Vou publicar trechos de uma série de conversas que tenho através de um trabalho feito pela internet. Meios diversos são usados, como redes sociais, e-mail, blogs, e outros. Nomes e lugares citados serão alterados para preservar a identidade e privacidade dos envolvidos. Perguntas e respostas de pessoas diferentes também podem ser agregados para uma melhor compreensão de determinados assuntos. Espero e acredito que com o auxílio de Deus estas reflexões sejam para o proveito daqueles que se interessarem. Que Deus nos ilumine e capacite em tudo aquilo que diz respeito a Ele e a Sua revelação para a humanidade.
Pergunta:
O que seria um Deus? Se Deus existe, quem é seu antecessor? Por que Deus criou o universo? O universo é eterno?
Resposta:
Como compreender Deus? Como compreender um ser eterno? Se
Deus criou tudo, então quem criou Deus? Se Deus criou todas as coisas, o que
havia antes de Deus ter criado todas as coisas? Se existe um Deus, então podem
existir vários deuses?
Bom, primeiramente o ser humano não tem capacidade para
compreender de fato o que é eterno, o que é infinito. Nossas mentes são
limitadas e o que não tem limites, o que for infinito ou eterno não pode caber
em algo que é finito. Não tem outro jeito, o ser humano é obrigado a aceitar
que alguns assuntos ele não tem como decifrar, ao menos por enquanto.
É difícil compreender um Deus que seja eterno, que sempre
tenha existido e criado todas as coisas? É evidente que é muito difícil, mas
excluir Deus de nossa cosmovisão, que é a maneira como compreendemos tudo o que
existe seja físico, material ou espiritual, também não é simples como parece,
na verdade complica ainda mais o raciocínio e as possibilidades. Eu acredito
que cada pessoa tenha sua própria cosmovisão, pelo menos até hoje não encontrei
duas pessoas que acreditem exatamente nas mesmas coisas, que concordem em todos
os aspectos sem divergir em algum ponto.
Imaginemos o universo sem Deus. Se não existe um Deus que
tenha criado todas as coisas, ainda assim elas têm que ter uma origem. Já
comentei que existem diversas teorias sobre possíveis origens para o universo,
mas todas elas são apenas teorias e todas possuem falhas e incongruências.
Digamos que tudo se originou em uma grande explosão, o Big Bang. Um único ponto
do tamanho de um átomo contendo toda a energia que existe no universo,
simplesmente, CABUM! É claro que hoje alguns dizem que não houve
necessariamente uma explosão, mas...
De onde veio toda a energia acumulada e concentrada em um
único ponto de tamanho nuclear? A ciência, por mais avançada que esteja não
consegue chegar a uma explicação minimamente razoável para esta questão. Cientistas
desenvolvem teorias a partir das primeiras frações de segundo a partir desta
explosão, mas tem dificuldades em explicar por que ela teria ocorrido.
Alguns afirmam, entre estes muitos ateus, que se pessoas
podem acreditar em um Deus que seja eterno e criador de todas as coisas, por
que o próprio universo não poderia ser eterno? Se voltarmos no tempo
indefinidamente não poderíamos chegar a uma época em que nada existisse além de
algum tipo de matéria primitiva que ao longo de bilhões e bilhões de anos foram
interagindo, se transformando, até que um dia chegassem ao estagio em que está
hoje? Dessas mesmas interações não poderia ter surgido em algum momento uma
espécie de matéria orgânica, uma primeira forma de vida primitiva que também
sofreu um processo lento e gradativo de evolução até que atingisse as formas de
vida que conhecemos?
De qualquer forma, se é difícil para alguns acreditarem em um
Deus que seja eterno, também é tão difícil quanto acreditar em um universo
eterno.
Em imaginação, tente retroceder o mais que puder na história
do universo. Se conseguir chegar nestes elementos básicos que primeiramente
teriam interagido entre si para dar origem a tudo mais, me responda: De onde
vieram esses elementos básicos? De onde se originaram estes elementos para que
existissem ali? Neste exercício de imaginação, se retrocedermos até os limites
de nossas mentes não teríamos que chegar a um momento em que simples e
absolutamente nada existiria? Nada, o vazio, total inexistência. Se
conseguirmos retroceder até este ponto, de onde surgiria algo? Se nada existia,
nenhuma força, nenhuma energia, nenhuma matéria, como aconteceria qualquer
coisa que fosse para dar origem a qualquer coisa que fosse? Se não existia
nada, por que aconteceria um PUFF! Para que algo acontecesse. Se não havia
nada, esse nada deveria permanecer sendo nada, não poderia surgir algo, pois
não havia de onde surgir nada. O que aconteceria para que do nada algo
surgisse?
