sexta-feira, 19 de agosto de 2011

BÍBLIA, A PALAVRA DE DEUS?

BÍBLIA, A PALAVRA DE DEUS?



2 Timóteo 3:16, 17  -  Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra.


Como podemos saber que a Bíblia é verdadeiramente a palavra de Deus?
Existe alguma maneira de comprovar uma afirmação como esta?
Citar passagens Bíblicas como a que está acima só tem efeito para quem tem fé e uma crença, caso contrário, não surte efeito e não pode ser usada como argumento convincente para que alguém acredite que a Bíblia é realmente inspirada por Deus.
O que torna a Bíblia um livro diferenciado com relação aos outros, por que ela seria um livro único na história da humanidade?
Para demonstrar que a Bíblia é um livro incomparável, vamos escolher alguns versículos que evidenciam sua genuinidade, com situações que não podem ser encontradas em nenhum outro livro da história humana:

— Isaias 40:22 – Ele (Deus) se assenta no seu trono, acima da cúpula da terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos.
Esta tradução é da Nova Versão Internacional, mas existem diversas outras, como por exemplo, a da Bíblia Apologética de Estudo ICP, que diz: “Ele é o que esta assentado sobre o círculo da terra”. A tradução da Bíblia João Ferreira de Almeida diz que Ele esta assentado sobre o globo da terra.
Mas o que há de tão extraordinário nesta passagem?
Devemos levar em consideração que o livro de Isaias foi escrito por volta do ano 700 a.C. e que esta passagem é uma clara referência ao fato de a Terra ser redonda. Como o escritor do livro poderia saber sobre a circunferência da Terra naquela época? Pouco antes de 1500 d.C. os marinheiros tinham medo de avançar em suas viagens marítimas, pois acreditavam que cairiam no abismo, afinal de contas, para eles a Terra era plana. Somente em Setembro de 1522 o homem comprovou que a Terra era redonda, quando completou a primeira viagem de circunavegação ao redor do planeta, com Fernão de Magalhães.
Deus deixou algumas provas claras para percebermos sua inspiração divina por trás das Escrituras. O homem sozinho não poderia conhecer algumas afirmações que estão contidas em suas páginas, o que torna claro a presença de Deus para aqueles que quiserem enxergar Sua mão orientando os escritores.

Outro texto que podemos citar com relação à circunferência da Terra é:

— Jó 22:14 – Nuvens espessas o cobrem, e Ele (Deus) não pode ver-nos quando percorre a abóbada dos céus.
Mas não existem passagens somente falando sobre este assunto. Outro texto que demonstra claramente que o homem não poderia ter escrito este livro sozinho é:

— Jó 26:7 – Ele estende o céu do norte sobre o espaço vazio; suspende a Terra sobre o nada.
Esta afirmação é ainda mais impressionante do que as anteriores. Por que? Alguns estudiosos acreditam que o livro de Jó pode ser o livro mais antigo da Bíblia, escrito por Moisés mais de 1400 anos antes de Cristo.
Como sabemos, a lei da gravidade só foi formulada por Isaac Newton no final de 1600 d.C., mais precisamente em 1673. Como alguém poderia ter alguma idéia sobre algo suspenso no nada naquela época? O homem não consegue manter uma simples pena suspensa sobre o nada, quanto menos imaginar que o planeta estaria nesta condição. Esta idéia não poderia ter vindo do próprio homem que não sabia sequer as proporções do planeta, quanto menos algo relacionado à força da gravidade.
Este texto contém outras informações ainda mais impressionantes, mas deixemos este assunto para outra ocasião. Por enquanto, esta é outra prova deixada por Deus para percebermos sua inspiração por trás das escrituras.
Existem diversas outras afirmações deste gênero dentro da Bíblia que caso haja o interesse podem ser estudados mais profundamente. Como esta é apenas uma visão geral sobre a Bíblia e não um estudo minucioso, passaremos a outras maneiras de comprovar sua inspiração divina.
A própria estrutura Bíblica é humanamente impossível de ser explicada. São cerca de 40 “autores” que escreveram num espaço de tempo de mais ou menos 1500 anos. Isso sem levar em consideração que foi necessário outros 1000 e tantos anos para que a Bíblia chegasse a este formato com a qual a conhecemos hoje. Sua divisão feita em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo Cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das escrituras. A divisão em versículos foi feita primeiramente no Antigo Testamento em 1445 pelo rabi Nathan e no Novo Testamento somente em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. A primeira Bíblia a ser publicada inteiramente dividida em versículos foi a Bíblia de Genebra em 1560.
Analisando a sua autoria, não é impressionante que tantos autores escrevendo em um intervalo de tempo de vários séculos, vivendo em épocas completamente diferentes, em civilizações diferentes, reinados diferentes, tenham chegado a uma unidade tão perfeita? Um autor não contradiz o outro, pelo contrário, todos apontam para uma mesma direção e confirmam as mesmas verdades. Também devemos levar em consideração que muitos autores tardios não conheciam todos os textos antigos, pois não havia um único livro como temos hoje, mas eram vários manuscritos espalhados entres diferentes povos, pois os judeus ou Israel não permaneceu sempre unido. Para mim, a própria estrutura da Bíblia é uma das maiores provas que existem do comando de Deus e de sua inspiração das Sagradas Escrituras.
Alguns estudiosos acreditam que um grupo destes judeus teria se reunido cerca de 4 ou 5 séculos antes de Cristo e organizado todas as tradições orais que haviam na época e escrito o que hoje conhecemos como o Antigo Testamento. Estes escritores teriam utilizado uma maneira muito utilizada na época por seus autores contemporâneos, que seria uma maneira épica de escrever, poemas que narravam ações grandiosas, com grandes batalhas e invenções exageradas. Isto explicaria um êxodo com duração de 40 anos perambulando pelo deserto com situações fantásticas como um mar inteiro se abrindo para a fuga do povo escolhido por Deus.
Um argumento aparentemente lógico para quem não possui nenhum conhecimento sobre o assunto, mas facilmente refutado com um estudo mais aprofundado.
Como este não é um estudo minucioso, analisemos somente as acusações feitas por alguns críticos com relação ao Novo Testamento. Eles afirmam que os evangelhos que temos não seriam exatamente iguais aos originais, mas o resultado de alterações feitas por motivos religiosos e políticos. Argumento também facilmente refutado, pois o Novo Testamento é, escancaradamente, o documento mais bem atestado da antiguidade.
Existem mais cópias do Novo Testamento do que qualquer outro documento antigo. São mais de cinco mil manuscritos em grego e versões antigas em siríaco e em outras línguas. A Ilíada de Homero, uma das maiores obras da antiguidade grega, empalidece quando comparada ao Novo Testamento. Suas cópias mais antigas existentes hoje são dos séculos 2 e 3 dC, aceitas pelos estudiosos como autenticas. Isto só serve para realçar a evidência em favor da integridade dos evangelhos.
Vamos analisar algumas cópias consideradas autênticas pelos críticos:

— Platão: escrito em 427-347 a.C. Sua cópia mais antiga remete ao ano 900 d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 1200 anos. Existem 7 cópias.

— Heródoto: escrito em 480-425 a.C. Cópia mais antiga remete ao ano 900 d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 1300. Existem 8 cópias.

— Cesar: escrito em 100-44 a.C. Cópia mais antiga remete ao ano 900 d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 1000 anos. Existem 8 cópias.

— Aristóteles: escrito em 384-322 a.C. Cópia mais antiga remete ao ano 1100 d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 1400 anos. Existem 10 cópias.

— Sófocles: escrito em 496-406 a.C. Cópia mais antiga remete ao ano 1000 d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 1400 anos. Existem 193 cópias.

— Homero: escrito em 900 a.C. Cópia mais antiga remete ao ano 400 a.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de 500 anos. Existem 643 cópias com uma precisão entre elas de 95%.

