Só existem duas respostas possíveis para esta pergunta: Sim ou não.
Uma pessoa pode acreditar que Deus existe, mesmo que de diversas formas diferentes como o Deus pessoal descrito na Bíblia ou uma espécie de força inteligente, talvez até como ouniverso sendo descrito como o próprio Deus, onde todos faríamos parte desse Deus e retornaríamos a Ele um dia.Ou então pode descartar o divino de nossa realidade e acreditar que a causalidade gerou tudo o que conhecemos e somos, sem a necessidade de um Ser inteligente como Criador.
É possível uma dessas duas formas de visão comprovar com absoluta precisão, sem margem para dúvidas, de uma maneira certa e irrefutável que é a mais pura verdade incontestável e absoluta?
Não.
Não é possível comprovar com absoluta certeza através de argumentos que Deus existe.
Também não é possível comprovar com absoluta certeza através de argumentos que Deus não existe.
Uma pessoa para acreditar na existência de Deus necessita que em algum momento de sua vida algo aconteça para que ela passe a acreditar ou será que esta crença é inata, está inserida no mais intimo de seu ser?
E outra pessoa que não acredite, será que algo aconteceu durante sua vida que afaste a ideia de um Ser Criador ou esta crença é a verdadeiramente inata, dependendo de algum acontecimento para refutá-la, afastando o indivíduo da mais pura verdade essencial?
Para muitos que acreditam que Deus existe, qualquer outra forma de pensar é absurda e nem deve ser levada em consideração, não necessitando de argumentos para comprovação de que Deus existe, pois para estes, isto é tão certo como 2+2=4.
Já para muitos que não acreditam, não necessitam de argumentos para se apoiarem, pois é muito mais lógico crer em uma evolução de todas as coisas do que em um Deus que seria perfeito e bom, pois este, por exemplo, não permitiria tanta maldade e injustiça em sua Criação, que também deveria ser perfeita e harmoniosa.
Este artigo tratando sobre a existência ou não de Deus será baseado em argumentações lógicas e, às vezes, exaustivas, sendo necessário o exercício de nossa razão e inteligência para chegarmos a algumas conclusões. Previno que alguns que estiverem lendo poderão acha-lo chato e desnecessário e se suas crenças estiverem bem firmadas em seus intelectos, realmente não terão interesse em continuar a leitura até o final. Mas para aqueles que se interessarem pelo assunto e quiserem penetrar no mundo do raciocínio e argumentações a favor e contra esta ideia para satisfazerem sua inteligência com relação à fé que possuem, convido a desfrutarem juntamente comigo este universo infinito de possibilidades.
Da mesma forma que muitos dos que acreditam, ou não, baseiam-se apenas em suas próprias impressões, sem, contudo, poderem comprovar de forma significativa os motivos que os levam a pensar assim, outros sentem em seu intimo uma necessidade de buscarem algo em que possam se agarrar para acreditarem em alguma coisa. Não podem acreditar em Deus simplesmente porque outras pessoas acreditam, mas também não conseguem eliminar suas dúvidas com relação a tudo o que foi criado, não conseguem chegar a alguma explicação que os satisfaça.
Pessoas que pensam assim poderão achar este artigo interessante, mas não apenas estas.
Se você acredita em Deus, mas nunca precisou ou pensou na possibilidade de comprovar sua crença a outra pessoa, poderá encontrar aqui bons argumentos para comprovar aquilo em que acredita.
Se, da mesma forma, você não acredita em Deus, mas nunca se interessou grandemente pelo assunto ou nunca achou necessário comprovar suas convicções, poderá encontrar aqui a possibilidade de confrontar tudo em que acredita com a realidade à sua volta e fortalecer ou colocar à prova as verdades em que acredita.
Fé e Razão
A fé nada mais é que uma certeza, uma convicção em algo. Será que para se acreditar na existência de Deus é necessária uma fé cega, sem um alicerce consistente que possa ser comprovado através da razão?
É possível demonstrar de uma maneira igualmente consistente a evolução do universo de uma maneira inteligível e satisfatória eliminando por completo a necessidade de um Ser Criador para dar início a todas as coisas?
Uma fé isolada, por si mesma, não tem a capacidade de convencer ninguém de sua veracidade. É necessário acrescentarmos razão a nossa fé, independentemente do alvo desta fé, para que se possa discutir de uma maneira eficaz tanto com aqueles que simplesmente não creiam em nada como nos que creiam em algo diverso do que você acredita.
A razão e a fé não tem que ser, de forma alguma, adversárias, mas uma tem que sustentar a outra.
Em uma análise um pouco mais aprofundada, pode-se perceber que opiniões podem contradizer a fé, mas a razão não pode. Ninguém acredita em algo que lhe pareça absurdo ou que para si mesmo não seja verdade. A fé do outro pode lhe parecer absurda, ele pode achar o mesmo sobre tudo o que você acredita, mas o indivíduo não pode acreditar em algo que lhe pareça absurdo.
Para uma pessoa que tenha sua fé fortemente embasada em um alicerce sólido deve, necessariamente, contestar através da razão qualquer argumento que contradiga sua fé. Isto é usar um raciocínio lógico, pois se for possível encontrar algum argumento que não possa ser contestado de uma forma eficaz, fica provado que esta fé não pode ser verdadeira.
Uma fé que seja racionalmente embasada não permite que a razão diminua sua importância, pelo contrario, utiliza a razão como forma de compreensão e comprovação. Da mesma forma, necessitamos da fé para conhecermos a verdade através da razão, para termos condição de eliminarmos duvidas sem sentido, infundadas, para evitar conclusões baseadas em nossas paixões, preconceitos, tendências, fantasias, temores ou argumentações cíclicas que dão voltas e mais voltas e não provam nada.
Criação ou Evolução?
É necessário que um indivíduo esteja de acordo com uma das possibilidades expostas neste artigo. Ou acredita que Deus existe ou não acredita. Pode haver incertezas, por exemplo, pela falta de interesse sobre o assunto, mas não pode haver meio termo. Haverá sempre uma tendência em se posicionar de um lado ou de outro, da mesma maneira que é impossível uma mulher estar meio grávida.
Qual destas duas formas de pensar possui melhores condições de provar ser a verdade?
Os ateístas (que não acreditam em Deus) costumam dizer que aqueles que acreditam em Deus não podem provar sua existência, que se baseiam exclusivamente na fé para fazerem tal afirmação.
No campo cientifico, a possibilidade de um Deus Criador não é totalmente descartada aceitando-se o evolucionismo, pois este não elimina necessariamente o criacionismo. A evolução não pode e não deve ser encarada apenas como uma teoria que exclui Deus ou um projeto divino para a criação através da seleção natural. Ela pode ser vista como uma teoria que tenta explicar o surgimento de espécies mais complexas a partir de registros fósseis e como isso pode ter acontecido através desta seleção natural pela sobrevivência do mais forte, mais apto e melhor preparado.
