sábado, 8 de setembro de 2012

PREGAÇÃO NA IGREJA DE CRISTO DA VILA MARIA



Texto Base:
2 Timóteo 4:1-4
 Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente:
Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.
Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.
Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.


 Vocês já pensaram sobre como é difícil para nós compreendermos a vontade de Deus?
 Quando digo nós, estou falando de vários grupos.
 Difícil para nós que somos tementes a Deus, que somos cristãos evangélicos, que fazemos parte da Igreja de Cristo, que seguimos a doutrina bíblica da Igreja de Cristo.
 Falo também de evangélicos de outras denominações, que possuem alguns pontos doutrinários diferentes de nós.
 Falo de outras religiões que existem espalhadas pelo mundo, algumas tão diferentes daquilo que acreditamos. Muitas destas crenças que até nos parecem estranhas, bizarras.
 Falo também daqueles que nem sequer acreditam que exista um Deus, mas que também tentam compreender o que é a verdade, se há um propósito pare que tudo exista ou mesmo qual a origem de tudo o que existe.
 Como é que nós fazemos pra saber se confiamos ou não em algo que ouvimos?
 O que nos leva a acreditar ou a desconfiar de uma história que alguém nos conte?
 Alguém chega e nos conta algo importante, algo relacionado ao nosso trabalho, ou talvez uma informação sigilosa, quem sabe uma esposa que estivesse traindo um amigo querido.
 Qual é a nossa reação diante de uma situação como esta?
 Primeiramente, analisamos a fonte de onde surge esta história, quem é a pessoa que está nos contando, é alguém que conhecemos, alguém em quem confiamos?
 Qual é o objetivo desta pessoa ao nos contar esta história, é nos ajudar ou ajudar um amigo ou apenas criar caso e contar uma fofoca?
 Também tentamos encaixar esta história no contexto e na realidade que conhecemos, se for a história da traição, se achamos que a esposa poderia realmente ter cometido esta traição ou se sabemos que o casal esteja passando por algum problema, alguma dificuldade.
 Enfim, o que estou querendo demonstrar é que não acreditamos em tudo o que ouvimos por aí.
 Gostamos de analisar, de buscar a procedência, ou seja, buscamos as raízes, qual a causa, a fonte, o fundamento de onde esta informação teve suas origens.
 E quando o assunto é religião? Será que nós também agimos desta forma?
 Como é que as pessoas escolhem uma religião? É verdade que muitas não escolhem, simplesmente nascem nela. Mas será que elas buscam quais são as raízes, as fontes, as origens da religião que seguem?
 E Deus, como é que Deus se relaciona com toda essa diversidade religiosa que existe?
 Será que o importante é você estar bem intencionado, que todas as religiões são boas e que no final todos os caminhos levam a Deus?
 A própria Bíblia não diz lá em Tg 1:27 que a religião que Deus aceita como pura e imaculada é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo?
 Será que não devemos apenas nos preocupar em sermos boas pessoas e Deus reconhecerá isso e que no final seremos todos salvos?
 A questão aqui, e o que eu quero tirar de proveito pra gente hoje, está relacionado justamente com a ultima parte desta passagem: “Não se deixar corromper pelo mundo”.
Eu vou tentar demonstrar qua a vontade de Deus está corrompida pela vontade e imaginação humanas. Não a vontade do Deus, mas o que o homem imagina que seja a vontade de Deus.
Deus não tem uma religião, não são as religiões que nos levam a Deus. Deus tem uma revelação e é esta revelação que pode nos levar até Ele, e é esta revelação que muitas vezes é difícil para o homem compreender.

Será que é possível e qual a importância de sabermos quais as raízes daquilo que acreditamos, de nossa fé?

Vou descrever apenas 2 possibilidades de origem para todos os tipos de religiões, de fé ou de crença que possam existir em todo o planeta.

Uma religião pode ter sua origem:
·        No homem. Na imaginação e na vontade do próprio homem.
·        No próprio Deus e na Sua vontade soberana.


Da mesma forma, todas as religiões podem ser classificadas em três categorias básicas:
·        Politeístas; crença em muitos deuses ou muitas divindades
·        Panteístas; crença de que Deus é tudo e tudo é Deus
·   Monoteístas; crença em um único Deus, criador de todas as coisas

De acordo com a maneira como nós compreendemos a revelação de Deus, a única religião que vem de Deus, não são todos os caminhos que levam a Deus, não são todas as religiões que podem nos religar a Deus. Aliás, a palavra religião vem do latim “religare”, que significa religação com o divino, ou seja, com Deus.

