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Este é um blog para todos aqueles que têm interesse em conhecer e prosseguir conhecendo Deus e sua revelação para a humanidade. Aqueles que tiverem pouco conhecimento podem encontrar informações sobre a fé e doutrinas básicas. Aqueles que já tem trilhado os caminhos do Senhor podem crescer espiritualmente e aumentar sua fé. Se quiser fazer alguma pergunta sobre Fé, as diversas religiões, Bíblia, Fé e razão, Fé e Ciência, comentários, criticas ou sugestões, enviem para meu email.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
quarta-feira, 1 de julho de 2020
A Oração Parte 1
Tradução feita do Espanhol do site: http://biblecourses.com/Spanish/FullLessonListing.aspx, estudo "La Oracion".
©Copyright 1998, 2000 por LA VERDAD PARA HOY Todos los derechos reservados
Nota do autor: "Li'l Abner" foi um quadrinho satírico popular da década de 1930 feito por Al Capp, nos Estados Unidos e Canadá. Entre seus personagens uma das situações mais citadas, era a seguinte: "É mais confuso do que divertido". Esta frase realmente se aplica a oração, e é usada nesta série para introduzir algumas ideias que devem ser instigantes quando se trata do tema oração. Em cada lição, a seção "É Mais Confuso que Divertido" oferece uma oportunidade para meditação especial antes de iniciar o estudo da lição. Deus é um mistério; portanto, a oração é um mistério. A oração é simples o suficiente para uma criança; é profunda o suficiente para tornar os filósofos humildes. Lembre-se… se o homem fosse esperto o suficiente para entender completamente a oração, então ele seria Deus!
É mais confuso do que divertido
Deus
Eu não acredito na oração… Eu acredito em Deus; é por isso que eu oro. Esta simples verdade explica o abuso a que submetemos a oração. Não somos capazes de entender nem Deus e nem a fé. A oração é o sinal da nossa dependência de Deus, e é a nossa voz da fé. O conhecimento que temos de Deus é o que determina a nossa prática de falar com Deus. Simplificando, a questão da oração gira em torno de quem é Deus! Ele é o Deus soberano, transcendente, santo, infinito, eterno, onipotente, onisciente, justo e misericordioso. Ele é o Deus que cria, salva e julga! Ele é o Deus bíblico de Abraão, Isaac e Jacó! Ele é Jeová Deus! Qualquer estudo de oração começa com um relacionamento com Deus, no qual Ele é conhecido. Devemos buscar a Deus, conhecê-Lo, confiar Nele e obedecê-Lo. Sem isso, a oração não seria nada; estaria vazia. A profundidade da oração se encontra no impressionante de Deus.
Portanto, o foco está em Deus. Nós vemos quem é Deus e então o adoramos. Nós não adoramos e depois vemos quem é Deus. Quando Moisés se apresentou diante de Deus, tremeu no Sinai; quando Daniel fez o mesmo, desmaiou; e o apóstolo João caiu como se estivesse morto. Estes homens se depararam com a soberania do Deus vivo! A oração é definida por quem é Deus, através da nossa fé em Deus. Nossas orações são nossas respostas a Deus. Este é o início da oração. Eu sou finito, fraco, ignorante, cheio de pecado e estou perdido, e sob condenação. O homem caído precisa de um Deus soberano, e ele tem um! O homem perdido precisa de um Salvador, e Ele tem! O fundamento da verdade absoluta é a existência de um Deus transcendente (externo, objetivo). Sem a existência de um Deus pleno de autoridade, não pode haver princípios morais ou éticos. A existência de um Deus eterno revela a verdade eterna. O homem caído deve saber – não sentir – Deus. “O que está na moda” entre as pessoas hoje é sentir e não pensar. Em nenhuma parte das escrituras encontramos alguém “sentindo Deus”.
As pessoas rejeitam a ideia de um “Deus transcendente” com autoridade. O foco das pessoas é um Deus imanente, um sentimento subjetivo. Em outras palavras, o Deus soberano das Escrituras é reduzido ao “Deus que é o produto da nossa imaginação”. Em vez de nos elevarmos para sermos como Deus, nós rebaixamos Deus para sermos como nós. Como deve se fazer, “Escuta Deus, teu servo está falando” ou “Fala Deus, teu servo está escutando?”. Qual das duas maneiras acima você faria? Se você é um daqueles que dizem “Deus é meu co-piloto”, então você precisa trocar de lugar com ele! É trágico que muitos que afirmam sentir a presença de Deus se recusem a ouvir a sua voz. Se há algum conselho para o homem em toda a Bíblia, é o seguinte: "Escute! O homem precisa se humilhar diante de Deus para ouvir, acreditar, obedecer e viver.
Tenha cuidado com a oração! Trate a oração com reverência! Não se apresse na presença de Deus. Não aja de forma infantil na presença de Deus. A oração é reverenciada porque o nosso Deus é “fogo vivo”. “Tema a Deus!” Caia de joelhos… prostre-se com o rosto ao chão… trema… fique atordoado até ficares calado e sobrecarregado de gratidão… renda-se… renuncia… consagrem-se… alegrem-se… louvem a Deus! Uma visão diminuída de Deus resulta em oração egoísta. Deus… Deus imutável! É aqui que começa, continua e termina a oração. Isto é o que Jesus simplesmente pediu: “Seja feita a Tua vontade”. Não devemos pedir: “Mude a sua vontade”.
Portanto, a oração não é uma técnica, é uma relação entre duas pessoas. O homem se humilha diante do seu criador. Em oração o homem se apresenta para o culto. Isto é o que ele diz: “Seja feita a tua vontade, não a minha”; “Eu preciso de ti, Deus; eu te adoro, Deus!”. A essência da espiritualidade é a dependência. Conhecer a Deus muda a maneira de pensar, viver e tratar os outros. As pessoas que oram são as que precisam de Deus! As pessoas se tornam como o Deus que elas adoram. O estudo da oração é um estudo profundo de Deus.