— Novo Testamento: escrito no 1º século d.C (entre os anos 50-100 d.C.) Cópia mais antiga remete ao início do 2º século d.C. com o tempo aproximado entre o documento original e a cópia de menos de 100 anos. Existem 5600 cópias com uma precisão de 99,5% entre elas.

Como podemos verificar os métodos utilizados para comprovar que algum manuscrito antigo é autêntico só vem demonstrar e comprovar a precisão e confiabilidade dos Evangelhos e de todo o Novo Testamento. Se estes métodos satisfazem os estudiosos com relação às demais obras históricas, com um número de cópias muito inferior e que são tidas como genuínas, o Novo Testamento passa com louvor e grande folga neste teste de confiabilidade.
Após estas análises que demonstram a originalidade da Bíblia, sendo um livro único na história da humanidade, vejamos o que a própria Bíblia fala de si mesma e como demonstra sua inspiração divina através de alguns textos. Tenhamos sempre em mente que este estudo se baseia na idéia de que a Bíblia contém a infalível e perfeita palavra de Deus, divinamente inspirada por Ele, portanto, todas as suas afirmações são aquilo que Deus quis nos transmitir através daqueles que escolheu para nos trazerem Sua mensagem. A Bíblia é Deus falando diretamente ao homem.

— Jeremias 1:9 – O Senhor (Deus) estendeu a mão, tocou a minha boca e disse-me: “Agora ponho em sua boca as minhas palavras”.

— 2 Samuel 23:2 – O espírito do Senhor falou por meu intermédio; sua palavra esteve em minha língua.

— Atos 1:16 – Irmãos, era necessário que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse por boca de Davi.

Estes versículos servem para comprovar claramente o que está escrito acima, que as palavras contidas nas Sagradas Escrituras nada mais são do que Deus falando conosco através de seus Profetas e daqueles a quem dirigiu suas palavras.

— Mateus 22:31,32 - ... vocês não leram o que Deus lhes disse: “ Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”?
Este é um trecho em que Jesus conversava com alguns saduceus (grupo de judeus que, entre outras coisas, negavam a ressurreição, os anjos e os espíritos) e faz uma citação que está no livro de Êxodo 3:6, confirmando claramente que era Deus quem falava através de seu servo Moisés, escritor deste livro.

— 2 Pedro 1:21 – pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.
Uma demonstração clara de que as profecias, as palavras contidas na Bíblia não tem origem simplesmente nos homens, mas vem diretamente de Deus.
Como foi dito um pouco acima, todos os autores da Bíblia apontam para uma mesma direção e confirmam as mesmas verdades. Falaremos agora um pouco sobre o assunto principal da Bíblia e que permeia todos os seus livros. Do que a Bíblia fala e qual é a mensagem principal que está contida em suas páginas? Analisemos os seguintes versículos:

— João 5:39 – são as Escrituras que testemunham a meu respeito.
Aqui é o próprio Senhor Jesus afirmando que as Escrituras falam sobre Ele.

— João 5:46 – Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim (Jesus), pois ele escreveu a meu respeito.
Moisés escreveu a respeito de Jesus, por exemplo, em Genesis 49:10, e aqui o próprio Jesus confirma isso.

— Lucas 24:44 – Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.
Esta é uma clara referência que Jesus faz a todo o Antigo Testamento hebraico. A lei de Moisés que são os 5 primeiros livros da Bíblia (Pentateuco ou Torah); os profetas, que incluíam os profetas maiores e menores; e os escritos, que se iniciavam com os Salmos e englobava todos os demais livros. Fica evidente neste versículo que Jesus demonstra que todos os livros e profetas do Antigo Testamento falaram sobre Ele, ou seja, Jesus é o seu assunto central do Antigo Testamento.