Excluir Deus da criação baseando-se num processo seletivo não é um argumento científico, mas filosófico. Por que Deus não poderia se valer da evolução como um processo para atingir seus objetivos? Para um Ser Todo Poderoso cuja vontade é soberana, haveria algum empecilho utilizar este método ou escolher simplesmente criar todas as espécies prontas como as conhecemos hoje em dia?
Deus pode ter escolhido originar o universo a bilhões de anos atrás e, pacientemente, aguardado a interação entre energias, para que em um determinado momento os átomos surgissem através da interação dessas energias e forças como a gravitacional, eletromagnética, nuclear. Com isto surgiriam as primeiras moléculas e estas interações prosseguiriam umas após as outras num processo de bilhões de anos para a formação da matéria que se transformaria em planetas, sois, galáxias. Em seguida poderia aguardar que esta matéria continuasse interagindo até que algum tipo de forma orgânica primitiva surgisse (ou poderia até mesmo dar uma pequena mãozinha para que isto acontecesse) e desta primeira forma de vida ancestral aguardar um processo evolutivo que gerasse formas de vida cada vez mais complexas, através da seleção de espécimes mais fortes e melhor preparados para sobreviverem a um ambiente hostil como deveria ser em uma época tão longínqua.
Como é possível demonstrar, uma teoria evolucionista não exclui Deus da criação, mas apenas argumenta a favor de uma das possibilidades para esta criação.
Outra possibilidade é a de que Deus realmente tenha criado todo o universo e as formas de vida de uma maneira muito mais próxima ao relato bíblico. Todo o universo conhecido pode ter realmente sido criado em apenas seis dias (se estes dias são literais de 24 horas ou poderiam ser estendidos cada um deles para alguns milhões de anos é assunto para outra discussão), na verdade, a ciência não tem como afirmar nada definitivo sobre a origem do universo ou das formas de vida.
Existe uma parte da ciência com estudos sérios sobre estas origens, que tratam da possibilidade real do Big Bang ter acontecido, procurando demonstrar através de simulações e cálculos,buscando das mais variadas formas encontrar explicações lógicas e racionais que comprovem esta teoria. E realmente existem respostas satisfatórias que podem explicar uma série de situações reais através desta teoria, dando embasamento a ela através de argumentos contundentes que demonstram a efetiva possibilidade real de tudo ter começado desta forma.
Por outro lado, também existe uma parte da ciência com estudos igualmente sérios chegando à conclusão de que uma teoria criacionista pode ser bastante satisfatória. Isto não quer dizer que estes cientistas sejam necessariamente pessoas religiosas tentando comprovar que Deus está por trás da criação, ajustando a realidade de alguma maneira para parecer coerente de forma a dar embasamento à visão bíblica. Pelo contrário, são cientistas que através de seus estudos encontram fortes indícios a favor, por exemplo, de que todas as espécies de seres vivos foram criadas separadamente, não através da evolução a partir de um espécime em comum.
Assim, percebemos que temos apenas teorias, mas nenhuma certeza. Não se pode afirmar e provar que a evolução seja um fato concreto, mas apenas que ela é possível. Da mesma forma devemos tratar a teoria criacionista.
Até agora, vimos que estas duas teorias são possíveis, mas que não podem por si só comprovarem a existência de Deus ou não. Mas qual destas duas teria explicações menos satisfatórias com relação à criação do universo? Qual delas teria um menor número de provas satisfatórias a nos oferecer?
Vamos tentar olhar primeiramente para o passado e ver qual delas possui melhores respostas.
Evolucionismo
Tratemos neste momento a evolução de uma maneira que exclui Deus da criação. A evolução se daria ao acaso, através da interação de forças e energias que através de bilhões de anos chegaria ao universo como o conhecemos. Investiguemos o assunto de uma maneira um pouco mais aprofundada.
De acordo com a teoria do Big Bang, o universo teve sua origem em uma explosão de magnitude inimaginável para nós, a partir de um único ponto de tamanho atômico que concentraria toda a energia necessária para a formação de tudo o que conhecemos hoje. Não se conhece exatamente o que teria acontecido nas primeiras frações de segundo logo após esta explosão, mas a partir de cálculos matemáticos e experiências em laboratório pode-se chegar a conclusões convincentes do que teria acontecido a partir de então. Estas conclusões são capazes de explicar com relativa coerência e real possibilidade a evolução do universo através da interação das energias e elementos primordiais presentes nestes primeiros momentos do nosso universo. Desde então as galáxias passaram a se formar, com suas estrelas, planetas e tudo mais que existe, num processo de bilhões de anos, até que em algum momento a combinação destes elementos proporcionou um primeiro espécime primitivo a partir de formas inorgânicas em uma forma orgânica. Neste momento teria surgido a primeira forma de vida no universo. Se este fabuloso acontecimento se deu aqui neste nosso planeta ou em qualquer outro lugar neste universo de proporções infinitas ou mesmo se aconteceu em diversas partes deste, é motivo para outro estudo do qual não trataremos neste artigo.
Seguindo esta linha de raciocínio, podemos adentrar em outra teoria bastante aceita pela sociedade moderna, o Evolucionismo de Darwin. De acordo com esta teoria, todos os espécimes existentes teriam surgido a partir de um ancestral comum, provavelmente este mesmo citado algumas linhas acima. Em um processo de milhões e milhões de anos, este organismo teria passado por uma adaptação e evolução, dando origem a novos espécimes melhores preparados e mais aptos para sobreviverem. Este processo teria continuado ininterruptamente até os dias de hoje, dando origem a novas espécies cada vez melhor adaptadas aos mais diversos tipos de clima e situações existentes no planeta, o que pode explicar esta imensa diversidade de formas de vida tanto vegetal como animal que existem. Em um processo de seleção natural, os mais fortes sobrevivem, enquanto os mais fracos são extintos ao longo do tempo.
Isto tudo é uma maneira muito simplista de abordar o assunto, mas o que queremos é apenas mostrar de uma maneira que possa ser facilmente compreendida o que abordam estas teorias, para analisarmos o que realmente nos interessa aqui, a possibilidade de racionalmente chegarmos a uma conclusão sobre a existência de Deus.
O que não podemos esquecer é que na verdade não existem certezas com relação à origem do universo. Muitas pessoas não sabem que por ser uma teoria bem aceita, como a do Big Bang, por exemplo, não muda o fato de que ela é apenas uma teoria, como diversas outras que existem. A diferença real é que esta pode explicar uma série de situações que algumas outras não conseguem, mas mesmo assim, muito ainda fica sem explicação, como veremos mais a frente.
Tentando olhar com objetividade para o passado, o que o Big Bang pode explicar com relação à origem de todas as coisas?
Todo o universo teria se originado em uma explosão de magnitude inimaginável que deu inicio a interações de energias e forças como a nuclear, gravitacional, eletromagnética, etc. Ali também teve início o que chamamos de espaço-tempo e todas estas interações que ocorreram durante milhões, bilhões de anos (sempre ao acaso) deram início a toda a matéria inorgânica e orgânica que conhecemos, todas as espécies de vida e forças que estão presentes na natureza e em toda a imensidão infinita do universo. Este universo continua em expansão ainda pelo efeito da gigantesca explosão inicial e as interações de energia e matéria continuam, formando novas estrelas, planetas, galáxias e possivelmente novas formas de vida. Este processo continuará indefinidamente, em uma evolução constante que proporcionará formas de vida cada vez mais adaptadas, inteligentes e provavelmente cada vez mais próximas da perfeição, de acordo com o que podemos observar no processo evolutivo.