“Ensina-nos a orar”
Lucas 11.1-13
As partes das Escrituras que estamos mais familiarizados devem ser lidas com mais atenção; as partes que não estamos familiarizados devemos ler. Os discípulos ouviram Jesus ensinar com autoridade; viram-no fazer grandes milagres; ficaram impressionados com o Seu poder… mas por unanimidade pediram simplesmente: “Ensina-nos a orar”. A oração é um instinto, pois o centro da religião é a oração. Somos como aqueles que estão com saudades de casa; só a oração pode suprir essa necessidade. Oração é uma pequena palavra que descreve uma grande experiência. O texto que estamos estudando, Lucas 11:1-13, é o maior e mais singular tratado sobre oração que existe no mundo. Jesus ouviu a oração de seus discípulos pedindo para serem ensinados a orar! Todo princípio fundamental relativo à oração é ensinado nesta passagem.
Um estudioso, quando perguntado “Qual foi a maior pesquisa que se pode fazer”, respondeu, “pesquisa sobre a oração”. Os pregadores geralmente acreditam que os membros da igreja vêm aos cultos para ouvir os sermões. Não é bem assim! O que muitos vem fazer é querer aprender a orar. Orar é ser capaz de respirar espiritualmente. A oração deve ser algo natural, mas é difícil: “Eu sou uma oração. Deus, leia-me”. Se você fosse perguntar aos outros: “O que você mais gostaria de fazer na sua prática religiosa”, a resposta universal seria simplesmente: “Ore”. Se você fosse perguntar-lhes: “Qual é o maior fracasso na prática da religião”, a resposta simples seria “Oração”.
Costumamos imaginar João Batista como um estranho pregador de “fogo e enxofre”. Os discípulos o conheciam como um homem de oração, um mestre de oração. O homem moderno está envolvido na teologia da libertação (liberdade). Os hebreus que estavam sob escravidão no Egito pensavam que eles também estavam. Isto era o que eles clamaram: “Liberte-nos!”. E Deus o fez. Eles estavam no êxodo, estavam livres, mas estavam com sede! O homem que só é livre é um monstro. O homem está com sede! Foi o que disse Agostinho há muitos séculos: “Nossas almas estão inquietas até que descansem em ti”. A humanidade está sedenta – de Deus! A oração é a forma básica de nos relacionarmos com Deus. Os apóstolos podiam fazer milagres, isso era emocionante! No fundo dos seus corações eles queriam orar. Não há nada na prática da religião que possa tomar o lugar da oração. A batalha da religião é, literalmente, a batalha pela oração. “Ensina-me a orar; ora tu mesmo em mim”.
ORAÇÃO É FÉ
A oração é crucial, pois demonstra nosso relacionamento com Deus, nossa verdadeira fé, nossa própria vida. Por isso o pensamento da oração é profundamente assustador! Reduzir a oração à magia expõe nosso relacionamento com Deus como idolatria. É o que proclamam os pregadores de TV: “Diga e exija, fale e receba!”. Isto expõe a nossa ganância, a forma como exploramos Deus. A oração assusta! Se oramos pouco ou nada, é porque simplesmente não confiamos em Deus. Se estamos decepcionados com a oração, é porque estamos nos colocando no lugar de Deus, como se Deus tivesse que prestar contas de suas ações. É óbvio que não podemos adorar uma desilusão. Pode-se confiar em Deus porque Ele é Deus. Os discípulos não pediram para serem ensinados a orar, para que pudessem obter o que desejavam egoisticamente. Eles sabiam que Jesus estava “bem diante de Deus”. Eles sabiam que Jesus tinha uma relação íntima com um Pai celestial. Eles ansiavam pelo que Jesus tinha! Não foi uma fórmula ou técnica que eles viram; não foram palavras extravagantes que os impressionaram, foi que eles reconheceram a verdadeira oração, quando a viram diante dos seus olhos! Não era “a aparência de templos com vidros coloridos” nem o“lamento por si mesmo”. A oração é o que acontece quando se permite humildemente ao homem entrar na presença do Deus Todo-poderoso! Orar é mais do que apenas falar com Deus. Orar é mais do que ouvir a Deus, orar é estar com Deus!
O que os discípulos perguntaram foi: “Ensina-nos a orar”, e não: “Ensina-nos como orar”. Há uma diferença crítica. A oração é algo de que falamos; há milhões de livros e fitas sobre a oração; participamos de retiros sobre a oração. Tudo isso nos decepcionou. Por quê? Como tais atividades caem continuamente na fórmula, no complicado. A única maneira de aprender a orar é orando! Há pessoa que só oram quando acham que vão ganhar algo, senão não vão orar muito. É verdade que “não se pode fazer outra coisa além de orar, depois de ter orado, mas também pode se fazer outras coisas, menos orar, até ter orado”. A primeira coisa que você deve fazer é orar! Nós oramos para viver! Oração é vida! O coração da religião é a oração. A oração que diz “Senhor, eu creio; ajuda-me na minha descrença” é o ápice da oração (Marcos 9.24). A frase “Deus tenha misericórdia de mim, pecador” é uma oração (Lucas 18:13). Oração é confissão. Oração é submissão. Oração é aceitar que estamos precisando de ajuda. Oração é olhar para Deus. Oração é obediência. Orar é viver com Deus.
Todo fracasso é o resultado de não orar. Todo pecado é o resultado de não orar. É mais fácil escrever sobre a oração do que orar; pode-se saber muitas coisas sobre a oração e não orar. Temos que nos entregar à oração. A lei da oração, nesse sentido, precede a lei da fé.
ORAÇÃO É PODER
Os discípulos tiveram o privilégio de ouvir Jesus orando! Que privilégio fantástico! Por cerca de três anos, eles tinham visto Jesus em muitas situações. Eles o ouviram ensinar, o viram curar os doentes, o viram abençoar as crianças, nada do que viram igualava a Sua vida de oração! A glória de Jesus era a oração! A oração é mais do que uma “forma”, é uma “força”.
O que Jesus ensinou aos seus discípulos não foi para “orar um pouco”. Dizer uma oração e orar são duas coisas diferentes. Jesus orou. Ele ensinou seus discípulos a orar. Embora Jesus estivesse presente com eles, eles sentiram a necessidade urgente de orar. Se Jesus estava precisando de oração, quanto mais nós? Se a oração foi central para Jesus, assim deve ser conosco.