Difícil, não é? Se esse retrocesso for feito pensando em
Deus, chegaremos ao mesmo problema. Em algum momento haveria apenas Deus e nada
mais? Se existe um tempo em que Deus não teria criado nada, Ele mesmo poderia
existir? Onde ele estaria? E se houve um tempo em que existia apenas Deus, como
ir além disso, como retroceder mais? Se esse retrocesso for infinito, como
imaginar um tempo infinito antes deste tempo?
Como pode ver, nós simplesmente não temos uma boa
explicação.
Qual é o meu modo de ver as coisas? Entre essas duas
possibilidades que simplesmente não posso compreender, que é impossível
decifrar, a que menos me parece absurda é a hipótese de haver um Deus que seja
eterno. Se eu não tenho como compreender algo que seja eterno, me parece muito
mais lógico crer em um Deus que seja eterno, ainda que eu não possa
compreendê-lo, e que tenha criado todas as coisas. Neste retrocesso imaginário,
se eu chegar a um Deus, ainda que eu não o compreenda, consigo chegar ao início
de todas as coisas, pois Ele as teria criado. Agora, se eu retroceder até um
ponto em que nada exista, não consigo imaginar algo que pudesse ter um início.
Acho que
você precisa levar em consideração que tudo isso sobre a criação do universo,
ou no caso, sobre a Terra, não pode ser entendido como um fato, uma certeza, ou
algo aceito como verdadeiro por toda a comunidade científica. Na verdade,
ninguém pode afirmar com 100% de certeza que sabe como a Terra e muito menos
como o universo se originou. Tudo o que existe são teorias. Existem ramos da ciência, com cientistas respeitáveis que
estudam evidencias que dão uma origem para o planeta de apenas alguns mil anos , algo em torno de 12 mil anos, o que curiosamente se aproxima bastante
dos relatos bíblicos. Quero deixar claro que não são cientistas crentes
fanáticos tentando comprovar que a Bíblia está certa, a maioria deles fica
estarrecido quando percebe que as descobertas mais recentes se aproximam de
relatos bíblicos, que muitos deles nem conheciam por não serem crentes.
Por que Deus criou todo este universo? Será que existe um propósito para tudo isso? Vou citar um trecho de uma passagem bíblica:
Romanos 1:20 “Pois desde a criação do mundo os atributos
invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos
claramente, sendo compreendidas por meio das coisas criadas...”
Como compreender um Deus que tenha tamanho poder, tamanha
capacidade, tamanha inteligência a ponto de criar um universo de proporções
infinitas (é claro que não é infinito, mas proporcionalmente ao nosso tamanho é
de proporções infinitas) e criar um punhado de criaturas em um cantinho
isolado, quase imperceptível em um cantinho deste universo e fazer isso de
forma escondida, sem se revelar a estas criaturas. Se existe um Deus criador,
por que Ele se mantém escondido? E por que criar um universo tão
assombrosamente gigantesco para colocar vida aparentemente somente em um
planetinha quase insignificante girando ao redor de um sol de apenas 5ª
grandeza? Será que isso faz algum sentido?
Por outro lado, como podem existir pessoas que tenham plena
convicção que esse Deus incomensurável realmente existe e acreditem ter provas
claras e irrefutáveis de sua existência e ao mesmo tempo pessoas que tenham
essa mesma convicção que é absurda a ideia da existência desse Deus, que
acreditem, tenham plena convicção e que possam inclusive demonstrar pelos mais
diversos meios que esse Deus não existe e que o universo não precisa de um ser
criador, mas que ele existe por si mesmo e que é algo totalmente tolo e
infundado acreditar em qualquer coisa que seja divina, transcendente ou
espiritual, mas que apenas a matéria e energia realmente existem?