O que acham, parece bastante lógico, não é?
Parece, mas vejam o que acontece quanto começamos a fazer algumas indagações sobre o assunto:
1. De onde veio toda a energia acumulada e concentrada em um único ponto de tamanho nuclear que gerou a explosão do Big Bang?
A ciência, por mais avançada que esteja não consegue chegar a uma explicação minimamente razoável para esta questão. Por que tanta energia estaria concentrada ali, esperando o momento em que entrasse em colapso e explodiria para gerar tudo o que conhecemos? Evidentemente, existem algumas explicações, mas nenhuma é realmente satisfatória. A ciência não tem como explicar o que teria dado início a esta explosão e muito menos de onde surgiu esta energia. Sabe-se apenas o que teria acontecido algumas frações de segundo após a explosão, tudo através principalmente de cálculos matemáticos e exaustivos experimentos que conseguem comprovar uma série de situações reais presentes no universo, por isso esta teoria é tão aceita. Mas toda ela é baseada na possibilidade de que esta explosão tenha realmente acontecido, seu alicerce é apenas a imaginação do homem, e nada mais. Imagina-se que esta explosão tenha acontecido, sem que se possa explicar por que ela teria acontecido, de onde teria vindo toda a energia acumulada ou mesmo por que esta energia estaria acumulada daquela forma, em um único ponto. De qualquer forma, esta teoria não resolve todas as situações existentes, por isso novas teorias surgem de tempos em tempos, procurando explicar o que as anteriores não puderam, mas como é possível perceber, mesmo esta teoria muito conhecida do grande Big Bang não explica nada, apenas especula partindo de um princípio meramente imaginativo, não conclusivo e verdadeiramente sem nenhum embasamento sólido. Quando não se pode comprovar o início, o ponto zero, ponto de partida de onde tudo começou, de que adianta investir bilhões e bilhões para explicar algo que na verdade não explica nada? De que adianta saber o que aconteceu uma fração de segundos depois de uma explosão se não se sabe o que causou esta explosão, por que ela existiu, ou não se tenha a menor idéia de por que tudo teria começado assim? A meu ver, parte-se do ponto zero e retorna-se ao ponto zero sem dar sequer um passo em direção a alguma resposta.
Mas é evidente que existem explicações. Uma delas é que o universo hoje estaria em expansão, mas que em determinado momento ele passaria a um movimento de contração. Se isto fosse verdade, muitas perguntas poderiam ser respondidas. O universo se expandiria até certo limite, então passaria a contrair-se e a concentrar cada vez mais toda a energia que contem. Acrescentando-se a esse movimento alguns bilhões de anos, em um determinado momento toda a energia estaria contida em um único ponto, até que entrasse em colapso e explodisse num grande Big Bang, dando início a um novo universo em expansão, para que em bilhões de anos todo o processo recomeçasse. Isto explica de onde teria vindo toda a energia que deu origem ao Big Bang. O nosso universo seria cíclico e provavelmente incontáveis Big Bangs teriam acontecido, num processo infinito!
Infelizmente, esta é outra explicação que não explica nada, pois não está de acordo com a primeira e segunda leis da Termodinâmica. Mas isso nós veremos melhor mais adiante.
2. Com relação à evolução de Darwin, como teria surgido a primeira forma de vida?
Utilizando-se a mesma linha de raciocínio, com um olhar objetivo para o passado, remonta-se a uma época em que não haveria nenhuma forma de vida no universo, apenas matéria inorgânica. As interações entre energias e matéria estariam em plena atividade, explosões estelares, choques entre planetas, estrelas, asteroides, vulcões, tempestades dos mais diversos tipos, um verdadeiro caldeirão com uma espécie de sopa cósmica dando origem ao universo como o conhecemos. Em um determinado momento, estas interações entre energias, matéria, forças físicas, químicas, em altas temperaturas, pressões gravitacionais, eletromagnéticas e talvez outras forças que nem conheçamos, interagiram até que algo inexplicável aconteceu. Esta matéria inorgânica, através de um processo que ainda não conhecemos, interagiu de tal maneira que de alguma forma surgiu um primeiro elemento primitivo que daria origem a matéria orgânica. Milagrosamente toda esta matéria sem vida interagiu até que inexplicavelmente algum tipo de forma de vida, ainda que extremamente primitiva e simples surgiu em meio a todo este caos.
Parece uma possibilidade bastante lógica e atraente. O problema é que precisamos acreditar no mero acaso, na sorte, para validar esta teoria. Este é um processo que ainda não pode ser recriado em laboratório. Não é possível criar qualquer forma de vida, por mais primitiva que seja, através apenas de matéria inorgânica. O que existe de concreto é mera especulação. Acredita-se que de alguma maneira, talvez um evento único na história do universo devido a pouca probabilidade de que isso aconteça, muito mais por um “acidente”, um “imprevisto improvável”, verdadeiramente um mero acaso, uma eventualidade, um incidente, a vida tenha surgido no universo.
Será que continua fazendo tanto sentido assim? A vida teria surgido no universo por acidente! Mas não desanimemos, prossigamos em nosso raciocínio. Aceitemos esta argumentação como possível e provável. Um evento único, por sorte ou acaso com uma probabilidade quase zero de se repetir dá origem a algum tipo de forma de vida. Esta espécie precisa sobreviver em meio àquele caos e de alguma forma dar continuidade à sua frágil existência. Aceitemos que esta forma de vida fosse tão primitiva que não pudesse ser comparada à vida como a conhecemos hoje. De alguma forma ela teria que evoluir para deixar de ser o que era e passasse a ser algo um pouco mais complexo. O que poderia explicar esta evolução? Nada, a não ser novamente o mero acaso, outro evento improvável e milagroso como o anterior. Tudo fica reduzido novamente a um eventual acidente inexplicável para justificar esta evolução.
Dando continuidade, este novo espécime teria que continuar seu processo de evolução, necessitando de incontáveis acasos, sorte ou incidentes, como queiram chamar, para que futuramente outros incidentes o fizessem se reproduzir, continuar em evolução até atingirem formas de vida mais complexas que entram em uma organização mais lógica e que pode ser explicada através de nossa ciência e tecnologias atuais.
A que conclusão podemos chegar com estas explicações? Semelhantemente à teoria do Big Bang, estas explicações não explicam nada com relação à verdadeira origem da vida. Baseiam-se apenas na imaginação e especulação humanas. O acaso tem que explicar tudo, porque não se pode chegar a nenhuma explicação racional contundente. É necessário alguma explicação para dar embasamento as teorias que existem, transformando-as em algo que pareça lógico, racional e provável. Se a ideia de um Ser Criador não é aceita, deve-se procurar alternativas que pareçam lógicas. Estas alternativas realmente surgem, mas não podem retroceder até o ponto zero da origem, pois esta não pode ser explicada. Partindo-se de uma explicação qualquer para este início, usa-se toda a inteligência e raciocínio para se comprovar que esta escolha é possível, ainda que tenha surgido apenas da imaginação do homem e não de fatos concretos, pois estes são impossíveis.