Portanto, o trabalho da igreja é a oração. Não devemos reduzir a oração dentro da igreja a “invocações e bênçãos”. As orações em público devem ser dirigidas a Deus e não ao homem. Muitas orações são uma “farsa”. Orações clichês devem ser banidas. Nossas orações são pelo “coração de Deus” ou pelo “ouvido do homem”? Ouvimos seriamente nossas orações? Oramos o que se espera ou o que é necessário? Se a oração soa bem, provavelmente é oca! A nossa oração é real? Já oramos de verdade? Quando a igreja primitiva orou, o lugar em que eles estavam tremeu (Atos 4:31). Os discípulos sabiam que Jesus estava de posse de algo grande. Eles queriam o que ele tinha! O que aconteceria hoje se a irmandade orasse? A oração é o mandamento mais mencionado na Bíblia, mas é o menos obedecido. O fracasso da igreja é porque ela não ora. A oração faz saber quem realmente somos; por isso, como Adão, preferimos nos esconder “entre as árvores do jardim”. A oração impede que o nosso trabalho se torne uma expressão do nosso orgulho. A oração é a coisa mais prática que um cristão pode fazer. Pode-se ir longe demais em uma pregação, mas nunca se pode dizer que se orou demais.
A ORAÇÃO TEM FORMA
Embora os discípulos só tenham pedido: “Ensina-nos a orar”, o “como” está incluído. As pessoas de hoje não estão muito interessadas na verdade, doutrina ou forma. Jesus começou com um modelo, um esboço, uma forma.
Toda atividade na vida começa com o básico. As falhas no futebol não se devem ao desconhecimento das jogadas estratégicas – muitas se devem à defesa e ao goleiro. Antes de improvisar para a música, precisa se tornar um especialista nos acordes da mesma. Os jovens precisam conhecer as regras: somente aqueles maduros em sabedoria podem conhecer as exceções. Oração é “força dentro de uma forma”.
Jesus consegue nossa atenção. Ele cobriu todo o leque de orações em poucas palavras. Uma lição completa foi dedicada à “oração modelo” de Jesus, que aparece abaixo. É chamado de “Oração do Senhor”, porque Jesus é o autor do mesmo. Também é chamado de “Oração do Pai Nosso”. É bíblico porque é encontrado na Bíblia. Pode ser memorizado. Ela pode ser oferecida em oração. Pode ser cantada. Deve ser estudada. É por aqui que todos nós começamos.
ORAÇÃO É PERSEVERANÇA
Jesus abala nossa “simplicidade” na oração. Ele nos surpreende! Ao responder ao pedido dos discípulos, Ele simplesmente deu uma forma simples! Isto poderia ter sido decepcionante! Nenhum código secreto foi dado. Aqui não foi usada nenhuma infantilidade mística. Comece pela forma e depois persista! Se você não se envolve seriamente, então por que Deus deveria se envolver? Se você não está disposto a lutar em oração, então por que Deus deveria ouvir? Orar é pensar. Orar é se submeter. Orar é pedir, buscar, chamar. Continue perguntando, buscando, chamando. Deus não é um gênio em uma lâmpada. Oração é trabalho. A oração é difícil. A oração leva tempo. A oração requer nossas vidas, não apenas nossos lábios. Poucas pessoas oram. Menos são aqueles que perseveram. Não se chama a Deus com um “estalar dos dedos”. A oração não é exigir.
Jesus não só conhecia Deus, como também nos conhecia a nós. Em Lucas 11:5-8, ele ilustrou a perseverança com uma parábola sobre dois amigos. O que fazemos, quando estamos em necessidade, é recorrer aos nossos amigos. No entanto, escolhemos sabiamente o melhor momento e lugar, mesmo quando é o melhor de nossos melhores amigos. Meia-noite geralmente não é a hora certa! Acordar os outros pode ser grosseiro. Haverá sempre horas de trabalho no dia seguinte. A fim de responder à perseverança, um amigo satisfará nosso pedido mesmo à meia-noite – mesmo que seja relutante. A parábola de Lucas 11:5-8 não ensina que falta desejo a Deus, mas que Ele está disposto a isso. Oração é poder, porque Deus é Deus. Eu não acredito na oração; eu acredito em Deus. Deus está disponível. No final, não há argumento para a oração, a não ser a própria oração. A oração cria sempre uma situação totalmente nova. Tudo muda após a oração. Aprenda a orar e depois perseverar.
A ORAÇÃO É RECEBER
"… Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Lc 11:9). Alguém fez a observação de que na Bíblia há 667 pedidos definidos para os quais, também há 654 respostas específicas, o que é uma alta porcentagem! Isso não significa que haja treze orações sem resposta! Todos os fundamentos da oração aparecem em Lucas 11. Ore… ore… e que promessas! Deus é um Deus que faz promessas e as cumpre! “Grande é a tua fidelidade!” Peça… busque… bata! Perseverança na oração é providência. Leia os Salmos de David. Como Jesus nos conhece, isso o ajudou a conhecer os pais. Eu sou pai; sou avô. Os pais fornecem com amor. Jesus passou da forma para os amigos e depois para os pais! Como os pais terrenos suprem as nossas necessidades, quanto mais o nosso Pai celestial? Oração é a primeira palavra. Oração é onde começamos. Oração também é a última palavra!
Considere as seguintes perguntas:
1) Se soubéssemos que Jesus voltaria amanhã, quanto de hoje seria gasto em oração?
2) Estando no céu, não confessariam muitos de nós, “eu deveria ter orado mais”?
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A Oração Parte 2
Tradução feita do Espanhol do site: http://biblecourses.com/Spanish/FullLessonListing.aspx, estudo "La Oracion".
É mais confuso do que divertido
A Fé
O motivo pelo qual falhamos na oração é porque não entendemos bem a Deus ou a fé. Quando a soberania de Deus não é mais enfatizada, Deus perde Sua grandeza, a Bíblia perde sua autoridade, a obediência perde sua virtude, e a igreja perde sua prioridade. A devida reverência a Deus é o terreno fértil da oração contrita.