Nem mesmo o fato de uma crença ser monoteísta, que acredite na existência de um único Deus criador, faz com que ela tenha suas origens no Deus verdadeiro, o Deus vivo, o único Deus criador e soberano sobre todas as coisas, aquele que se revelou para a humanidade.

O que as pessoas não compreendem é que se nós formos mergulhar profundamente nas raízes , nos fundamentos, nas fontes de todas as religiões, apenas uma delas terá sua origem no Deus verdadeiro. Todas as outras tem suas raízes naquilo que a Bíblia chama de “paganismo”, de “religião pagã”.

O que chamo de “religião pagã” são todas aquelas que não são a religião do povo de Israel, dos judeus, que foi a nação escolhida por Deus.

De que maneira a Bíblia pode nos auxiliar a compreender o que é a vontade e a imaginação do homem e o que é a vontade de Deus?

2 Timóteo 4:3-4

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos”.

Muitas pessoas escolhem sua religião de acordo com aquilo que mais lhe interessa.

Aquilo que você ouve, gosta e se identifica, e acha que as coisas realmente podem ser assim.

É como o texto diz: “segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos”.

Você seguirá aquela religião, aqueles mestres, que disserem aquilo com que você mais se identificar, que você mais gostar e se identificar.

Não é interessante acreditar, por exemplo, que todos estamos evoluindo e aquilo que eu não puder melhorar nesta vida eu melhoro na próxima, que até os assassinos mais cruéis um dia serão seres evoluídos ou se unirão ao Deus cósmico. Ou então que na pior das hipóteses passaremos por um período de purificação depois que morrermos, mas que no final todos seremos salvos.

Isso não é bonito? Não é interessante? Mas isso são os nossos próprios desejos, vontade de homem, são mitos, como disse o texto e todos esses mitos tem origem no paganismo.

Todas as crenças que tenham uma relação íntima com espíritos, sejam eles evoluídos ou apenas que façam uma mediação entre os homens e Deus, sendo almas de alguns dos que morreram, sejam espíritos dos antepassados, existem países onde o culto aos antepassados é muito forte, ou até mesmo entidades, que serviriam de guias espirituais através de determinados rituais e oferendas, lembrando que em nossa própria cultura a noção de espíritos está presente em histórias de duendes, fantasmas, sereias.

Todas estas ou qualquer outra forma de crença que lide diretamente com espíritos, tem sua origem no animismo, que vem da palavras latina “animus”, que significa alma, espírito.