Tanto a teoria do Big Bang quanto a evolução de Darwin baseiam-se na probabilidade de que as coisas realmente tenham acontecido assim. É perfeitamente possível aceitar esta possibilidade, pois realmente é possível que elas tenham sido assim, mas não se pode afirmar que esta seja mais provável do que outras milhares de possibilidades que podem surgir.
Para termos uma ideia de como a própria ciência trata este assunto, vejamos o que ela diz com relação a probabilidades estatísticas:
· Qual a probabilidade de uma proteína funcional com 100 aminoácidos sequenciados surgir na natureza ao acaso, por meio de um acidente ou incidente mediante a interação de forças, energias e matéria, que é a maneira utilizada como explicação para as teorias citadas. Lembrando que esta é uma estrutura das mais simples existentes, para não dificultarmos as coisas de princípio. A probabilidade é de 1 em 10127.
Vamos tentar visualizar estas potências que utilizaremos em números reais, para termos uma ideia da grandiosidade dos números com que estamos tratando. A probabilidade descrita como sendo de 1 em 1010 é o mesmo que dizer que a chance para que isto aconteça seja de 1 em 10.000.000.000 ou seja, uma em cada dez bilhões. Este é o número real do número 10 elevado a décima potência. Se quiser se divertir, calcule o número real deste primeiro exemplo, que é o número 10 elevado ao número 127.
· Qual a probabilidade de uma célula animal (que é uma estrutura bem mais complexa do que a anterior) surgir ao acaso, por um acidente ou eventualidade? A probabilidade é de 1 em 1057.800.
· E para encerrarmos esta linha de raciocínio, se todo o universo e todas as formas de vida surgiram ao acaso, por meio da sorte encaixando-se nas probabilidades descritas acima, afinal de contas estas coincidências teriam que ter se repetido um grande número de vezes até que atingisse a complexidade de um ser humano. E qual a probabilidade de um ser humano ter surgido ao acaso, por acidente, uma eventualidade ou simplesmente sorte? A chance é de 1 em 102.000.000.000 (Alguém se atreve a escrever esta potência em números reais?)
Estes são cálculos científicos, é o que a ciência afirma sobre a probabilidade. Ela também afirma que para que algo seja considerado possível a chance para que aconteça não pode ser maior do que a de 1 em 1015. A partir deste número, a própria ciência afirma que é praticamente impossível que alguma coisa aconteça, ou seja, nem a ciência acredita que os exemplos acima realmente poderiam ter acontecido.
3. Se a evolução é contínua e progressiva, podemos visualizar esta evolução entre os seres humanos?
É perfeitamente possível verificarmos uma evolução entre os seres humanos. Mas qual é a verdadeira natureza desta evolução? Será que está ligada diretamente a uma evolução da espécie, baseada nos moldes da evolução Darwiniana? Estaria o homem caminhando nosentido de um futuro brilhante, onde a raça humana evoluiria de uma espécie que vivia na barbárie para uma humanidade com uma moral aperfeiçoada, uma sociedade justa, isenta da maldade e corrupção que verificamos hoje em dia? Um planeta habitado por seres humanos conscientes, que não praticassem o mal, não fizessem nada aos outros que não fariam a si mesmos, tratando todos com amor e respeito, sem roubos, sem mentiras, sem a necessidade de prisões, sem nenhuma criatura passando fome ou qualquer tipo de necessidade, a final de contas, quem permitiria que o outro passasse fome se ninguém jamais faria isso a si próprio?
Vamos olhar outra vez para o passado, para tentarmos compreender qual a natureza da evolução que podemos verificar na raça humana.
Diante do que os registros fósseis nos fornecem, os primeiros homens viviam em plena interação com a natureza. Alguns os chamam até de “homens das cavernas”, pois não tinham um lugar distinto para morar. Provavelmente muitos destes homens eram nômades, não se fixando por muito tempo em um mesmo lugar. A vida destes deveria estar baseada em encontrar comida para sobreviver, não ser atacado por algum predador ou animal feroz, descansar e dormir.
Com o passar do tempo, a inteligência destes homens os capacitou a criarem instrumentos que facilitavam o seu dia a dia. Através da observação eles perceberam diversas situações na natureza que trariam grandes melhorias as suas vidas, como, por exemplo, que o fogo poderia ser um grande aliado. Perceberam que poderiam plantar e criar hortas e com a continuidade do tempo e das observações entenderam que também poderiam criar alguns animais para seu próprio alimento.
Os anos prosseguem e o que eram alguns grupos isolados passam a viver com certa estabilidade juntos, dando início, assim, ao primeiro protótipo do que viria a ser nossa sociedade moderna. Nestes primeiros agrupamentos, experiências diversas que cada indivíduo tinha foram se somando, o que deve ter garantido um processo evolutivo acelerado em um curto espaço de tempo, pois o homem tem facilidade em somar conhecimento, e as experiências somadas garantiram uma melhora na vida de todos os indivíduos.
A somatória contínua destes conhecimentos, associado à capacidade intelectual de alguns indivíduos privilegiados que sempre surgiram na história humana, garantiu uma melhora nos instrumentos utilizados, nas técnicas de agricultura e criação de animais. Se antes moravam em cavernas, agora já possuíam casas que se tornavam cada vez mais confortáveis e seguras.
Estas primeiras sociedades foram crescendo num ritmo acelerado e para manter a ordem devem ter surgido as primeiras leis, para impedirem o roubo daqueles que tinham uma condição mais privilegiada, para garantir a ordem e justiça dentro daquelas comunidades. Provavelmente alguns foram se tornando lideres por terem maior aptidão para resolverem os problemas que surgiam e com isso ganhavam prestígio entre a comunidade.
Dando um grande salto no tempo, chegamos às sociedades estabelecidas, com suas formas de governo, suas leis e divisões em classes sociais. O que era apenas uma melhora nos instrumentos do dia a dia transforma-se em tecnologia e o homem cria máquinas cada vez mais modernas, trazendo conforto e praticidade à vida das pessoas.
Em outro grande salto no tempo chegamos à era dos computadores, aviões, navios luxuosos, foguetes, satélites, carros, televisores, etc., etc., etc. Não podemos nos esquecer que estas tecnologias modernas só puderam acontecer devido a capacidade do ser humano de acumular conhecimento. Diante daquilo que o homem como indivíduo ou como raça aprendeu até determinado ponto, outros surgem, estudam e melhoram este aprendizado até que outros o sucedam. Esta é a evolução da tecnologia, uma somatória de tudo o que foi descoberto até então sendo melhorado continuamente, num processo que teve início naqueles primeiros indivíduos chamados por alguns de “homens das cavernas” e que descobriram que uma pedra afiada seria de grande utilidade.