A oração requer colocar Deus em primeiro lugar. A oração também requer uma compreensão adequada da fé. As pessoas hoje falam muito sobre Deus – mas não sobre o Deus da Bíblia. Pecado, perdição, condenação, ira e inferno são temas impopulares. Muitas pessoas também promovem a fé – no entanto, é na verdade “só a fé” que elas aceitam. Fé e “somente fé” são dois conceitos diferentes. A fé funciona, enquanto “só a fé” está morta (Tiago 2:17). Somos justificados somente pela fé, mas não pela “fé somente”. Este é o grande erro da teologia moderna. A fé funciona. Deus sempre salvou os homens através da fé. O que a fé implica? A fé recebe… a fé responde… a fé obedece… a fé vive. Tiago disse que “a fé sem obras está morta” (Tiago 2:26). A maioria das pessoas reduz a salvação a apenas uma fé infinitesimal, a uma fração de segundos. De acordo com Tiago, é aqui que a fé “está morta”. A fé não é para se ter por um momento; a fé é para se ter por uma vida inteira. “O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17; Gálatas 3:11; ver Hebreus 10:38). A fé funciona! Leia Hebreus 11. Este capítulo é “o salão da fama do céu. A fé trabalhou lá! A oração funciona igualmente, mas somente quando os homens trabalham em oração. Oração é esforço. Oração é persistência. Oração é fé na ação. Homens de fé oram porque amam e confiam em Deus. Aprende–se a nadar, nadando. Aprende–se a orar, orando. A oração é intensa. Na oração, não adaptamos a vontade de Deus à nossa; pelo contrário, adaptamos a nossa vontade à Dele. Oramos como se tudo dependesse de Deus; agimos como se tudo dependesse de nós. Não é nossa vontade seja feita no céu, mas sua vontade seja feita na terra.
Para piorar a situação, muitos reduzem a fé a um ídolo – eles acreditam na crença. Embora contradigam toda a lógica, eles se orgulham de sua fé. A fé torna a pessoa humilde. A fé se gloria no seu alvo, não no naquele que a possui. A fé não é ilusão. Fé não é acreditar que algo é verdadeiro quando você sabe que não é. Fé é confiança em Deus – não crença na própria fé. A fé não muda a realidade. A fé não é desonestidade. A fé (o exemplo de Abraão) não é certeza. Abraão não recebeu um mapa de estradas. “Ele saiu sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8b). Esta é a aventura da fé – é colocar nossa mão na mão de um Deus em quem se pode confiar. “Grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3.23b) Fé é humildade, dependência, renúncia, obediência, vida! Somos salvos, santificados, glorificados pela fé. A fé ora. A oração é a voz da fé. A fé é confiança em Deus, não em si mesmo. A fé é estar morto para si mesmo e totalmente entregue a Deus. Nossa oração é o verdadeiro conceito que temos de Deus. A nossa oração é o nosso verdadeiro conceito de fé. Fé não consiste em que todas as respostas tenham sido recebidas; fé consiste em viver sem as respostas. A oração só tem sentido quando é vivida. Jó definiu plenamente a fé e a oração: “Eis que, ainda que ele me mate, ainda assim esperarei nele” (Jó 13:15). Só há uma conclusão: “Deus é o grande conhecedor de tudo na vida!” A oração louva a maior bondade de Deus“.
Quando eu tinha oito anos de idade, meu pai me levou a um banqueiro. Ele lhe disse que eu era sócio, e que todos os cheques assinados por mim poderiam ser descontados. O que o meu pai me deu foi um privilégio, uma confiança sagrada. Esse privilégio foi meu até a sua morte. Eu nunca abusei ou aproveitei desse privilégio. Até hoje, eu ainda tenho uma conta aberta no Ennis Bank. Eu só o uso para fazer coisas que eu sei que meu pai gostaria. Fico assustado quando ouço pregadores conhecidos falando sobre reivindicações e exigências que fazem em oração a Deus. Oração não é arrogância ou egoísmo: “Pergunte e receba”; “Acredite e faça”. As ideias expressas nestas frases são presunçosas. A oração não deve ser ridicularizada.
O poder da oração
Tiago 5.3–18
Por que nós não oramos mais? Se Deus é um Deus que ouve e responde à oração, por que não oramos mais? Grandes coisas acontecem com aqueles que oram. Isto é o que John Wesley disse: “Estou convencido de que Deus faz tudo o que faz, através da oração, e que não faz nada a não ser através da oração”. John Wesley tinha muito pouco respeito por qualquer pregador que não passasse pelo menos quatro horas por dia em oração. Esta foi a observação de um filósofo: “As coisas que são feitas através da oração são mais do que as pessoas podem imaginar”. A oração é para a religião o que o pensamento é para a filosofia. Quando estamos muito ocupados para orar, estamos muito ocupados para receber poder. Por que não oramos mais? Muitas das bênçãos de Deus não podem ser dadas ao homem até que ele ore.
Até mesmo o próprio Deus ficou impressionado com a oração. Quando ele guiou Ananias a Saul, foi isto que Deus disse: “…eis que ele ora“(Atos 9:11). Para Deus, nada que vem do homem é mais maravilhoso do que a oração. Isto é o que João escreveu: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá. E, se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos.” (1 João 5:14, 15).
Os homens que mudaram e moveram o mundo, têm sido homens de oração. Que privilégio impressionante – é falar com Deus, ser recebido por Deus, ser retribuído por Deus! Deus pode até se render ao homem! Isto não é um sinal de fraqueza, mas uma revelação da sua força. Esta é a vontade de Deus Em seu sábio esquema de vida, Deus abriu um caminho para que a oração humana faça as coisas acontecerem.
A oração é poderosa, mas nós não acreditamos na oração – nós acreditamos em Deus. A oração não cura – é Deus quem cura. A oração é o nosso acesso a Deus. Em oração fazemos do Deus Todo–Poderoso nosso parceiro! O Deus do universo quer nos ouvir e nos ajudar! Há poder na oração.
ORE!
“A oração eficaz de um homem justo vale muito” (Tiago 5.16b). Acredite, pratique! “Elias era um homem sujeito a paixões semelhantes às nossas, e orava com fervor para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e seis meses. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto” (Tiago 5:17–18). O poder de Elias era a oração! A obra mais importante dos servos de Deus é a oração! Orem primeiro!
Elias orou. O que lemos no grego é interessante: “Ele orava em suas orações”. Elias acreditava em Deus, por isso ele orava. Elias orou com sinceridade, com paixão! Elias não disse orações; ele orava em suas orações.