Por que existiria um Deus que criaria um universo tão
complexo, com leis que a inteligência humana, com as mais modernas tecnologias,
ainda está tão distante de compreender. O homem não sabe explicar o que é a
força da gravidade, não entende por que o macro universo e o microuniverso
parecem funcionar com leis diferentes e não conseguem explicar como é que elas
interagem, ainda não se criou uma maneira de explicar como podem existir as
leis físicas e as leis quânticas, parecem dois universos distintos que
funcionam de maneiras diferentes, como é que isso pode ser possível? Por que
Deus criaria um universo como este, em que homens pudessem deixar de percebê-lo
como o criador? Por que todas estas leis, por que a possibilidade de imaginar
que o universo possa existir sem sua presença, por que deixar que estes homens
possam imaginar e demonstrar que tudo existe por causa das interações de
matéria, energia e forças, que tudo pode ter se originado através dessas leis
que ainda não compreendemos totalmente, mas que são a verdadeira origem do
universo e da vida, por que é tão difícil perceber Deus no meio de sua criação,
por que o homem é capaz de “provar” que o universo não foi criado por um Deus,
mas que apenas evoluiu até seu estado atual? Se realmente existe um Deus
criador que deseja salvar a humanidade, não seria mais simples ele ter deixado
sua marca visível na criação, uma maneira fácil para o homem reconhece-lo,
percebê-lo e saber que ele de fato existe e que é o criador de todas as coisas?
Por que criar todo este universo pra nada? Por que se esconder, por que tornar
tão difícil demonstrar sua existência, por que permitir que o homem acredite
que ele não existe? Parece que nada faz sentido.
Se eu parasse de escrever por aqui, o que pareceria? Dá a
impressão que estou querendo colocar mais dúvidas em sua cabeça, não é?
Eis a questão. Eu não só acredito que Deus existe, mas
também acredito que ele deixou claras provas para nos demonstrar isso.
Por que Deus criou todo este universo? Por que bilhões e
bilhões de galáxias para inserir um único planeta com vida? O Deus em que
acredito, apesar de acreditar nele, não tenho a menor ideia de como defini-lo. Se falo de um universo com proporções
infinitas, para mim o único que é realmente infinito é Deus. Se o universo nos
assombra por sua imensidão, eu creio que ele é pequeno, insignificante diante
do Deus em que acredito. Se o universo para nós é complexo e impossível de
compreender, para Deus eu creio que tudo isso é muito simples. Eu creio que
Deus deixou alguns sinais claros de sua presença na criação e manutenção do
universo, sinais estes capazes de fazer mudar de lado alguns importantes
cientistas que começaram suas carreiras como ateus convictos, mas que diante de
suas descobertas não tiveram outra opção, a não ser se render a crença de que é
impossível tudo existir sem que haja uma inteligência transcendente por traz de
tudo. Sinais por exemplo como o design inteligente presente no universo ou a
sintonia fina necessária para sua existência. Se não souber o que é isso,
podemos falar sobre o assunto, é muito interessante e tem muito mais de onde
vieram estes.
Por que este universo com bilhões e bilhões de galáxias?
Tentei demonstrar um pouco de como é o Deus em que acredito. Lembra-se do
versículo que deixei logo no começo? Eu acredito em um Deus que é muito grande,
cara, é muuuuuuuuito poderoso, é tremendo e eu nem sequer consigo imaginar como
ele realmente é. Por que este universo tão gigantesco? Justamente pra
justificar esta minha crença em um Deus tão poderoso. Cara, eu não sei te dizer
realmente como Deus é, mas acho que não é uma ofensa dizer que ele é monstruoso
por ser simplesmente infinito! Se eu não compreendo o universo, como tentar
compreender Deus? Deus é muito maior, mais complexo e poderoso do que tudo
aquilo que possamos imaginar que existe no universo. Deus sendo tão imenso e eu
sendo tão incapaz de compreendê-lo, de entender o quanto ele é poderoso, como
ele poderia me demonstrar que tem tanto poder? Taí o motivo para ele criar
tamanho universo. O universo nada mais é do que uma demonstração de como Deus é
poderoso, inteligente, sábio. Não é o que diz este texto de Romanos? “Os
atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina tem sido
vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas”. Por meio
deste universo de bilhões de galáxias, aqueles que quiserem podem compreender
sobre o eterno poder de Deus, sobre sua natureza divina, ou seja, sobre o fato
de que ele ainda é muito superior àquilo que ele mesmo criou, transcendendo o
próprio universo. Deus criou este universo para demonstrar o quanto ele é
poderoso.
E por que ele se esconde se quer nos salvar? Se fosse mais
fácil percebê-lo não seria tudo mais simples?