Esta é sem dúvida uma bela visualização do processo evolutivo pelo qual a raça humana tem passado. É incontestável a existência desta evolução.
A questão é qual a natureza desta evolução?
Uma evolução tecnológica é inegável, assim como a melhora de certos aspectos na vida do indivíduo. O que não parece correto é afirmar que esta seja uma evolução de toda a raça humana, da maneira como Darwin afirmava ser.
Imaginemos um exemplo completamente fora da realidade, mas que servirá para compreendermos o assunto: - Um grupo de crianças brincando em um microcomputador em suas casas. O microcomputador também surgiu deste processo de acúmulo de informações, hoje em dia pessoas estudam para aprender a utilizar os componentes que fazem parte deste aparelho e aqueles que fazem disso sua profissão estão plenamente capacitados para os desenvolverem e aperfeiçoarem constantemente. Mesmo não sendo crianças, a maioria das pessoas que não tem nenhum problema em utilizar esta tecnologia, não tem os conhecimentos necessários para construírem um microcomputador, mesmo que tenham todos os componentes para isso. Voltando às crianças, imaginemos que algo acontecesse no planeta e nenhum adulto sobrevivesse, mas apenas crianças de até seis anos de idade. Imaginemos também que toda a tecnologia desaparecesse, nenhum carro, avião computador, absolutamente nada, tudo o que existe simplesmente se desintegrou e restaram apenas as crianças e a natureza, ou seja, árvores, pedras, rios, mares, somente os elementos básicos da natureza. Qual a probabilidade destas crianças resgatarem rapidamente toda a tecnologia que havia antes desta catástrofe ter acontecido? Como compreender o que é eletricidade, combustão, processos elementares da química e física, como desenvolverem fios, cabos, lâmpadas, microchips, motores, radio transmissores, telefones, televisores, carros, aviões... E você, conseguiria desenvolver tudo isso apenas olhando para as árvores, pedras, animais e rios? Estou usando crianças neste exemplo para deixá-lo o mais claro possível, mas imagine que apenas as pessoas capacitadas, que fizeram suas faculdades e transformaram estas tecnologias em sua forma de vidasejam retiradas do cenário.Estas pessoas que sabem desenvolver e aperfeiçoar computadores, carros, aviões, ou mesmo coisas mais simples, como uma lâmpada. Em que espécie de caos a humanidade mergulharia se isto acontecesse?
Sei que este exemplo não faz o menor sentido, mas isto não importa. O que quero é demonstrar que a evolução pela qual a humanidade passou não é necessariamente uma evolução da espécie, mas apenas uma evolução tecnológica. O ser humano é extremamente inteligente e sua capacidade de armazenar e aperfeiçoar continuamente conhecimento torna possível toda esta expansão tecnológica. Se olharmos para o futuro, não podemos imaginar o limite para esta capacidade humana e quantas maravilhas tecnológicas o homem ainda poderá criar.
Mas como espécie, será que a humanidade acompanhou esta evolução? Se olharmos novamente para o passado remoto reconheceremos que desde o início de sua história o ser humano sempre criou contendas entre si. Desde os registros mais antigos de civilizações percebemos guerras por poder e domínio. Sempre houve diferentes classes sociais, alguns poucos indivíduos abastados, outros em maior número vivendo relativamente bem e outros vivendo na mais absoluta miséria.
O homem sempre conviveu com a injustiça, mentira, assassinatos, roubos, inveja, maldade e toda uma infinidade de itens relacionados a uma pobreza moral. As sociedades e as formas de vida dos indivíduos em geral nunca sofreram grandes mudanças, se for retirada do contexto a evolução tecnológica. Uma minoria sempre dominou a maioria, em alguns casos sendo esta maioria duramente esmagada e vivendo de forma servil e escrava. Não importa se quem está no comando são reis, monarcas, príncipes, imperadores, faraós, bárbaros, políticos, presidentes, governadores, papas, sempre houve injustiça, servidão, desigualdade social, poucos vivendo com muito mais do que o necessário e muitos sobrevivendo com menos do que o imprescindível.
Esta linha de raciocínio tem o objetivo de demonstrar que a evolução humana não é uma evolução da espécie, mas apenas uma evolução tecnológica. Em termos morais pode se dizer que o ser humano continua vivendo praticamente na mesma barbárie dos tempos das cavernas. Existe todo um aparato tecnológico que cria uma falsa sensação de evolução, pois esta evolução é apenas das máquinas, aparelhos que trazem maior conforto, praticidade, mas que estão ligados somente a parte externa do ser humano. Interiormente, que é verdadeiramente o lugar que deveria ter evoluído com o passar dos milênios o homem continua com os mesmos valores morais. O ser humano como espécie, como raça, continua vivendo exatamente da mesma maneira que há milênios, com os mesmos valores e as mesmas perversidades.
Desta forma, me parece que fica claro que a evolução foi apenas da tecnologia, não do ser humano. Fica evidente que estas teorias sobre evolução obtêm pouquíssimas respostas satisfatórias. Fico com a impressão cíclica de que saímos de determinado ponto, damos voltas e mais voltas e retornamos ao ponto inicial, sem dar um passo se quer na direção da solução do problema.
Outros questionamentos poderiam ser feitos, mas creio que podemos dar continuidade ao nosso estudo.
Criacionismo
Como podemos ver, estas teorias não eliminam necessariamente a possibilidade de um Deus Criador que poderia ter se utilizado de todos estes processos para atingir seus objetivos, afinal de contas, como provar que o Big Bang não foi nada além do estalar de dedos de um Ser Todo Poderoso?
Mas será que existem outras possibilidades de se explicar a origem do universo que não se baseiem nessas teorias? O que a ciência diz a respeito disso?
Existem teorias e estudos que divergem em muito das conclusões atingidas através unicamente de ideias evolucionistas. Com relação à evolução de Darwin,por exemplo, que afirma que todas as espécies de animais teriam um ancestral comum de onde todas as demais teriam evoluído, existem determinadas áreas da ciência que tem feito descobertas que contrariam esta possibilidade.
Os estudos sobre os registros fósseis, remontando ao passado distante demonstram que todos os fósseis se encerram por si só em suas espécies, não sendo encontrado nada referente ao elo de evolução entre as espécies. Não existem fósseis de espécies intermediárias que demonstrariam que uma espécie menos evoluída, através da seleção natural pela sobrevivência do mais forte, teria se tornado uma espécie melhor adaptada, num processo que atingiria as espécies como as conhecemos hoje. Pelo contrário, os primeiros registros fósseis remontam ao período cambriano e todos aparecem formados, perfeitos dentro de cada espécie. O que acontece é a existência de fósseis que foram extintos e que não são encontrados hoje em dia, mas um jacaré, por exemplo, que especula-se que exista há vários milhões de anos, sempre foi um jacaré e não evoluiu de outras espécies até atingir sua forma como a conhecemos. Isto acontece com todas as espécies, um cachorro sempre foi um cachorro, um leão sempre foi um leão, uma águia, uma cobra, uma baleia, uma aranha ou um escorpião, sempre foram basicamente idênticos ao que são hoje. Não existem formas de vida intermediárias que demonstrem que estas espécies tenham evoluído de outras formas de vida.