Aqui está outra ideia preciosa: “Elias era um homem sujeito a paixões semelhantes às nossas” (v. 17). Nossa tendência é fazer “superestrelas” dos heróis bíblicos. Pelo contrário, eles eram humanos como nós. Deus ouviu a Elias; Deus nos ouve! “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas orações” (1 Pedro 3:12). A Rainha Maria da Inglaterra disse que temia as orações de John Knox mais do que um exército de 10.000 homens. Há poder na oração! Tal poder é nosso!
A oração é de “muito” proveito – a palavra “muito” é contrária à palavra “pouco”. A oração impacta a Deus! Deus trabalha! A oração move o braço que move o mundo. Quão poderosa é a oração? Quão poderoso é Deus? Quando a igreja em Jerusalém orou, o lugar onde eles estavam tremeram (Atos 4:31). Deus prometeu fazer mais do que podemos pedir ou imaginar (Efésios 3:20). Por que não oramos mais? Quão poderosa seria a igreja se o poder de Deus fosse usado? Uma igreja que não ora é uma igreja que é incapaz. Você nunca encontrará uma igreja que esteja orando que não seja uma igreja que esteja crescendo, orem primeiro! 32.000 são as promessas de Deus encontradas na Bíblia! Deus ouve e responde a oração. Todas as promessas que Deus faz, Ele as cumpre.
Elias orou, e não choveu; ele orou novamente, e choveu. Ambas as orações incluíam a vida diária. A chuva da Palestina veio do Mediterrâneo. Elias sabia em que direção procurar. Sim, há problemas envolvidos em poder ver a providência especial de Deus. O próprio Deus é um mistério. Elias estava envolvido com pessoas reais em sua vida diária. Deus trabalha com os homens em sua vida diária! Que grande Deus!
A oração ou é o maior poder, ou a maior fraude. Quando trabalhamos, somos nós que trabalhamos; quando oramos, é Deus que trabalha! Nosso poder espiritual está à mercê de nossas orações. A melhor maneira de colocar um cristão de pé é colocá–lo de joelhos. Os cristãos devem se aproximar da vida focalizando seus poderes, não seus problemas. Os cristãos que não oram, perecem. A igreja do Novo Testamento era uma igreja que orava (Atos 2:42; 4:23–31). Satanás não tem medo nem dos estudos, nem dos sermões ou do esforço do jejum que se faz pela oração. Ele ri do nosso esforço e zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos. Há poder na oração. Acredite.
DEUS RESPONDE A ORAÇÃO!
Foi o que um homem disse a Martinho Lutero: “Não tenho muita fé de que minhas orações serão ouvidas”. E foi isso que Lutero respondeu: “É por isso mesmo que eu devo orar“. Toda oração cristã é respondida! Não há oração de crentes que não seja respondida! Há “orações que não são apresentadas”, mas não há “orações que não são respondidas”. Oração não é conquistar a falta de vontade de Deus, mas a Sua vontade. Deus responde à oração! Este não é o nosso problema. Como Deus responde à oração?
1) Deus responde: “Sim”. Deus quer (como um pai amoroso) nos dar o que queremos. Elias orou, e não choveu. Elias orou, e choveu. Ana orou por um filho (1 Samuel 1:11). Deus a abençoou com Samuel e outros filhos. Deus vive para dar. Ezequias orou para viver; Deus acrescentou quinze anos à sua vida (Isaías 38:2–5). No entanto, tendemos a prescrever as respostas às nossas preces. Temos uma tendência a pensar que Deus só pode responder de uma maneira. As crianças não sabem o que é melhor; os pais sabem. Os homens não sabem o que precisam; Deus sabe. O “sim” de Deus pode produzir resultados inesperados! Nossas vidas podem ser devastadas. Este é o “perigo” da oração. Tenha cuidado como você ora – você pode conseguir o que você pede! Da nossa caminhada de fé decorre que devemos estar sempre preparados para o inesperado de Deus. Deus não pode estar “trancado em uma caixa”. Ore pelo que você pode – não pelo que você não pode. Quando Deus é convidado a entrar em nossas vidas, todo tipo de coisa pode acontecer. Ore pela “vontade de Deus”.
2) Deus responde: “Não.” Um “Não” é uma resposta também! Temos uma tendência a negar que esta é uma resposta. A oração não é uma forma barata de conseguir algo em troca de nada. Deus é Deus, e o homem não é. Nunca foi intenção da oração fazer o homem dominar Deus. Muitos fazem do “Sim” um sinônimo de oração respondida. Os pais nem sempre podem dar aos filhos o que eles pedem. A maioria de nós já viveu tempo suficiente para agradecer a Deus por não nos dar o que pedimos. Todo “Sim” também traz um “Não”.
Deus disse “Não” três vezes ao Seu precioso Filho no Getsêmani. Deus disse “não” três vezes a Paulo a respeito de seu aguilhão, conforme 2 Coríntios 12:8–9. Às vezes um “não” é a melhor resposta. A oração é para falarmos com Deus – não para tentarmos “enganar-lo”. Quando oramos, confiamos na sua resposta, quer queiramos quer não. O que Jesus obteve de sua oração? Calvário!
3) Deus “espera”. A história que encontramos em Lucas 1 é fascinante. Zacarias e Isabel foram fiéis. No entanto, ela era estéril. Durante anos eles oraram por um filho. Eles ainda oravam – com amargura. Um anjo prometeu um filho a Zacarias, ele não ficou impressionado! Por quê? Porque ele queria ter esse filho há vinte anos! Há muitos de nós pedindo a Deus que se ajuste ao nosso horário. O timing de Deus pode ser diferente. “A boca que não comemora com gritos deve estar fechada!” Zacarias ficou mudo até o nascimento de João Batista. E que filho! Eles não estavam dispostos a esperar no Senhor, mas estavam olhando para o filho que Deus lhes deu quando chegou o “cumprimento do tempo”!
Outra oração interessante é encontrada em Gênesis 18:23–32. Abraão havia orado pela salvação de Sodoma. Ele negociou com Deus. Cinquenta, até dez almas justas poderiam ter salvo Sodoma. Nesse momento Abraão parou! Será que cinco, duas ou uma poderiam ter salvo Sodoma? Ninguém sabe… porque Abraão parou de esperar no Senhor.