O que acontece se eliminarmos Deus da criação? Tudo o que
existe tem que ter passado a existir por conta própria, correto? Tudo tem que
ter evoluído de alguma maneira para que atingisse toda a complexidade que
conhecemos hoje. Para citarmos alguns cientistas e o que eles dizem sobre o
assunto, que tal começarmos com Leibniz, filósofo, cientista e matemático que
viveu de 1646 à 1716.? Um questionamento que fizemos outro dia também ocorreu a
ele:
“ Por que existe alguma coisa ao invés de nada?”
Pode parecer estranho, mas é exatamente isso. Se não existe
um Deus que tenha criado alguma coisa, não deveria haver um momento em que
simplesmente nada existisse? E se não existia nada, absolutamente nada e
nenhuma inteligência para que criasse alguma coisa, não seria muito mais logico
que simplesmente o nada permanecesse eternamente, ao invés de surgir alguma
coisa desse nada?
Se retirarmos Deus do processo de criação, qual a maneira
mais lógica e aceita para entendermos a atual complexidade do universo? Tudo
deve ter começado de uma maneira muito simples e evoluindo conforme as eras vão
passando até atingirem o estágio atual, correto?
Imagine a matéria evoluindo, apenas elementos inorgânicos,
forças e energias interagindo. Planetas, galáxias, estrelas vão se formando em
um universo em plena transformação, até que algo inacreditável acontece. De
elementos inorgânicos e sem vida, de alguma maneira que até hoje ninguém foi
capaz de explicar, surge algum tipo primitivo de espécime orgânico, ou seja, o
primeiro elemento vivo no universo! Deveria ser algo bem simples, digamos que
com uma cadeia de apenas 100 aminoácidos, que é o elemento mais simples que
conhecemos. Como isso aconteceu? Como esta matéria inorgânica interagiu para
atingir tamanha complexidade? Ninguém até hoje conseguiu explicar, nenhum
cientista com as tecnologias mais avançadas existentes.
É impressionante o que é necessário hoje em dia para que
haja vida em nosso universo. A complexidade biológica dos seres vivos é algo
assustadoramente impressionante! Uma única molécula possui uma estrutura
funcional que vai muito, mas muito além de qualquer máquina já inventada ou
sequer sonhada pelo homem.
E a sintonia fina presente e absolutamente necessária para
que haja vida? Você já ouviu falar nessa sintonia fina? Vou falar muito
brevemente sobre o assunto, apenas para que você saiba do que se trata.
Essa sintonia fina são parâmetros de extrema precisão
necessários para que a vida seja possível. Alguns são óbvios e de fácil
observação, como a distância entre a Terra e o Sol, que deve ser precisa. Perto
de mais, muito quente e longe demais, muito frio. Uma pequena variação de cerca
de 2% seria suficiente para que toda a vida cessasse. O planeta também precisa
girar na velocidade correta, lento demais e as temperaturas entre o dia e a
noite seriam extremas, rápido demais e as velocidades dos ventos seriam
desastrosas. Se a razão entre a força nuclear forte e à força eletromagnética
fosse diferente à razão de 1 parte em 1016, nenhuma estrela poderia
ter se formado. Como poderia haver vida sem a presença do Sol? Estes números
podem ser de difícil compreensão, mas em termos de precisão, é como se um
atirador de elite quisesse acertar uma moeda no extremo oposto do universo, a
uma distância de 20 bilhões de anos luz!
A precisão exigida para a existência da vida não apenas no
planeta Terra, mas em todo o universo é impressionante. Alguns estudos
demonstram que a probabilidade de um planeta como a Terra existir no universo é
de aproximadamente 1 em 1030. Para entender o que significa este
número, a probabilidade descrita como sendo de 1 em 1010 é o mesmo
que dizer que a chance para que isto aconteça seja de 1 em 10.000.000.000 ou
seja, uma em cada dez bilhões. Este é o número real do número 10 elevado a
décima potência. Daí dá para se ter uma noção do que é este cálculo. Vale apena
lembrar que a própria ciência afirma que para que algo seja considerado
possível a chance para que aconteça não pode ser maior do que a de 1 em 1015.
A partir deste número, a ciência afirma que é praticamente impossível que
alguma coisa aconteça.
Estamos apenas arranhando a superfície da questão. A
complexidade exigida para que exista uma ordem no universo e não o caos total é
impressionante. A complexidade exigida para que haja vida neste mesmo universo
é infinitamente mais impressionante.