Com raríssimas exceções, através de espécies inconclusivas baseadas muito mais em especulações do que realmente em comprovações, não existe nenhum fóssil de transição entre as espécies. O que existiu ao longo dos anos foram algumas confusões que nunca tiveram suas verdadeiras explicações divulgadas com eficácia na grande mídia.
Posso citar como exemplo um peixe, que talvez alguns já tenham visto, que possui pernas e pode caminhar por algum tempo sobre a terra. Afirmou-se que esta espécie curiosa seria uma das provas do elo existente entre a evolução das espécies, demonstrando um peixe que estaria em franco processo de evolução para se tornar futuramente um animal terrestre. O que infelizmente a mídia não divulgou com tanto interesse como esta suposta descoberta foram os resultados que as pesquisas e estudos chegaram com o passar do tempo. Este peixe nada mais é do que uma espécie que usa estes membros que se assemelham a pernas para caminhar no fundo dos oceanos, e não na superfície como se afirmou erroneamente no início das pesquisas.
Outro erro considerável, que inclusive já foi citado em diversas revistas cientificas, mas que ainda não caiu na grande mídia, é a datação baseada no carbono 14. A ciência está descartando este método como sendo seguro, mesmo por que vários erros foram constatados através dele. Por exemplo, uma ostra viva foi datada com cerca de 300 a 400 anos através deste método. Carvão feito em laboratório com um pedaço de madeira, água e muita pressão em apenas poucos dias, não pode ser diferenciado de um carvão natural que teria levado milhões de anos para se formar através da datação do carbono 14.
Estes são alguns argumentos a favor de uma teoria criacionista, mais existe muito mais. Estamos acostumados a pensar em um universo que tenha bilhões de anos de existência. Os estudos sobre fosseis e geologia datam a história dos animais e da própria terra como milhões e bilhões de anos. Basta apanhar qualquer livro de geografia do primário e verificar ensinos relacionados à formação das planícies, regiões montanhosas ou qualquer outra parte da superfície terrestre em que se afirma categoricamente que a ação dos ventos, do clima, terremotos, águas e diversas outras fontes ao longo de milhões de anos deixaram a superfície do nosso planeta como a conhecemos. Um exemplo bem conhecido e de fácil observação é o GrandCanyon. Estima-se que a ação dos ventos e das águas que sempre agiram naquela região, ao longo de milhares de anos deram a formação espetacular que conhecemos.
Acontece que determinados ramos da ciência contestam estas ideias. Existem atualmente cientistas que através de seus estudos encontram indícios concludentes de que a idade do planeta seja muito menor do que se acreditava até então. Estes cientistas afirmam terem encontrado provas de que a Terra teria apenas alguns mil anos e não milhões como se acredita. Estes estudos dão uma data aproximada para o planeta de cerca de 12 mil anos, o que é bem mais próximo ao relato bíblico que encontramos em Gênesis.
É interessante firmarmos que estas teorias não são de alguns fanáticos religiosos tentando desesperadamente dar maior embasamento a Bíblia. São cientistas sérios e renomados fazendo descobertas cientificas que, até mesmo para o espanto de muitos deles que participam destes estudos, aproximam grandemente nossa realidade das narrações Bíblicas.
Uma destas descobertas que dão indícios destas datações muito mais próximas aos nossos dias do que os milhões de anos necessários para a formação do planeta é o rádio halos.Estes halos são encontrados em granitos considerados cambrianos e são marcas deixadas nestas rochas pela radioatividade. Para que estes halos ficassem gravados, era necessário que a rocha estivesse em estado líquido quando a radioatividade começasse a ser emitida e então se solidificasse para que esta marca ficasse registrada nela. O problema está no fato de que esta rocha de granito, de acordo com o que afirmam os evolucionistas, deveria ter levado milhões de anos para se formar. Milhões de anos para que saísse deste estado líquido necessário para que os halos ficassem gravados até o momento em que se solidificassem e se transformassem nas rochas que são. Acontece que a radiação emitida por estes halos de polônio tem uma duração fugaz.Esta radioatividade se dissipa em menos de três minutos, de forma que a única maneira destes halos ficarem gravados nela é se as rochas estivessem no estado líquido enquanto este processo tivesse início e se solidificasse rapidamente, caso contrário seria impossível que estes halos ficassem registrados. É um processo semelhante ao se tentar congelar as bolhas que se formam em uma caneca cheia de água fervendo. Teria que ser um processo muito rápido, praticamente instantâneo de congelamento, caso contrário isto seria impossível! Com os rádio halos acontece a mesma coisa, ou a rocha teria que se solidificar em aproximadamente três minutos ou então a emissão de radioatividade cessaria e seria impossível que estes registros estivesse presentes nestas rochas.
Os halos de polônio são um indício de que a Terra foi formada instantaneamente, em concordância com as teorias criacionistas mais conservadoras! Estes estudos revelam que estas rochas foram simplesmente formadas em menos de três minutos, e não em milhões de anos como costuma-se acreditar.
O mais curioso é que até hoje, apesar de terem sido desafiados, não houve nenhuma resposta dos evolucionistas para este dado empírico.
Também existem ramos da ciência que estudam os indícios de um dilúvio universal ter de fato ocorrido. Hoje em dia sabe-se, por exemplo, que existe quantidade de água suficiente no interior do planeta capaz de inundarem toda a superfície. Da mesma forma que retiram-se bilhões de litros de petróleo de camadas subterrâneas a décadas, existe igualmente grande quantidade de água armazenada no interior da crosta terrestre. Esta água pode estar contida em imensa pressão e a ação de um terremoto de grandes proporções poderia causar uma catástrofe de proporções planetária.
Um dilúvio universal explica diversas situações. Esta grande quantidade de água escoando novamente para as profundezas da terra explicaria formações como as do Grand Canyon, por exemplo. Explicam também de forma satisfatória as diferentes camadas fosseis que encontramos em diversos lugares. Aliás, grande quantidade de fosseis teriam se originado nesta época, pois as condições necessárias para que eles se formassem são facilmente explicáveis através do dilúvio. Grandes animais, como os dinossauros, por exemplo, sendo cobertos rapidamente por grande quantidade de lama e sedimentos, todos sendo engolidos de uma só vez e rapidamente, dando origem a excelentes celeiros arqueológicos.
Todas estas hipóteses poderiam ser estudadas de forma muito mais aprofundada, existe grande quantidade de material que pode ser encontrado para pesquisa de quem se interessar pelo assunto. Mas o que pretendo aqui é apenas demonstrar que um leigo como eu pode encontrar grande quantidade de informação para chegar a suas próprias conclusões.
Conclusão
Admito que seria estupidez minha querer chegar com este pequeno artigo a conclusões incontestáveis que resolvessem todos os problemas entre religiões e ciências que existem. Não existe consenso nem mesmo entre os mais renomados cientistas, não pretendo do auge de minha ignorância querer resolver problemas cruciais que permeiam a história humana desde os tempos mais remotos.