Deus respondeu à oração de Jeremias em Jeremias 42:4–7, mas ele esperou dez dias para fazê–lo. Jesus, em Seus princípios de oração, ensinou várias lições sobre persistência. Quando se deixa de acreditar, ele deixa de orar. No fundo, nós realmente acreditamos na oração? “O cristão de joelhos é capaz de ver mais do que um filósofo nas pontas dos pés”.
4) Deus substitui. Ele envia algo diferente, ou melhor ainda – ele nos dá mais do que pedimos. Moisés orou para poder entrar na Palestina. Deus não lhe permitiu tal pedido, mas permitiu que olhasse a terra de Pisga e do Monte da Transfiguração. Jesus não voltou para curar Lázaro, mas o ressuscitou dentre os mortos (João 11:43–44). Ele o levantou para que Marta pudesse ver Jesus como a ressurreição e a vida. O maior ensinamento sobre a ressurreição foi aquele que Jesus deu a uma mulher de luto. Quando os pais não podem dar a seus filhos o que eles querem, às vezes eles substituem por algo melhor. Paulo levantou esta questão em Romanos 8:31–32: Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas?
Salomão pediu sabedoria (1 Reis 3:6–9). Deus não só lhe deu sabedoria, mas também riqueza, paz e poder. O homem fica muitas vezes desapontado quando suas pequenas orações não são atendidas. Deus fica desapontado quando as orações do homem são muito pequenas.
5) Deus nos muda. A oração muda as situações porque Deus nos muda. Mudar–nos é maior do que mudar as circunstâncias. Ter fé em alguém é entregar–se a essa pessoa. Quando oramos, devemos estar preparados para mudar. Quando oramos, o resultado é diferente do que se não tivéssemos orado. Devemos orar por mais força e não por menos problemas. Devemos orar por ombros mais largos, não por uma carga mais leve. A maior maravilha da oração respondida pode não ser as bênçãos – mas ver Deus em ação em nossas vidas. O conhecimento de que Deus trabalha em nossas vidas é incrível! Orar é mudar, é estar aberto a Deus.
6) Deus nos dá “Deus”. Na realidade, há respostas com as quais não seríamos capazes de lidar se Deus as desse a nós. Não precisamos de explicações – precisamos de Deus! Deus! É o próprio Deus que vem! A oração é poderosa porque Deus é todo–poderoso! A oração nos coloca na presença de Deus. Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nos tornamos como Ele. Nós nos tornamos como o Deus que adoramos. Deus veio a Moisés, a Davi, a Jó, aos profetas, a Paulo. A maior resposta à oração é a presença de Deus. O que Deus “é” é mais importante do que o que Deus “faz” para nós.
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A Oração Parte 3
Tradução feita do Espanhol do site: http://biblecourses.com/Spanish/FullLessonListing.aspx, estudo "La Oracion".
"É mais confuso do que divertido"
Oração não é…
A oração está na moda. É extremamente popular. A religião está na moda. As livrarias religiosas estão fazendo um negócio de quatro bilhões de dólares ao ano. Os sentimentos estão na moda. O misticismo está na moda. Estão sendo realizados seminários e oficinas de oração. Milhares de pessoas participam de cruzadas de oração. As pessoas estão sendo bombardeadas hoje com a promoção de que “você pode ter o que quiser, através da oração”. Devemos nos alegrar com este fervor religioso? Não necessariamente.
Lembre-se, Deus provê… Satanás só dá o que é falso. Os fanáticos da religião falam sobre Deus, mas não sobre o Deus bíblico. Muitos hoje têm uma fé supersticiosa, não uma fé bíblica. Os homens exploram a oração, mas não têm uma oração bíblica. Há vários problemas óbvios que precisam ser resolvidos.
A oração não é mágica. Não tem poderes místicos. A oração não é um atalho. O privilégio da oração não deve ser abusado. De todas as coisas, a oração é uma que não deve ser reduzida ao satânico. A oração não é egoísmo, nem é arrogância. Conectar prosperidade à oração é perigoso! A riqueza promissora através da oração é presunçosa. Reduzir Deus a um “moço de recados” é uma heresia.
A oração não é uma forma de evitar a ação. A oração não é um substituto para o pensamento. A oração não é um substituto para as obras. Há um tempo para orar. Há também um tempo para parar de orar e de agir! Muitas pessoas vão em retiros de oração e voltam se sentindo bem sem fazer nada a respeito! A oração nunca é um bálsamo para uma consciência pesada. Há obras que só Deus pode fazer, há obras que só eu devo fazer!
A oração pode fazer não nos sentir bem. Os milhões de livros sobre a oração que nos inundam testemunham “experiências de altos picos na oração”. Isto pode vender livros, mas não é bíblico. As pessoas da Bíblia “caíram de joelhos” ou “se curvaram ao chão”. Não tiveram “experiências de altos picos” lá! Jesus, quando estava em agonia de morte, suou gotas como de sangue enquanto orava! Ele não teve “experiência de alto pico” lá. Oração e “sentir-se bem” não se misturam! Oração é sacrifício… a oração pode acabar em sofrimento.
A oração não deve fazer a pessoa se sentir “religiosamente superior”. Os pietistas arrogantes, em vez de pensar, debater, ou ser honesto, apenas continuam rebaixando os outros dizendo: “Eu orei sobre isso!” Tal resposta significa que aqueles que discordam deles estão lutando contra Deus! Orgulhar-se da oração é como ter orgulho da humildade! Jesus apontou como hipócritas, pessoas que se escondem atrás de suas orações (Mateus 6:1-18). A oração te torna humilde. Quanto mais você ora, mais você sabe que precisa orar.
A oração pode ser usada para manipulação. Os pregadores de televisão fazem isso diariamente! Eles pedem o seu dinheiro, depois te comovem com a oração. A única coisa que pedi a qualquer congregação que fizesse por mim foi que orasse por mim. Tenha cuidado! Ao vender programas, ou convencer os outros, é sempre tentador, e é muito fácil para os líderes da igreja esconderem-se atrás da oração. “Orar por algo” não substitui a autoridade bíblica ou o pensamento. Cuidado com as pessoas que se aproximam de você com a atitude de “mais santos do que você”. Cuidado com os irmãos que controlam as igrejas através da oração. A oração bíblica não manipula nem Deus, nem o homem. A manipulação é sempre errada – especialmente quando se esconde atrás da oração. Ore… ore a Deus.