Acredito que não seja necessário mencionar que o Novo Testamento trata da vida de Jesus, sua história e seus ensinos:
1. Biográficos (os quatro evangelhos) – descrevem a vida terrena de Jesus e sua mensagem de boas novas.
 2. Histórico (Atos dos Apóstolos) – registra o desenvolvimento da Igreja primitiva desde a ascensão de Cristo até o encarceramento do apóstolo Paulo em Roma.
3. Epístolas (21 cartas) – Este meio de comunicação foi utilizado para propagar a fé cristã, sendo dirigidas a igrejas, indivíduos, judeus convertidos ao cristianismo e a todos os cristãos em geral.
4. Profético (Apocalipse) – é o livro da revelação, que demonstra a consumação da vitória do bem contra o mal, a derradeira vitória de Cristo.

Não há nenhuma dúvida com relação ao fato de que toda a Bíblia fala de Jesus. Jesus é o assunto principal e está presente em cada um de seus livros. Todos os profetas falaram sobre Ele juntamente com os livros históricos e poéticos que apontam para Jesus, proclamando que o Messias viria e o Novo Testamento narra o tempo em que este grande evento aconteceu.
A Bíblia sendo a palavra de Deus, podemos perceber que o que Deus quer falar a humanidade é sobre Jesus. A Bíblia existe para nos falar de Jesus, que Ele viria e sobre os Seus ensinamentos. O que o Deus Todo Poderoso, criador dos céus e da Terra, infinito em sabedoria, em amor e em justiça, eterno, soberano, presente em todos os lugares e conhecedor de todas as coisas tem para nos dizer é sobre seu Filho que Ele enviou a terra. Um livro escrito durante várias gerações, ao longo de cerca de 1500 anos, através de cerca de 40 autores diferentes, das mais variadas profissões e atividades, que viveram e escreveram em países, regiões e continentes afastados uns dos outros, em períodos e condições diversas, com seus escritos atingindo uma harmonia inigualável. Todo este trabalho incompreensível para nossas mentes humanas para que Deus pudesse nos apresentar seu filho amado, que Ele enviou para nos transmitir a mensagem do seu evangelho.
Após demonstrar que a Bíblia é a palavra de Deus e que Deus quer nos falar sobre Jesus, o que Jesus teria de tão importante para nos dizer que despendesse todo este trabalho? Se Deus levou mais de mil anos para nos apresentar a Jesus, o que Jesus tem para nos dizer que seja tão essencial e indispensável para nossas vidas?
Deixemos que a própria Palavra de Deus nos dê a resposta analisando mais alguns versículos:

— João 14:6 – Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.
Jesus afirmou que ninguém pode chegar a Deus a não ser que seja através dEle. Este versículo também diz que Ele é o único caminho que pode levar a Deus, e não um dos caminhos.

— João 5:24 – Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.
Jesus quer nos livrar do poder da morte ao qual estamos condenados e nos dar a vida eterna.

— João 11:25,26 – Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”.
Jesus não quer simplesmente nos livrar da morte física que a velhice, doença ou fatalidade nos trará, mas Ele fala de uma “morte eterna”. Afirma que ainda que passemos por esta morte física, Ele pode nos trazer a ressurreição, por que Ele é a vida e pode dá-la aos que crerem nEle.

É isso o que Deus tem para nos dizer, que Ele nos quer ao Seu lado, vivendo com Ele no Seu reino. E a única maneira que temos para recebermos esta dádiva é reconhecendo Seu filho que Ele enviou, crendo em Suas palavras, em Seus ensinamentos e aprendendo com sua trajetória de vida.
Jesus tem muito a nos ensinar e só o que precisamos fazer é querer aprender.
Deus está sempre presente em nossas vidas, mas para nos tornarmos verdadeiramente conscientes disto temos que aceitar Sua revelação para nós que está contida somente nas Suas palavras através das Sagradas Escrituras. E estas palavras nos falam sobre a manifestação de Deus entre nós, Jesus Cristo, Seu filho amado que veio para nos reconciliar com Deus.

— João 1:14 – E o Verbo (Aquele que é a Palavra) se fez carne e habitou entre nós.

Amem.

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