mesmo os
demônios creem — e tremem!
20. Insensato! Quer certificar-se de
que a fé sem obras é inútil?

Isso aqui são palavras bem duras.

Tiago mostra a inutilidade de uma fé
sem obras de uma maneira terrível.

Crer que Deus é um só era um dos
principais credos judaicos, que eles
chamavam de shema,

Deuteronômio 6: 4. Ouça, ó Israel: O
Senhor, o nosso Deus, é o único
Senhor.

E esses versículos dizem que uma
pessoa que dissesse crer nisso mas
não tivesse as obras que
acompanham a fé, estava na mesma
condição dos demônios.

Em outras palavras, uma fé sem
obras não passa de uma fé
demoníaca.

Como ele diz no v. 20, uma fé sem
obras é inútil.

E os próximos versículos continuam
demonstrando isso.

Tiago 2: 21. Não foi Abraão, nosso
antepassado, justificado por obras,
quando ofereceu seu filho Isaque
sobre o altar?
22. Você pode ver que tanto a fé
como as suas obras estavam atuando
juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas
obras.
23. Cumpriu-se assim a Escritura que
diz: "Abraão creu em Deus, e isso lhe
foi creditado como justiça", e ele foi
chamado amigo de Deus.

24. Vejam que uma pessoa é
justificada por obras, e não apenas
pela fé.

Eu entendo que esses versículos
resumem bem toda a argumentação
que Tiago está usando aqui.

Ele deixa bem claro que é impossível
separar a fé das obras (v.22).

A ARA diz:
Tiago 2: 22. ...com efeito, foi pelas
obras que a fé se consumou,

NVI: Tiago 2: 22. ...e a fé foi
aperfeiçoada pelas obras.

As duas traduções são possíveis e
mostram que é através das obras
que a fé se aperfeiçoa ou que a fé se
completa.

Nós conhecemos bem Ap 2:10, seja
fiel até a morte e te darei a coroa da
vida.

Sendo fiel até a morte, trabalhando
com boas obras até a morte, nossa
fé vai se aperfeiçoando até que ela
se complete.

Mas nós temos que tomar cuidado
para interpretarmos isso aqui de

forma correta, pois Tiago não está
contradizendo Paulo,

Quando Paulo diz que nós somos
justificados pela fé e não por obras,
em Ef 2:8,9

E isso está claro neste texto.

O v. 21 demonstra que Abraão foi
justificado por obras quando
ofereceu seu filho Isaac no altar

Mas o vers. 23 diz que Abraão creu
em Deus e é isso que lhe foi
creditado como justiça.

Ou foi imputado como justiça, ou lhe
foi atribuído para justiça.

Depende da tradução.

Mas a ideia é que a justiça foi
colocada na conta dele.

Quando ele creu em Deus, Deus
colocou na conta dele, atribuiu a ele
justiça.

Pra entender direito temos que ver
essa passagem no AT.

Esta passagem que fala que Abraão
creu está em Gn 15:6.

Aqui foi que Deus creditou a justiça
na conta de Abraão.

E ele vai oferecer seu filho Isaac só
em Gn 22:9,10.

Então isso confirma o raciocínio de
Tiago.

A fé fez com que Abraão fosse
declarado justo, conforme Paulo
ensina.

E a obra de Abraão demonstrou que
essa fé era genuína.

E aí fecha de forma claríssima com o
v. 24

Tiago 2: 24. Assim, vocês percebem
que uma pessoa é justificada pelas
obras e não somente pela fé.

Então, não é que a obra justifica,
mas a obra deixa claro que a pessoa
foi justificada.

Quer saber se a sua fé é verdadeira
ou não?

Olhe para a sua vida e veja as obras
que você tem praticado.

E Tiago pede a conta e passa a régua
nos v. 25,26:

Tiago 2: 25. De igual modo, será que
não foi também pelas obras que a
prostituta Raabe foi justificada,
quando acolheu os emissários e os
fez partir por outro caminho?
26. Porque, assim como o corpo sem
espírito é morto, assim também a fé
sem obras é morta.

É o mesmo argumento com Raabe,
demonstrando a importância das

ações dela para que ela pudesse ser
justificada.

A grande questão aqui é mostrar a
diferença nas pessoas.

Abraão, além de judeu é identificado
como sendo amigo de Deus (v.23).

Raabe era mulher, gentia e
prostituta.

Olha que ensinamento pra gente
tomar cuidado quando julgar as
pessoas.

Nós não temos que olhar o que uma
pessoa foi, se ela era um bêbado,
drogado, bandido, assassino.

A gente tem que olhar quais são as
obras que a pessoa está fazendo
agora.

É isso que me dá um parâmetro pra
saber se a fé da pessoa é genuína ou
não.
Isso serve pra presidiários famosos
que as vezes dizem que se
converteram na cadeia, até viram
pastores ou pastoras.

É olhando pra atitudes dessas
pessoas que a gente vai se orientar
pra tentar entender se a fé delas é
genuína ou não.

Por que o corpo sem espírito está
morto

Assim como a fé sem obras está
morta.