Os problemas da oração
Mateus 20:20-28
Nossas orações podem prejudicar os outros? Nossas orações podem causar problemas adicionais ou piorar as coisas? Sejamos realistas! Muitas orações não são respondidas da forma como pedimos! Por que o campo do irmão Jones não produz algodão? Há pessoas que oram para que o sol brilhe, e mesmo assim chove. Há irmãos que oram para viver, e ainda assim morrem. Jesus e Paulo oraram três vezes sobre questões específicas, apenas para que lhes fossem negadas. Pense um pouco mais. Por que continuar a orar se você não consegue o que quer? Esta é a pergunta que é feita por pessoas egoístas que querem bênçãos em troca de orações! Há outros que, acreditando serem humildes, têm vergonha de orar por si mesmos, por bênçãos. Este é o paradoxo da oração, o profundo mistério da oração.
O que aprendemos? O poder não se encontra na oração, mas em Deus! Deus é um Deus que ouve orações e responde orações. A oração é poderosa porque Deus ouve e trabalha. Foi o que disse um velho e sábio amigo: “Quando você busca a Deus, você recebe orientação; quando você busca orientação sem Deus, você não recebe nada”. Acreditar que a oração muda Deus pode gerar ideias indignas sobre Deus, o homem e a oração. A mente do homem não é superior à de Deus! Estar envolvido em uma decisão celestial é impressionante, humilhante, assustador! Vamos perceber isso! Os problemas teológicos, lógicos e práticos que envolvem a oração são profundos. Entender a oração é entender a Deus. Não há nada de simples na oração, por mais simples que seja!
É preciso tempo para entrar na presença de Deus! É preciso tempo para estudar a Bíblia; é preciso tempo para adorar; é preciso tempo para ser santo; é preciso tempo para orar. A oração é só para os indefesos, para os humildes. Em oração falamos ao Senhor Deus, o Criador do universo. O que você diria a um rei, uma celebridade, um herói renomado? O que diria a um Deus Todo-poderoso? Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim. Eu falo, e Deus ouve! Incrível! Deus não só permite que isso aconteça, mas ordena!
HOMEM NÃO SABE COMO ORAR
Não sabemos como orar, como sei? É a Bíblia que me diz: "…porque não sabemos orar como convém…" (Romanos 8:26). Leia Mateus 20:20-28 cuidadosamente. Tiago e João “tinham um problema com as coisas que queriam”. Eles tramaram, conspiraram e até convenceram sua mãe complacente a fazer o que eles queriam! Era infantil; era doutrinariamente impossível; era errado; podia ferir a sensibilidade dos outros!
Esta é uma verdade da vida que os homens estão constantemente “ridicularizando a si mesmos”, quando comentam sobre política, sobre grandes negócios e até mesmo sobre assuntos da Igreja. Quando aprenderemos isso? Há tão pouco que o homem sabe – nem mesmo o que cabe em um dedal! As cartas ao editor de um jornal são mais divertidas do que as histórias em quadrinhos. O homem não sabe, e não pode saber. Jó tinha que aprender esta verdade da maneira mais difícil. Ele acreditava que podia disputar com Deus! Ele encheu sua boca de argumentos. Então Deus veio! Deus fez as perguntas. Jó não podia responder nem uma das perguntas mais básicas que Deus lhe fez sobre a vida. Jó se arrependeu (Jó 40:3-5; 42:1-6). Jó aprendeu bem sua lição. Deus é Deus e o homem é homem.
No entanto, Deus envolve o homem em Sua obra. Muitos acreditam que o céu será um eterno questionamento onde Deus responderá nossas perguntas! Não aposte nisso! Isto foi o que alguém disse: “Eu tinha mil perguntas para fazer a Deus – até conhecê-lo”! Encontrar Deus, e o que Ele quer, é mais importante do que o que nós queremos. Tiago e João tiveram que aprender que a oração não deve ser reduzida a pedidos infantis. A família não deve tirar proveito da oração por seus privilégios. Mesmo os santos não devem tentar manipular a Deus. Deus quer ouvir e responder nossas preces. Em oração, o que devemos querer é conhecer a Deus, não usá-lo! Não podemos ter acesso ao poder de Deus sem ter Deus. Esta é a questão.
Saber porque algumas orações são respondidas afirmativamente, e outras negativamente, é ter a mente de Deus (onisciência). As coisas secretas pertencem a Deus (Deuteronômio 29:29). Os céus ainda são mais altos que a terra. Deus é o criador; nós somos sua criação. Entender a oração é ser Deus. Além disso, se o homem soubesse tudo, por que oraria? Acreditamos em Deus, ou em nosso conceito idolátrico de oração? Se acreditarmos em Deus, então oraremos e esperaremos em silêncio. O homem precisa de Deus… não das suas explicações. O pequeno cérebro do homem não conseguiria lidar com as explicações. Deus nunca explicou nada a Jó – mas Ele veio! Jó precisava de Deus – não de suas respostas. Nós precisamos de Deus. Já que Deus é Deus, é então nosso dever saber como ou por que Deus responde à oração? Deus não nos conduz sem o nosso pensamento, ou apesar do nosso pensamento, mas através do nosso pensamento. Esta foi a observação que alguém fez: “pode-se ouvir gravações, ler livros, ir a seminários de oração; mas ele só aprenderá a orar, apenas quando começar a orar”. Não devemos filosofar a nossa entrada na oração, nem a nossa saída dela. Ore… ore… ore até que, com base nas Escrituras, você esteja convencido de que Deus respondeu às suas orações.
O HOMEM NORMALMENTE NÃO SABE O QUE PEDE
Há tanta coisa que perdemos por nos concentrarmos no pouco! Jesus repreendeu Tiago e João. No entanto, leia Mateus 20:20-28 como se fosse a primeira vez. A mãe e os filhos vieram a Jesus e o adoraram. Mesmo dando o seu melhor, o homem falha! Ninguém é perfeito. Eles fizeram um pedido. Perceba a resposta de Jesus: “O que você quer?” (Mateus 20:21). Jesus quer que lhe peçamos; ele quer nos dar. Não é errado vir diante de Jesus, e pedir-lhe.