O que aconteceria se você estivesse andando em um campo
gramado e de repente pisasse em um relógio no chão. Será que você imaginaria
que aquele relógio sempre esteve ali desde a eternidade, ou então que tenha
surgido ao acaso, quem sabe da interação da grama, da terra, de alguns bichos
vivos e mortos e sabe-se lá mais o que? Um exemplo absurdo? Realmente é. É
natural imaginar que um relojoeiro tenha projetado o relógio, tenha feito cada
uma de suas peças compreendendo como elas se interligariam para que o relógio
funcionasse, e que alguém que o tivesse comprado, simplesmente o tivesse
deixado cair ali. Eis a maravilha! Todas as indicações de perspicácia, todas as
manifestações de projeto presentes no relógio, toda a lógica e raciocínio
presentes em seu funcionamento também estão presentes nas obras da natureza,
mas com uma grande diferença: na natureza elas são ainda muito maiores, mais numerosas,
num grau que ultrapassa todos os cálculos possíveis de serem feitos pelos seres
humanos.
A maneira como o universo existe, toda a sua complexidade e
tudo o que é necessário para que a vida exista é algo absurdamente preciso, por isso fala-se
no “design inteligente”. A questão aqui é que para que haja esse design, é
muito natural que pensemos em um designer, ou seja, alguém que tenha projetado
tudo isso. Na verdade, é necessária uma fé “quase cega” para se acreditar que
simplesmente o acaso, a sorte ou seja lá como chamem, tenha originado toda esta
complexidade existente e ainda mais toda essa “sintonia fina” de que estamos falando. É necessário
uma precisão assombrosa, espantosa, eu ia dizer milimétrica, mas um milímetro é
algo gigantesco perto da precisão necessária, mas pretendo falar sobre isso
mais a frente. Quando disse que muitos cientistas deixaram de ser ateus é por
causa de informações como essas, pois fica praticamente impossível entender
como simplesmente a sorte, a causalidade pode ter gerado aleatoriamente tudo o
que existe, principalmente a vida, por isso é praticamente impossível extinguir
a ideia de uma inteligência superior que esteja por traz de todo este
sincronismo, de toda essa complexidade para que exista ordem no universo e não
um caos infinito. Veja o que Einstein disse sobre o assunto:
— “Você acha estranho que eu considere a compreensibilidade
do mundo (na medida em que somo autorizados a falar dessa compreensibilidade)
como um milagre ou como um eterno mistério. Bem, a priori, deveríamos esperar
um mundo caótico, que a mente não pudesse captar de modo algum […] a espécie de
ordem criada pela teoria da gravidade de Newton, por exemplo, é totalmente
diferente. Mesmo que o homem proponha os axiomas da teoria, o sucesso de um
projeto dessa natureza pressupõe um alto grau de ordenamento do mundo objetivo,
e isso não poderia ser esperado a priori. Esse é o “milagre” que está sendo
constantemente ratificado a medida que o nosso conhecimento se expande”.
Para Albert Einstein, a inteligibilidade do universo era
algo que causava espanto!
Que tal citarmos mais alguns cientistas para saber o que
eles tem a dizer sobre o assunto? Eu particularmente gosto muito do Stephen
Hawking, uma das mentes mais brilhantes que já existiram. Vejamos o que ele tem
a dizer:
— “Por que o universo se dá a todo esse trabalho de existir?
Seria a teoria unificada tão convincente a ponto de produzir sua própria
existência? Ou será que ela precisa de um Criador, e, nesse caso, ele exerce
algum outro efeito no universo?”
Pois é, ele está muito longe de ser alguém religioso e muito
menos cristão, mas até ele pensa na possibilidade de um Criador e acaba se
indagando e qual seria a influência desse Criador em sua criação, ou seja, no
universo e em nós.
Essa é outra declaração dele:
— “O fato notável é que os valores destes números (ou seja,
as constantes da física) parecem ter sido finamente ajustados para tornar
possível o desenvolvimento da vida”. ”Por exemplo, se a carga elétrica do
elétron tivesse sido apenas ligeiramente diferente, as estrelas teriam sido
incapazes de queimar o hidrogênio e o hélio, ou então não teriam explodido.
Parece claro que há relativamente poucos intervalos de valores para os números
(para as constantes), que permitiria o desenvolvimento de qualquer forma de
vida inteligente. A maioria dos conjuntos de valores daria origem a universos
que, embora pudessem ser muito bonitos, não conteriam um capaz de admirar a sua
beleza “.