Como um leigo e curioso, procuro apenas chegar a algumas conclusões que sejam minimamente coerentes com o que minha limitada capacidade me permite investigar, e o que quero é compartilhar meu raciocínio com quem se interessar pelo assunto.
Infelizmente, o que se torna um conhecimento popular difundido entre a maioria das pessoas, muitas vezes diverge do que realmente esteja acontecendo, principalmente quando relacionado à ciência. Tomemos como exemplo a tão conhecida teoria da evolução das espécies através da seleção natural. O que a maioria das pessoas acredita ser esta teoria, infelizmente está muito distante das atuais discussões científicas. Como já disse, não existe um consenso entre os principais cientistas contemporâneos, mas o que eles estudam hoje em dia está muito além do que se costuma imaginar.
Primeiramente, mesmo aqueles que partilham das concepções Darwinistas reconhecem que esta teoria não pode explicar efetivamente nada sobre a origem das espécies. Como o próprio nome diz, fala-se de uma seleção natural, e uma seleção só pode ser feita em espécies que já existam. Esta teoria nada explica sobre a criação de alguma nova espécie. Não está incluída a criatividade nesta teoria, mas apenas seleção.
Outro fato desconhecido da maioria das pessoas é que não existe uma única teoria evolucionista. Costuma-se pensar em Darwin, em um espécie primitivo do qual todas as espécies vivas se originaram através da evolução durante milhares de anos. O homem evoluindo do macaco, espécies marinhas se adaptando e tornando-se terrestres, espécies terrestres se adaptando e tornando-se aves e assim por diante.
Na verdade, existem diversas maneiras de se interpretar a evolução. Existe uma grande diferença, por exemplo, entre microevolução e macroevolução. A microevolução não costuma ser contestada, pois pode ser facilmente observada através da seleção natural, mutação, derivação genética, etc., este é um dos aspectos observados por Darwin. Alguns cientistas defendem que este aspecto não é necessariamente uma teoria cientifica, mas apenas uma observação do óbvio. Já a macroevolução, que seria a continuidade destas microevoluções ao longo de milhares de anos, implicaria no surgimento de novos órgãos, novas estruturas, ou até mesmo novas espécies. Seria um aumento visível de complexidade, como a evolução de estruturas multicelulares, a partir de estruturas unicelulares.
Infelizmente para os partidários da teoria evolutiva, não existem observações efetivas de macroevolução. Não é perceptível esta complexidade em evolução em nenhuma espécie, nem mesmo é possível provar que ela tenha ocorrido. Mesmo Darwinistas convictos como John Maynard Smith e E. Szathmary reconhecem: “Não existe razão teórica que nos permitiria esperar que, com o tempo, linhagens evolucionárias aumentassem em complexidade; tampouco há evidências empíricas de que isso acontece” (citação retirada do livro de John C. Lennox, “Por que a ciência não consegue enterrar Deus”). Ou seja, não é possível comprovar através de experimentos científicos a macroevolução.
Esta discussão poderia seguir muito além, poderíamos falar, por exemplo, da seleção artificial, da evolução molecular que seria o aparecimento de uma célula viva a partir de materiais não vivos, poderíamos inclusive discutir indícios que demonstram que homens e dinossauros foram contemporâneos, como pegadas de ambos que foram fossilizadas juntas.
Mas, tenho consciência de que este assunto que para mim é tão fascinante, para outros é maçante e completamente desnecessário.
De qualquer forma, o importante é tentarmos compreender que não existe um consenso dentroda ciência moderna. A evolução partindo de um momento na história universal em que um começo tenha existido, de onde tudo se originou não pode explicar a complexidade de nosso universo. E nós nem sequer mencionamos a “sintonia fina” presente no universo, é preciso falar um pouco sobre ela antes de finalizarmos.
Essa sintonia fina são parâmetros de extrema precisão necessários para que a vida seja possível. Alguns são óbvios e de fácil observação, como a distância entre a Terra e o Sol, que deve ser precisa. Perto de mais, muito quente e longe demais, muito frio. Uma pequena variação de cerca de 2% seria suficiente para que toda a vida cessasse. O planeta também precisa girar na velocidade correta, lento demais e as temperaturas entre o dia e a noite seriam extremas, rápido demais e as velocidades dos ventos seriam desastrosas. Se a razão entre a força nuclear forte e à força eletromagnética fosse diferente à razão de 1 parte em 1016, nenhuma estrela poderia ter se formado. Como poderia haver vida sem a presença do Sol?Estes números são de difícil compreensão, mas em termos de precisão, é como se um atirador de elite quisesse acertar uma moeda no extremo oposto do universo, a uma distância de 20 bilhões de anos luz!
A precisão exigida para a existência da vida não apenas no planeta Terra, mas em todo o universo é impressionante. Alguns estudos demonstram que a probabilidade de um planeta como a Terra existir no universo é de aproximadamente 1 em 1030.
Estas são apenas algumas singelas palavras sobre a sintonia fina, outro assunto que considero fascinante, mas que não me aprofundarei. Apenas não poderia deixar de citá-lo, pois este é um forte argumento à existência de um Criador, que organizasse todas estas complexas forças para que a vida pudesse surgir.
A evolução está longe de satisfazer todas as dúvidas da humanidade. Ela nem mesmo consegue convencer todas as ramificações da ciência, unindo-as em torno de uma mesma linha de raciocínio na busca pelas respostas.
Na verdade, algumas destas ramificações enquanto avançam, mais parecem se afastar de uma teoria evolucionista que possa explicar tudo. Alguns estudos que acompanharam mais de 30.000 gerações de uma bactéria chamada E. Coli, equivalente a um milhão de anos humanos, demonstram que é muito mais fácil a evolução destruir do que criar alguma coisa, pois com as sucessivas gerações, a bactéria acaba perdendo grandes porções de seu patrimônio genético, inclusive a capacidade de construir alguns dos elementos essenciais do RNA. Parece que a evolução ao longo de milhares de anos tem a forte tendência de piorar a espécie, e não de aperfeiçoá-la.
Para terminar, resta-nos falar um pouco sobre a primeira e segunda leis da Termodinâmica e da Entropia constatada do Universo.
De uma maneira simples e que se encaixa perfeitamente neste nosso estudo, a primeira lei da termodinâmica diz que a energia final de um processo nunca pode ser maior que a energia que originou este processo. A segunda lei está relacionada ao aumento da entropia no universo, também de modo bem simples, fala sobre a tendência de que tudo no universo está caminhando para o equilíbrio. Em outras palavras, pode-se dizer que o que é quente está perdendo seu calor e o que é frio está se aquecendo, até que um dia tudo esteja na mesma temperatura, ou seja, sem que nenhum tipo de energia seja produzida.