Esta era uma religião pagã.
No antigo Egito havia o culto aos mortos, existia o livro dos mortos, um guia para a viagem após a morte.
Na Grécia antiga havia a consulta aos oráculos em busca de conselhos, auxílio e previsões do futuro.
Todas as religiões modernas que tenham alguma semelhança com essas crenças tem aí sua origem, religiões pagãs.
E as crenças exotéricas, gnósticas, que falam de harmonia entre as forças do bem e do mal, que todos serão salvos por que Deus é amor, que Deus é tudo e que tudo é Deus, que o homem é um pequeno Deus e que um dia se unirá ao todo, são crenças pagãs panteístas. Inúmeras culturas antigas eram panteístas, culturas africanas, a ultima religião egípcia sob os Faraós, nas culturas do extremo Oriente.
Religiões modernas que tenham idéias semelhantes a estas, tem aí sua origem, religiões pagãs.
Todas estas estão diretamente ligadas a imaginação do homem, a vontade do homem, as experiências e percepções humanas.
Fazendo-se uma análise sobre as origens da maioria das religiões atuais, sempre chegaremos a uma pessoa ou a um grupo de pessoas que ao longo da história humana, teriam recebido uma revelação ou uma iluminação, algum tipo de experiência transcendental que teria lhe permitido compreender o que mais ninguém até então tinha compreendido. Situações assim formam o princípio, o início da maioria das religiões atuais.
Acontece que estas experiências são fruto das próprias impressões e percepções destas mesmas pessoas.
Por isso estou falando da vontade e imaginação do próprio homem, pois está relacionado com as sensações, conclusões e criatividade única e exclusiva destas pessoas.
E mesmo as conclusões que estas pessoas chegaram, sofreram grande influência destas religiões pagãs primitivas. Nunca foi simplesmente uma novidade, acho que a ideia de um resgate ou de um sincretismo é mais apropriada.
Mas e a Bíblia, tem algo a dizer sobre isso?
É claro que os céticos podem dizer, mas por que a Bíblia, por que a Bíblia é a Palavra de Deus e não um outro livro como o Alcorão, ou o Baghavad Gita?
Isso seria alvo de um outro estudo, demonstrar que a Bíblia é um livro único na história da humanidade, que jamais poderia ser escrito apenas por homens que não contém nenhum erro comprovado, seja histórico, cientifico ou de qualquer outra natureza. Demonstrar que o Novo Testamento é o escrito antigo, de longe, o mais bem documentado. Mas tudo isso fica para uma outra oportunidade.
E o que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto?
Qual é a religião que tem origem no próprio Deus?
 Gênesis 12:1-3
— Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”.
Esta é a origem da única religião que vem de Deus, por que é a revelação do próprio Deus.
Foi Deus quem se revelou para a humanidade, através do homem que Ele escolheu, e que formou o seu povo, que era o único povo de Deus, no meio de diversos outros povos pagãos. Estes povos não conheciam o Deus verdadeiro, pois Ele ainda não havia se revelado a eles. E é destes povos que se originam todas as outras religiões que existem até hoje em dia.
Aí um cético pode dizer novamente, mas e as outras religiões, não servem pra nada, não tem coisas boas, todas não buscam a Deus? Por que só a Bíblia e o cristianismo é a religião de Deus?
Ainda que se possa encontrar coisas boas em todas as outras religiões, nenhuma delas pode nos aproximar de Deus.
Mas por que? Isso não é radical demais, egoísta, egocêntrico?
Não, porque esta é a vontade de Deus. Esta é a grande diferença, as coisas são como Deus quer, porque Sua vontade é que é soberana, e não a vontade do homem.
Deus escolheu Abraão. Deus escolheu o seu povo e escolheu a maneira de se reconciliar com a humanidade, de se religar a ela.
Mas por que?
Por que Deus quis assim, e apenas por isso.
O que as pessoas não entendem, é que nenhum ser humano tem condições de entrar na presença de Deus.
Deus é santo, é infinitamente santo. Você sabe o que é ser santo?
Deus é totalmente puro, cristalino, é perfeito, não existe nada imperfeito em Deus, nenhum traço, nenhum resquício de maldade.
Isso é ser santo, é ser completamente separado do mal.
Nada que é imperfeito pode entrar na presença de Deus.
A Bíblia diz lá em Hc 1:13 “Seus olhos são tão puros que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade”.
Você acha que pode se tornar perfeito pra entrar na presença de Deus? Você acha que alguma religião pode te tornar perfeito pra entrar na presença de Deus?
Se você mora em uma casa, tem um teto que te protege da chuva, do frio. Se tem uma cama confortável pra dormir, tem comida todos os dias, tem água pra beber…
Se você tem tudo isso, sabendo que existem crianças que morrem todos os dias de fome, de sede, de frio. Sabendo que existem milhares de pessoas que não tem onde morar, que dormem ao relento, que não tem sequer como alimentar seus próprios filhos.
Se você tem tudo isso você é egoísta, e apenas isto já impede você de entrar na presença de Deus.
Mas então ninguém vai entrar na presença de Deus, ninguém vai ser salvo por que ninguém pode se tornar perfeito.
É verdade. Ninguém pode por seu próprio esforço se tornar perfeito pra poder entrar na presença de Deus.
As vezes nós ficamos tentando melhorar, tentando nos tornar pessoas melhores, vemos os outros fazendo errado e ficamos chateados. “Pôxa, por que as pessoas são assim?”.
E nos esforçamos e aprendemos e melhoramos, mas sempre descobrimos novos problemas, novas coisas em que precisamos melhorar.
Quando parece que estamos conseguindo melhorar, nos tornamos consciêntes de outros problemas que temos e precisamos começar tudo de novo, pra tentar melhorar outra vez.
Não se desespere, é assim que as coisas são. Nós não podemos nos tornar perfeitos, isto está muito além do nosso alcance. Mas podemos e devemos melhorar continuamente.
Mas então, como entrar na presença de Deus? Como se tornar perfeito para poder entrar na presença de Deus?
Isso para o homem é impossível. Mas para Deus nada é impossível
Colossenses 1:28 “Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”.
Efésios 2:8-9 “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”.
Colossenses 1:21-23 “Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro. 

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