Cara é tão fascinante esse assunto que fico meio sem saber
como continuar. Acho que vou deixar mais alguns cientistas falarem, depois
posso comentar algo. Tenha em mente que isso é para demonstrar quanta precisão
é necessária para que a ordem e a simples existência de tudo possam acontecer.
O Dr. Dennis Scania, da Universidade de Cambridge
Observatórios, disse:
— “Se você mudar um pouco as leis da natureza, ou mudar um
pouco as constantes da natureza, como a carga no elétron, em seguida, a forma
como o universo se desenvolve é mudada, é muito provável que a vida inteligente
não teria sido capaz de desenvolver”.
Dr. David Deutsch D., Instituto de Matemática da
Universidade de Oxford:
— “Se deslocar uma dessas constantes apenas alguns por cento
em uma direção, as estrelas queimam dentro de um milhão de anos de sua
formação, e não há tempo para a evolução. Se empurrá-lo um pequeno percentual
na outra direção, . Sem carbono, não há vida.Nem mesmo qualquer química. Sem
complexidade em tudo”.
Professor Steven Weinberg, prêmio Nobel de física de altas
energias, escrevendo na revista “Scientific American”:
— “Como é surpreendente que as leis da natureza e as
condições iniciais do universo devam permitir a existência de seres que possam
observá-lo. A vida como a conhecemos seria impossível, se qualquer uma das
várias grandezas físicas apresentassem valores ligeiramente diferentes”.
Ele continua:
— “Uma constante parece exigir uma incrível afinação. A
existência de vida de qualquer tipo parece exigir um cancelamento entre as
diferentes contribuições para a energia do vácuo, com uma precisão de cerca de
120 casas decimais”.
Tá começando a ficar meio complicado, não é? Bom, vamos
tentar explicar de uma maneira que dê pra entender o que esses números querem
dizer.
Digamos que a representação numérica da energia existente na
explosão do tão conhecido Big Bang fosse um numero mais ou menos assim:
100000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
000000000000000000,
Mas, ao invés disso ela tivesse sido de um número assim:
100000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
000000000000000001,
Não haveria vida de qualquer espécie em todo o universo. Dá
pra entender o nível de precisão desse negócio?
Olha o que o próprio Weinberg continua dizendo:
— “o universo ou iria passar por um ciclo completo de
expansão e contração antes que a vida pudesse surgir, ou se expandir tão
rapidamente que as galáxias ou estrelas não poderiam se formar”.
Roger Penrose, professor de Matemática da Universidade de
Oxford, descobriu que a probabilidade de o universo ter energia utilizável
(baixa entropia), a criação é ainda mais surpreendente, ou seja, uma precisão
de uma parte por dez à potência de dez à potência de 123. Esta é uma figura
extraordinária. Não poderíamos sequer escrever o número na íntegra, em nossa
denário ordinárias (potência de dez): seria um seguido por dez à potência de
123 zeros sucessivos! (Isto é um milhão de bilhões de bilhões bilhões bilhões
bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões bilhões de
zeros). Mesmo que fosse possível escrever um zero em cada próton e nêutrons
separados em todo o universo nós não seriamos capazes de escrever este número.
A precisão necessária para definir o universo em seu curso não pode ser
inferior a toda a precisão que nos acostumamos a ver nas equações dinâmicas (Newton,
Maxwell, Einstein), que regem o comportamento das coisas de momento a momento.
Tudo isso sobre o design inteligente e a sintonia fina do
universo não são contestados por nenhum cientista. Isto é fato, é comprovado e
estudado por todos os ramos científicos, tanto teístas como ateístas. O que
estou propondo é o que é preciso para que deixemos de fora uma inteligência
suprema transcendente a própria criação? Se não existe uma inteligência por
traz de tudo isso, como é que toda essa complexidade pode ter surgido? Sem uma
inteligência, somente o acaso, a sorte, num processo aleatório, cego e
desprovido de qualquer motivo poderia criar toda essa complexidade. Qual a
probabilidade para que, por sorte, todas as combinações necessárias para a
existência do universo, que o homem nem tem capacidade de compreender, e da
existência de vida nesse universo, que é ainda muito mais complexa? Falemos um
pouco sobre o que a ciência tem a dizer sobre probabilidade. Pra isso, vou
destacar um trecho de um artigo que escrevi e publiquei no meu blog há algum
tempo atrás, chamado “Deus existe?”.
2. Com relação à
evolução de Darwin, como teria surgido a primeira forma de vida?