A repreensão de Jesus é séria, até severa. “Você não sabe o que está pedindo” (v. 22a). Jesus rejeitou o pedido deles por duas razões básicas: 1) o pedido deles prejudicaria a si mesmos e aos outros, e 2) era doutrinariamente impossível. Deus deu a Jesus uma cruz – não um trono. Os outros discípulos ficaram indignados com o pedido de Tiago e João! Responder “sim” ao que eles queriam poderia ter “dividido a igreja”. Muitas vezes nossas preces são melhor atendidas quando a resposta é negativa. Foi o que aconteceu com eles. Esta é a observação que alguém fez: “Há mais lágrimas derramadas por causa das orações respondidas do que aquelas derramadas por causa das não respondidas”. Eu vivi o suficiente para agradecer a Deus pelo seu “não”. Orações egoístas e sem reflexão nos machucam. Nos fazem parecer crianças que querem doces demais.
Continue lendo o texto. Foi o sacrifício que foi oferecido aos filhos, não a glória. O sucesso da oração não está no que recebemos de Deus, mas no que Ele recebe de nós. Esta observação é crucial para a nossa vida de oração. A oração a Deus não é feita para nos fazer sentir bem – ela é feita para nos manter humildes. A oração nunca substitui o trabalho, o pensamento, a vigilância, o sofrimento, a doação. A oração é o fundamento de todos esses esforços. Na oração Deus torna possível que o melhor de nós possa sair!
Tiago e João foram chamados de “Filhos do Trovão” por Jesus (Marcos 3:17). O tempo e a maturidade mudaram a maneira como eles eram conhecidos. Tiago foi o primeiro apóstolo a ser martirizado. João se tornou o amado “apóstolo do amor”. Para ser honesto, olhamos com horror para o que um dia desejamos. O que antes cobiçávamos agora é repulsivo. A oração nos transforma porque nos amadurece.
DEUS SABE O QUE VAMOS PEDIR ANTES DE PEDIRMOS
Para crer na oração devemos refletir profundamente e sermos honestos. Deus sabe o que vamos pedir antes de pedirmos. O cético, então, pergunta: “Por que orar? Simplesmente, esta é toda a razão da oração:”…porque teu Pai sabe o que você precisa antes que lhe peças" (Mateus 6.8, 32; Lucas 12.30). Jesus disse que a oração é como a submissão das crianças ao pai (Mateus 7:11; Lucas 11:13). Muitos presentes não podem ser dados pelos pais até que seus filhos os busquem de forma profunda e persistente.
Lembre-se, Jesus também disse: “Peça, busque, bata”. A oração não é mágica religiosa automática. Muitos pais dão aos seus filhos muitas coisas cedo demais. Quando se tornam adultos, eles estão mal preparados para a vida real. Deus não é um “Papai Noel”. Os desejos irresponsáveis são prejudiciais quando concedidos. A infelicidade é profunda na oração… não a infantilidade. Dar a uma criança tudo o que ela quer leva ao tédio. Não devemos orar para receber aquilo para o qual não estamos dispostos a trabalhar. Há muitos que hoje dão sem sacrifício, oram sem jejum e evangelizam sem derramamento de lágrimas. Não é assim que funciona! Uma das maiores avaliações da oração é o que fazemos depois de orarmos. Oração é disciplina.
Tragicamente, a maioria de nós acredita que Deus só pode agir de uma maneira. A Bíblia nos diz que às vezes certas situações ficam piores antes de melhorarem. Esta é a verdade da cruz. Se não houver cruz, não há coroa. Deus pode até fazer o oposto do que esperamos. Um princípio fundamental da fé é estar preparado para o inesperado de Deus. Você pode confiar em Deus na escuridão? Deus só pode dar onde encontra mãos vazias e abertas. Parece ser mais fácil confiar em Deus em relação à vida eterna do que em relação à vida diária.
Há outros, que com falsa humildade, não querem “incomodar a Deus”. Vá em frente, incomode-o! Os pais gostam de ser incomodados por seus filhos! Os pais gostam de ver seus filhos crescerem e amadurecerem. Nada é muito pequeno, ou muito grande, para Deus. Qualquer coisa que seja pequena demais para orar é pequena demais para ser um fardo para se preocupar. Acreditar que algo é grande demais para Deus é falta de fé.
PODE O HOMEM FAZER DEUS MUDAR?
Pode o homem fazer o Deus Todo-poderoso mudar? Que privilégio impressionante e sagrado! Quem me dera ter respostas melhores! Pode um homem finito, falível, defeituoso fazer um Deus infalível mudar? A ideia é absurda? Moisés fez de acordo com Êxodo 32:14! Ezequias fez de acordo com 2 Reis 20:1-6! Há outros que oraram e receberam respostas gloriosas! A humildade de Deus! O risco que Deus corre! Que grande Deus! Há outros, como Tiago e João no texto que estamos estudando, que não se safaram. A própria ideia de que o homem poderia fazer uma sugestão a Deus é incrível! No entanto, a oração não é superstição. Deus não é um mágico ou uma companhia de seguros. Os pais sábios querem que seus filhos façam pedidos a eles. Eles concordam com pedidos sábios, mas não gostam de ser manipulados. Deus abomina miçangas, ídolos e pedidos infantis. Deus não está no negócio de estátuas ou rosários de contas.
A oração não é um debate. O homem não pode convencer Deus a fazer o que é contra a sua vontade. Deus não é indiferente – Ele está disposto a isso. Não devemos tentar fazer Deus desistir, mas tentar insistir. A oração não é o nosso uso de Deus, mas o uso que Deus faz de nós. A própria ideia de “testar Deus” é uma pequena blasfêmia, não intencional. “Usar” uma amizade é “abusar” dela.
DEVE-SE LEVAR OS OUTROS EM CONSIDERAÇÃO
Os outros apóstolos estavam indignados com Tiago e João – isso pode significar que eles estavam simplesmente chateados por não terem pensado em tal pedido antes! Há orações que se neutralizam umas às outras. A natureza (Deus) faz chover sobre os justos e injustos. Deus não pode contradizer-se a si mesmo. Com quase cinco bilhões de pessoas no mundo, Deus tem suas mãos cheias!
Sim, admita! Muitas orações são infantis, egoístas e erradas! O texto que estamos estudando revela esse fato. Olhamos para Tiago e João com indignação, depois temos pena deles, e finalmente rimos deles. Eles são como nós! O que eles pensariam de nossas orações?
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