Estas duas leis são uma grande barreira para as teorias evolucionistas, pois de acordo com elas o universo não caminha para seu aperfeiçoamento, mas para sua completa inatividade. Algumas teorias dizem, por exemplo, que o nosso sistema solar poderia ter se originado com a explosão de uma estrela muito maior do que o nosso sol. Neste processo de milhares de anos, sabemos que um dia nosso sol também deixará de existir. Nesta sucessão de eventos, de acordo com a primeira lei da termodinâmica, sabemos que o nosso sistema solar tende a desaparecer, visto que é impossível que dele possa surgir energia para recriar uma estrela como aquela que teria dado início à sua existência ou mesmo uma estrela menor, como o sol que conhecemos, pois a energia que está contida no nosso sistema solar não pode recuperar a energia que havia no início de sua formação.
Muito poderia ser dito sobre este assunto, mas a ideia é mostrar que se não temos como explicar de uma forma satisfatória como o universo teria se originado sem a presença de um Ser Supremo que o tenha criado, ou seja, Deus, o homem também não pode encontrar nenhum propósito para a existência deste mesmo universo sem a presença deste Ser Criador, a não ser que aceitemos que tudo começou por nada e que irá terminar em nada.
A vida seria apenas um acidente em um universo sem nenhuma razão para existir e que terminaria sem nada que pudesse ser feito, a total e suprema inutilidade seria a razão maior para todas as coisas.
Ao final dos tempos sua vida não teria nenhuma importância, não teria deixado nenhuma marca em lugar nenhum, nenhum propósito, absolutamente nada inserido no próprio nada sem a possibilidade de nenhum novo acaso dar inicio novamente a todo este processo, pois em uma entropia total e perfeita, não haveria de onde surgir qualquer energia para que algo ocorresse.
Se não inserirmos Deus no contexto da criação, não há nenhum motivo para que o universo tenha se originado algum dia.
E mesmo se tudo começou por algum tipo de acidente, também não há nenhum motivo para que tudo exista, pois tudo estaria caminhando para a mais completa inutilidade.
As teorias evolucionistas tentam encontrar explicações para a origem da vida e do próprio universo e o máximo que têm conseguido é criar algumas teorias que vão sofrendo transformações ou sendo descartadas ao longo dos tempos. Entretanto, por mais que elas possam vir a explicar algum dia, jamais poderão encontrar um propósito para que tudo exista se não inserirem no seu contexto um Deus Criador.
Com a presença deste Deus podemos explicar a origem do universo e da vida, sem deixarmos a ciência de lado por este tipo de visão. Do mesmo modo, podemos aceitar a extinção deste universo, isto estando de acordo com a vontade deste Deus Criador.
De onde viemos, para onde vamos, qual o sentido da vida? São perguntas que uma teoria evolutiva não pode responder satisfatoriamente baseando-se apenas no que a ciência possa descobrir. A não ser para aqueles que se satisfaçam com a resposta de que surgimos por acidente, não há nada de importante que possamos fazer, pois caminhamos para a total extinção, juntamente com todo este universo de proporções infinitas, sem nenhum propósito, sem nenhuma razão para existirmos, aliás, em uma aborrecível, desprezível, miserável, bestial existência que a ausência de um propósito existente em uma criação divina poderia ter.
Uma teoria evolutiva que busca apenas demonstrar a não existência de um Deus Criador torna-se despropositada em si mesma. Teorias evolutivas que busquem compreender o que a ciência tem a oferecer, acabam se aproximando de um possível Criador para tudo, pois mais cedo ou mais tarde, parece que é a isso que a complexidade presente no universo leva a perceber.
Como a ciência trata a evolução desde a época de Darwin até os nossos dias? Analisemos a argumentação do próprio Darwin e da ciência atual:
— Em A origem das espécies Darwin escreveu: “A quantidade de variedades intermediárias, que no passado existiram na Terra, deveria ser realmente enorme. Por que, nesse caso, todas as formações e todos os estratos geológicos não estão repletos desses elos intermediários? A geologia seguramente não revela nenhuma dessas cadeias orgânicas gradativas; e essa talvez seja a objeção mais óbvia e mais grave que se pode fazer a minha teoria”.
É claro que estas palavras escritas a mais de 150 anos, com a ciência e a paleontologia tendo ainda muito que evoluir, é compreensível que não houvessem registros de fosseis dessa transição evolutiva. Conforme as próprias palavras de Darwin, sem estes registros fósseis sua teoria ficaria de certo modo desacreditada.
Vejamos o que diz a ciência atual, através do paleontólogo David Raup, do Museu Field de História Natural, que ostenta uma das maiores coleções fósseis do mundo:
— Agora, tantos anos depois de Darwin, o conhecimento do registro fóssil se expandiu muito. Temos hoje uns 250 mil fosseis de espécies, mas a situação não mudou muito. O registro da evolução é surpreendentemente espasmódico e, por ironia, temos até menos exemplos da transição evolutiva do que tínhamos na época de Darwin.
Alguns cientistas que iniciaram suas carreiras como ateus convictos, diante da complexidade do universo, da sintonia fina, do design inteligente, da total incapacidade de explicar certos conceitos observáveis presentes na natureza, como os sistemas irredutivelmente complexos, citando como exemplo o flagelo bacteriano que possui uma espécie de dispositivo propulsor que permite que a bactéria nade, é como se fosse um motor, um sistema único composto de várias partes bem combinadas que, com sua interação, proporcionam movimento a bactéria. A simples remoção de uma dessas partes faz todo o sistema parar de funcionar, ou seja, todos os seus cinco ou seis componentes precisam estar presentes para que ela funcione.
Estes sistemas irredutivelmente complexos desafiam a ciência e os cientistas, principalmente aqueles partidários do Darwinismo. São chamados de irredutivelmente complexos por que não podem ser reduzidos a elementos mais simples para evoluírem até o estado atual. Eles teriam que simplesmente ter “surgido” exatamente como são hoje, pela impossibilidade de existirem sem uma de suas partes, pois a bactéria não teria como sobreviver sem este sistema.
Existem muitas perguntas que continuam sem resposta. Principalmente para aqueles que excluem um Criador para todas as coisas. Mas a ciência continua avançando, e os cientistas parecem ter a tendência de aceitarem um design inteligente e consequentemente um designer, ou seja, um Ser que tenha criado toda esta complexidade.
Quanto à pergunta se Deus existe, acredito que a resposta ficará cada vez mais evidente com o avanço da ciência.
Quais os propósitos desse Deus? Apesar de parecer que isso depende da fé que cada um deposite nesse Deus, o propósito é Dele e coube a Ele nos revelar o que lhe aprouve. O que cabe a nós é tentarmos compreender qual é o Seu propósito e não tentarmos criar algum propósito e atribuirmos a Ele.
Que a ciência continue em seu processo de evolução.
Que o homem continue em seu processo de evolução.
E que juntos caminhem para respostas que satisfaçam a ambos.
FIM
Para a criação deste artigo foram usados como referência os seguintes livros:
- MANUAL DE DEFESA DA FÉ – Apologética Cristã.
Peter Kreeft / Ronald K. Tacelli
Editora Central Gospel Ltda
- POR QUE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE ENTERRAR DEUS
John C. Lennox
Editora Mundo Cristão
Também foram utilizadas recursos da Internet, como diversos vídeos do You Tube de palestras do Professor Adalto Lourenço e também outras fontes.