Utilizando-se a mesma linha de raciocínio, com um olhar
objetivo para o passado, remonta-se a uma época em que não haveria nenhuma
forma de vida no universo, apenas matéria inorgânica. As interações entre
energias e matéria estariam em plena atividade, explosões estelares, choques
entre planetas, estrelas, asteroides, vulcões, tempestades dos mais diversos
tipos, um verdadeiro caldeirão com uma espécie de sopa cósmica dando origem ao
universo como o conhecemos. Em um determinado momento, estas interações entre
energias, matéria, forças físicas, químicas, em altas temperaturas, pressões
gravitacionais, eletromagnéticas e talvez outras forças que nem conheçamos,
interagiram até que algo inexplicável aconteceu. Esta matéria inorgânica,
através de um processo que ainda não conhecemos, interagiu de tal maneira que
de alguma forma surgiu um primeiro elemento primitivo que daria origem a
matéria orgânica. Milagrosamente toda esta matéria sem vida interagiu até que
inexplicavelmente algum tipo de forma de vida, ainda que extremamente primitiva
e simples surgiu em meio a todo este caos.
Parece uma possibilidade bastante lógica e atraente. O
problema é que precisamos acreditar no mero acaso, na sorte, para validar esta
teoria. Este é um processo que ainda não pode ser recriado em laboratório. Não
é possível criar qualquer forma de vida, por mais primitiva que seja através
apenas de matéria inorgânica. O que existe de concreto é mera especulação.
Acredita-se que de alguma maneira, talvez um evento único na história do
universo devido a pouca probabilidade de que isso aconteça, muito mais por um
“acidente”, um “imprevisto improvável”, verdadeiramente um mero acaso, uma
eventualidade, um incidente, a vida tenha surgido no universo.
Será que continua fazendo tanto sentido assim? A vida teria
surgido no universo por acidente! Mas não desanimemos, prossigamos em nosso
raciocínio. Aceitemos esta argumentação como possível e provável. Um evento
único, por sorte ou acaso com uma probabilidade quase zero de se repetir dá
origem a algum tipo de forma de vida. Esta espécie precisa sobreviver em meio
àquele caos e de alguma forma dar continuidade à sua frágil existência.
Aceitemos que esta forma de vida fosse tão primitiva que não pudesse ser
comparada à vida como a conhecemos hoje. De alguma forma ela teria que evoluir
para deixar de ser o que era e passasse a ser algo um pouco mais complexo. O
que poderia explicar esta evolução? Nada, a não ser novamente o mero acaso,
outro evento improvável e milagroso como o anterior. Tudo fica reduzido
novamente a um eventual acidente inexplicável para justificar esta evolução.
Dando continuidade, este novo espécime teria que continuar
seu processo de evolução, necessitando de incontáveis acasos, sorte ou
incidentes, como queiram chamar, para que futuramente outros incidentes o
fizessem se reproduzir, continuar em evolução até atingirem formas de vida mais
complexas que entram em uma organização mais lógica e que pode ser explicada
através de nossa ciência e tecnologias atuais.
A que conclusão podemos chegar com estas explicações?
Semelhantemente à teoria do Big Bang, estas explicações não explicam nada com
relação à verdadeira origem da vida. Baseiam-se apenas na imaginação e
especulação humanas. O acaso tem que explicar tudo, porque não se pode chegar a
nenhuma explicação racional contundente. É necessária alguma explicação para
dar embasamento às teorias que existem, transformando-as em algo que pareça
lógico, racional e provável. Se a ideia de um Ser Criador não é aceita, deve-se procurar
alternativas que pareçam lógicas. Estas alternativas realmente surgem, mas não
podem retroceder até o ponto zero da origem, pois esta não pode ser explicada.
Partindo-se de uma explicação qualquer para este início, usa-se toda a
inteligência e raciocínio para se comprovar que esta escolha é possível, ainda
que tenha surgido apenas da imaginação do homem e não de fatos concretos, pois
estes são impossíveis.
Tanto a teoria do Big Bang quanto a evolução de Darwin
baseiam-se na probabilidade de que as coisas realmente tenham acontecido assim.
É perfeitamente possível aceitar esta possibilidade, pois realmente é possível
que elas tenham sido assim, mas não se pode afirmar que esta seja mais provável
do que outras milhares de possibilidades que podem surgir.
Para termos uma ideia de como a própria ciência trata este
assunto, vejamos o que ela diz com relação a probabilidades estatísticas:
• Qual a
probabilidade de uma proteína funcional com 100 aminoácidos sequenciados surgir
na natureza ao acaso, por meio de um acidente ou incidente mediante a interação
de forças, energias e matéria, que é a maneira utilizada como explicação para
as teorias citadas. Lembrando que esta é uma estrutura das mais simples
existentes, para não dificultarmos as coisas de princípio. A probabilidade é de
1 em 10127.
Vamos tentar visualizar estas potências que utilizaremos em
números reais, para termos uma ideia da grandiosidade dos números com que
estamos tratando. A probabilidade descrita como sendo de 1 em 1010 é
o mesmo que dizer que a chance para que isto aconteça seja de 1 em
10.000.000.000 ou seja, uma em cada dez bilhões. Este é o número real do número
10 elevado a décima potência. Se quiser se divertir, calcule o número real
deste primeiro exemplo, que é o número 10 elevado ao número 127.
• Qual a
probabilidade de uma célula animal (que é uma estrutura bem mais complexa do
que a anterior) surgir ao acaso, por um acidente ou eventualidade? A
probabilidade é de 1 em 1057.800.
• E para encerrarmos
esta linha de raciocínio, se todo o universo e todas as formas de vida surgiram
ao acaso, por meio da sorte encaixando-se nas probabilidades descritas acima,
afinal de contas estas coincidências teriam que ter se repetido um grande
número de vezes até que atingisse a complexidade de um ser humano. E qual a
probabilidade de um ser humano ter surgido ao acaso, por acidente, uma
eventualidade ou simplesmente sorte? A chance é de 1 em 102.000.000.000 (Alguém
se atreve a escrever esta potência em números reais?)
Estes são cálculos científicos, é o que a ciência afirma
sobre a probabilidade. Ela também afirma que para que algo seja considerado
possível a chance para que aconteça não pode ser maior do que a de 1 em 1015.
A partir deste número, a própria ciência afirma que é praticamente impossível que
alguma coisa aconteça, ou seja, nem a ciência acredita que os exemplos acima
realmente poderiam ter acontecido.
Algumas observações científicas básicas que apontam para
Deus:
• Causalidade. Deus
oferece a melhor explicação para a existência do universo e tudo que nele
existe. (A teoria alternativa é que "nada" explodiu e resultou em
tudo o que vemos.)
• Ordem. Deus oferece
a melhor explicação para noções abstratas de números, fórmulas matemáticas,
processos químicos e leis naturais. (A teoria alternativa é que os primeiros
elementos caóticos se organizaram em sistemas de informação complexos.)
• Design. Deus
oferece a melhor explicação para a complexidade absoluta e inerente dos
sistemas cosmológicos, estelares, planetários, químicos e biológicos. (A teoria
alternativa é que o acaso projetou o design aparente.)
• Instruções
Codificadas. Deus oferece a melhor explicação para o código digital do DNA que
controla as funções de toda a vida na terra e são por ele contidos. (A teoria
alternativa é que um código complexo, como o código binário executado por
computadores, pode passar a existir sem qualquer tipo de programação, teste e
depuração do processo.)
• Complexidade
Irredutível. Deus oferece a melhor explicação para o pleno funcionamento dos
organismos, sistemas e subsistemas biológicos que não poderiam acontecer por
meio de processo evolutivo gradual sem deixar de existir totalmente em níveis
evolutivos mais baixos. (A teoria alternativa é que os sistemas biológicos
tomaram saltos enormes e invisíveis do simples ao complexo sem qualquer
processo guiado ou instruções progressistas.)
• Dualidade. Deus
oferece a melhor explicação para as funções separadas do cérebro humano e da
consciência (matéria e mente). (A teoria alternativa é monismo - só a matéria
existe e o cérebro humano tem apenas a aparência de ter uma habilidade
subconsciente separada.)
• Moralidade. Deus
oferece a melhor explicação para a existência do amor, emoção, altruísmo e
valores inerentes morais/éticos em todo o mundo. (A teoria alternativa é que os
processos materialistas evoluem a uma maior consciência humana sem qualquer
guia.)
A ciência não pode comprovar que Deus existe, mas também não
pode comprovar que Deus não existe. O que elas podem é fornecer dados que deem
alguns indícios em favor de uma ou de outra hipótese, mas cabe ao indivíduo
decidir qual dos dois lados lhe parece melhor embasado.